{"id":128475,"date":"2024-02-06T15:59:00","date_gmt":"2024-02-06T18:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=128475"},"modified":"2024-02-06T15:59:00","modified_gmt":"2024-02-06T18:59:00","slug":"os-tropicos-umidos-brasileiros-patrimonio-ecologico-universal-repensar-e-preciso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2024\/02\/06\/os-tropicos-umidos-brasileiros-patrimonio-ecologico-universal-repensar-e-preciso\/","title":{"rendered":"OS TROPICOS \u00daMIDOS BRASILEIROS, PATRIM\u00d4NIO ECOL\u00d3GICO UNIVERSAL. REPENSAR \u00c9 PRECISO."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MATA.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-128476\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MATA-300x115.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"115\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MATA-300x115.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MATA.jpg 332w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>L. F. da Silva &amp; M. M. Tourinho.<\/p>\n<p>OS AUTORES Luiz Ferreira da Silva e Manoel Malheiros Tourinho possuem uma identidade muito forte com a Amaz\u00f4nia. Ambos foram companheiros da mesma Institui\u00e7\u00e3o, CEPLAC. Um nas ci\u00eancias do solo e, o outro, na Sociologia Rural. Depois de aposentados, nunca vestiram a carapu\u00e7a de inativo e continuaram &#8220;sinapseando&#8221;, mesmo ultrapassada a faixa dos &#8220;oitentrinos. Acreditam que t\u00eam cacife para falar da Amaz\u00f4nia. Luiz, realizou estudos de solos em Rond\u00f4nia, coordenou a implanta\u00e7\u00e3o de polos cacaueiros e assessorou a FAO\/Universidade da Carolina do Norte na formata\u00e7\u00e3o de um projeto de manejo de solos tropicais. Tourinho, al\u00e9m de ter nascido nas barrancas do rio madeira, implantou a Universidade Rural da Amaz\u00f4nia e continua com projetos em zonas ribeirinhas. Praticamente, ao mesmo tempo, tiveram os olhos voltados \u00e0 Amaz\u00f4nia, sobretudo imbu\u00eddos do desejo conservacionista e de contribuir para<\/p>\n<p>debelar a fome de tantos irm\u00e3os abandonados.<\/p>\n<p>Dessa forma, com uma vis\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o contemplada, sui generis, pois, escreveram os artigos a seguir, para reflex\u00e3o dos que, por acaso, os lerem e estejam antenados com os p\u00e9s- de paus do nosso Brasil.<!--more--><\/p>\n<p>AMAZONIA PEDE SOMBRA<\/p>\n<p>Manoel M. Tourinho; Manoel Moacir Macedo; Gutemberg Armando Guerra.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, iniciada a partir da segunda metade do S\u00e9culo XVIII (1760 a 1820), ensejou uma transforma\u00e7\u00e3o radical nas estruturas sociais, pol\u00edticas e tecnol\u00f3gicas, no n\u00edvel global e com amplo impacto na vida humana. Nesses duzentos e sessenta e quatro anos, a revolu\u00e7\u00e3o industrial garantiu o processo de forma\u00e7\u00e3o do capitalismo nas suas diferentes vertentes: industrial, agr\u00e1ria e comercial.<\/p>\n<p>O seu epicentro, foi inicialmente, na Gr\u00e3-bretanha, a seguir os Estados Unidos, e, mais tarde na Alemanha, R\u00fassia; e hoje a China. Todas disseminaram e disseminam os seus modelos transformadores industriais na via dos \u201cpacotes tecnol\u00f3gicos\u201d, amplamente apoiados pelas ag\u00eancias de coopera\u00e7\u00e3o nacional ou financiadores internacionais como o Banco Mundial-WB, O Banco Interamericano de Desenvolvimento \u2013 BID e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional &#8211; FMI.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, exerceu papel relevante as ag\u00eancias nacionais, como Banco do Nordeste, Banco da Amaz\u00f4nia, Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social &#8211;<\/p>\n<p>BNDES, e a Financiadora de Estudos e Projetos \u2013 FINEP. Elas viabilizaram, em territ\u00f3rios nacionais o emprego desses pacotes, sem questionamento de suas externalidades.