{"id":128407,"date":"2024-01-26T15:35:13","date_gmt":"2024-01-26T18:35:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=128407"},"modified":"2024-01-26T15:35:13","modified_gmt":"2024-01-26T18:35:13","slug":"com-apoio-de-projeto-de-extensao-da-ufsb-museu-indigena-pataxo-da-aldeia-coroa-vermelha-e-reinaugurado-com-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2024\/01\/26\/com-apoio-de-projeto-de-extensao-da-ufsb-museu-indigena-pataxo-da-aldeia-coroa-vermelha-e-reinaugurado-com-exposicao\/","title":{"rendered":"Com apoio de projeto de extens\u00e3o da UFSB, Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 da Aldeia Coroa Vermelha \u00e9 reinaugurado com exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-120343\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"155\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1.jpg 587w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ap\u00f3s cerca de seis anos de inatividade, o Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 da Aldeia Coroa Vermelha foi reinaugurado com a exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria intitulada \u201c\u00c3bakohay \u016bg kahab: mem\u00f3ria e viver Patax\u00f3\u201d, no dia 20 de janeiro de 2024. A presente exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de um projeto coletivo em torno da reconstru\u00e7\u00e3o do Museu Ind\u00edgena Coroa Vermelha, que fechou suas portas em 2018.<\/p>\n<p>Como explica o professor Pablo Antunha Barbosa, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Humanas e Sociais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCHS\/UFSB), n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entender a reabertura do Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 de Coroa Vermelha se n\u00e3o o situamos num contexto mais amplo. Sua constru\u00e7\u00e3o fez parte de um projeto patrimonial maior. A partir de meados dos anos 1990, a regi\u00e3o foi palco de uma s\u00e9rie de investimentos realizados em parceria entre o setor privado e os governos federal e estadual. Esses investimentos buscavam impulsionar o turismo de massa numa regi\u00e3o de praias lind\u00edssimas, ao reconstruir cenas do \u201cDescobrimento\u201d no espa\u00e7o p\u00fablico (constru\u00e7\u00e3o de monumentos, nomea\u00e7\u00e3o de ruas, hot\u00e9is etc.)<!--more--><\/p>\n<p style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.75em; font-size: 14px; color: #000000; font-family: open_sansregular, 'Open Sans', Arial, Helvetica, sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; text-align: justify;\"><span style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva;\">Em 2000 celebrou-se, por fim, os chamados quinhentos anos do \u201cDescobrimento\u201d do Brasil. Devido \u00e0 pressa na sua constru\u00e7\u00e3o e \u00e0 falta de planejamento a m\u00e9dio e longo prazo, ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o do evento, o museu foi progressivamente abandonado pelas autoridades respons\u00e1veis. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o foi a pr\u00f3pria comunidade que o manteve funcionando at\u00e9 2018. Nesta data, decidiram fechar o museu para visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, j\u00e1 que n\u00e3o havia mais condi\u00e7\u00f5es para manter o edif\u00edcio e as pe\u00e7as do acervo. Devido ao apelo afetivo do museu, a comunidade vem buscando retomar o museu a partir de novas bases.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.75em; font-size: 14px; color: #000000; font-family: open_sansregular, 'Open Sans', Arial, Helvetica, sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; text-align: justify;\"><span style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva;\">Desde o final de 2021, a UFSB vem participando ativamente deste processo atrav\u00e9s do projeto de extens\u00e3o\u00a0<strong style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; font-weight: bold;\">Constru\u00e7\u00e3o do Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 de Coroa Vermelha\u00a0<\/strong>(PJ008-2022), coordenado pelo professor Pablo Antunha Barbosa, pela professor \u00c2ngela Maria Garcia (IHAC\/CSC) e pelo muse\u00f3logo Julio C\u00e9zar Chaves. A presente exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria \u00e9 o resultado desse trabalho coletivo em parceria direta com a Associa\u00e7\u00e3o dos Comerciantes do Parque Ind\u00edgena da Aldeia de Coroa Vermelha.<\/span><\/p>\n<p style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.75em; font-size: 14px; color: #000000; font-family: open_sansregular, 'Open Sans', Arial, Helvetica, sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; text-align: justify;\"><span style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva;\">Para montar a exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, formou-se uma equipe curatorial composta por Arissana Patax\u00f3 e Oiti Patax\u00f3, grandes artistas contempor\u00e2neos do povo Patax\u00f3. Essa equipe buscou interrogar algumas quest\u00f5es que serviram de fio condutor para a narrativa da exposi\u00e7\u00e3o. Como os Patax\u00f3 do Sul da Bahia elaboram as auto narrativas sobre si mesmo e sua hist\u00f3ria? A cronologia hist\u00f3rica patax\u00f3 coincide com a cronologia hist\u00f3rica nacional? Quais eventos, lugares e artefatos s\u00e3o marcantes em sua trajet\u00f3ria? Que personagens humanos e n\u00e3o humanos devem ser lembrados? Enfim, qual a import\u00e2ncia desses discursos de autoria ind\u00edgena no \u00e2mbito de suas lutas pol\u00edticas para retomar seus territ\u00f3rios e sua cultura, visando o fortalecimento de sua identidade? Que li\u00e7\u00f5es tirar de tudo isso? S\u00e3o essas algumas perguntas que guiaram esta exposi\u00e7\u00e3o que est\u00e1 marcando a reabertura do Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 de Coroa Vermelha.<\/span><\/p>\n<p style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.75em; font-size: 14px; color: #000000; font-family: open_sansregular, 'Open Sans', Arial, Helvetica, sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff; text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial; text-align: justify;\"><span style=\"list-style: none; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; font-size: 10pt; font-family: verdana, geneva;\">Convidamos a comunidade acad\u00eamica que visite esse novo \u201clugar de mem\u00f3ria\u201d do nosso territ\u00f3rio, que inscreve mem\u00f3rias alternativas \u00e0 do \u201cDescobrimento do Brasil\u201d, narrativa hegem\u00f4nica que, em um \u00fanico gesto, elevou os colonizadores portugueses ao papel de protagonistas do nascimento do Brasil ao mesmo tempo em que invisibilizou v\u00e1rias outras mem\u00f3rias da regi\u00e3o, como as mem\u00f3rias dos povos ind\u00edgenas, afro e outras popula\u00e7\u00f5es tradicionais presentes na regi\u00e3o Sul e Extremo Sul da Bahia.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s cerca de seis anos de inatividade, o Museu Ind\u00edgena Patax\u00f3 da Aldeia Coroa Vermelha foi reinaugurado com a exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria intitulada \u201c\u00c3bakohay \u016bg kahab: mem\u00f3ria e viver Patax\u00f3\u201d, no dia 20 de janeiro de 2024. 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