<\/p>\n<p>Destaque anotado do alcance da revolu\u00e7\u00e3o industrial na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola foram os famosos \u201cpacotes tecnol\u00f3gicos\u201d alcunhados de \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d, desenvolvido e liderado pelo Agr\u00f4nomo Norman Borlaug (1914-2004). Este cientista americano, julgava poss\u00edvel erradicar a fome mundial, pelo uso de sistemas de produ\u00e7\u00e3o com sementes gen\u00e9ticas com pot\u00eancia produtiva, a exemplo do arroz, milho, sorgo, por exemplo cultivadas em qualquer latitude, empregando insumos modernos, tais como sementes melhoradas, irriga\u00e7\u00e3o, fertiliza\u00e7\u00e3o, defensivos qu\u00edmicos e m\u00e1quinas agr\u00edcolas. No dizer de Rachel Carson, na obra Primavera Silenciosa (1967) o \u201cfam\u00e9lico\u201d se n\u00e3o morresse por falta de comida, morria dos venenos qu\u00edmicos indiscriminadamente aplicados.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es governamentais de desenvolvimento, mundo a fora, adotaram a receita de Borlaug, como o paradigma do aumento linear da produ\u00e7\u00e3o e da produtividade de lavouras e cria\u00e7\u00f5es. O Brasil n\u00e3o ficou indiferente, acolhido nos curr\u00edculos das escolas de agronomia, nas estruturas de cr\u00e9dito e fomento, na pr\u00e1tica da extens\u00e3o rural, e nos portif\u00f3lios das cooperativas de produtores rurais. Na atualidade essa \u00e9 a l\u00f3gica em uso na de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do bioma Amaz\u00f4nia, onde existe terra dispon\u00edvel e a pre\u00e7o baixo, mas pobre em elementos qu\u00edmicos Apenas 5 % dos solos s\u00e3o avaliados como naturalmente ricos, em uma superf\u00edcie de aproximadamente 5,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados. A produ\u00e7\u00e3o nesses solos somente \u00e9 vi\u00e1vel no modelo produtivista, sob custos pesados de insumos qu\u00edmicos e sint\u00e9ticos. A Amaz\u00f4nia, pela condi\u00e7\u00e3o de \u2018fronteira aberta\u2019, para os apologistas da \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d pode ser o \u2018ide\u00e1rio de Norman Borlaug\u2019.<\/p>\n<p>Atualmente, o estrat\u00e9gico bioma, localizado na maior regi\u00e3o brasileira, empurra o aceleramento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Desmatamento, terras degradadas, urbaniza\u00e7\u00e3o acelerada, uso da terra incompat\u00edvel com uma agenda de mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, contamina\u00e7\u00f5es generalizadas dos corpos d\u2019\u00e1gua subterr\u00e2neos e \u00e1guas de superf\u00edcies como rios, lagos e igarap\u00e9s. Garimpos ilegais, s\u00e3o adicionados \u00e0s consequ\u00eancias dos pacotes tecnol\u00f3gicos estimuladores da crise clim\u00e1tica e humanit\u00e1ria dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00c9 importante acentuar que a fase da Amaz\u00f4nia extrativista e florestal passou e nada se aprendeu com ela. Mas se observarmos a regi\u00e3o com lentes dos postulados epistemol\u00f3gicos e metodol\u00f3gicos kantianos, agu\u00e7ando raz\u00e3o e os sentidos, \u00e9 poss\u00edvel perceber que a Amaz\u00f4nia \u00e9 terra de uso com a sombra da mata. Sombra \u00e9 o uso da terra que deu certo. Nada de \u201cpela\u00e7\u00e3o rasa\u201d da mata de cobertura. Nenhum cultivo \u00e9 t\u00e3o emblem\u00e1tico nessa quest\u00e3o do que o Cacau. Cacau a sombra da floresta \u00e9 cultivo ecol\u00f3gico perfeito, climaticamente nascido assim, e quando voltou \u00e0s origens trouxe a \u201cmarca da sombra\u201d derivado da sua origem amaz\u00f4nica. O a\u00e7a\u00ed \u00e9 outro cultivo bem amaz\u00f4nico que tem a \u201cmarca\u201d. Inventos de domestica\u00e7\u00e3o que levam cultivares a pleno sol n\u00e3o passam de apan\u00e1gios do fracasso global, sist\u00eamico, integral e integrado.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central do uso da terra na Amaz\u00f4nia como fator favor\u00e1vel- atenuante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, deve ter com objetivos: (1) Praticar a ocupa\u00e7\u00e3o da terra e o solo baixo \u00e0 sombra da mata. (2) Mudar os membros da equa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o\/produtividade para qualidade\/quantidade, ou seja, minimiza\u00e7\u00e3o da grandeza. A teoria do \u201csmall is beautifull\u201d de Schumacher \u00e9 mais apropriada. (3) Nenhum neg\u00f3cio agr\u00edcola e\/ou criat\u00f3rio deve exceder a cem<\/p>\n<p>(100) hectares. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de reserva legal florestal; todo uso se far\u00e1 baixo a sombra.<\/p>\n<p>(4) A extens\u00e3o rural, o ensino agr\u00edcola e a pesquisa, na Amaz\u00f4nia, devem ter as suas orienta\u00e7\u00f5es ontol\u00f3gicas, propositivas ao desenvolvimento das transfer\u00eancias do conhecimento e gera\u00e7\u00e3o do conhecimento direcionados integralmente \u00e0 pr\u00e1tica do uso da terra, baixo a sombra florestal j\u00e1 existente.<\/p>\n<p>Ao final, caso a soja e a pecu\u00e1ria sejam adaptadas \u201cbem baixo \u00e0 floresta\u201d, sejam\u201d benvindas; caso contr\u00e1rio, aqui n\u00e3o ser\u00e1 o seu lugar. (31.01.2024)<\/p>\n<p>O P\u00c9-DE- PAU EM PRIMEIRO LUGAR NA AMAZ\u00d4NIA<\/p>\n<p>Luiz Ferreira da Silva<\/p>\n<p>Quando se fala na Amaz\u00f4nia, nos enche os olhos a floresta, a mata, as \u00e1rvores exuberantes, os p\u00e9s-de-pau floridos.<\/p>\n<p>\u00c9 o passaporte da natureza \u00famida tropical. Isso quer dizer que nada que se mexa nela pode prescindir da floresta em seu epicentro.<\/p>\n<p>A pol\u00eamica no mundo todo \u00e9 sobre como se usar, ou se conservar ou se preservar, sobretudo na agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>A press\u00e3o das \u201cplantations\u201d \u00e9 por uma agricultura de altos insumos, com derrubada da massa florestal e limpeza completa do terreno, seguindo a compacta\u00e7\u00e3o do solo pelas m\u00e1quinas pesadas.<\/p>\n<p>Mas, por diversos fatores clim\u00e1ticos, edafol\u00f3gicos e da repercuss\u00e3o ecol\u00f3gica que ultrapassa os umbrais da regi\u00e3o, atingindo o mundo, h\u00e1 que se repensar fora dos padr\u00f5es atuais do uso do solo. Uma outra agricultura, uma outra maneira de ver.<\/p>\n<p>Como fui formado no visgo do cacau, cujo cultivo pode conviver com a floresta, num processo at\u00e9 de comensalismo, visualizo uma agricultura que, depois de ler um artigo dos colegas Manoel Tourinho, Manoel Moacir Macedo e Gutemberg Guerra (A Amaz\u00f4nia pede sombra), denominei de AGRICULTURA UMBR\u00d3FILA.<\/p>\n<p>Quem quiser plantar soja, milho, pastagem, caf\u00e9 e mais e mais, v\u00e1 para os cerrados, cuja cultura, no amplo sentido, \u00e9 outra. Aqui, \u00e9 sob os p\u00e9s-de-pau.<\/p>\n<p>Eu estou dizendo que vamos buscar novos m\u00e9todos, novos enfoques de pesquisas e virar a \u201cbiruta\u201d para novos rumos.<\/p>\n<p>O mote \u00e9: A floresta em primeiro lugar, protagonista. Os cultivos que se adaptem a ela.<\/p>\n<p>H\u00e3o de me perguntar? Como plantar debaixo da mata se a sombra vai impedir a produ\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas?<\/p>\n<p>Realmente, h\u00e1 necessidade de luz para a fotoss\u00edntese. Um raleamento, mantendo as esp\u00e9cies nobres de p\u00e9 j\u00e1 \u00e9 um bom come\u00e7o, como acontece com o cacau, referido anteriormente.<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 preciso mais e a\u00ed est\u00e1 a ci\u00eancia para cair em campo, pois at\u00e9 ent\u00e3o segue uma outra linha e jamais se pensou em criar variedades de milho, de arroz, de soja, de banana, de mandioca etc. com alta capacidade de produzir sob pouca luz. A pr\u00f3pria natureza disp\u00f5e sob as \u00e1rvores um extrato de plantas adaptadas a pouca luz. Uma fonte de genes para se trabalhar e transmutar. M\u00e3os \u00e0 obra, pois.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, todo esfor\u00e7o da engenharia gen\u00e9tica \u00e9 para produzir plantas de alta produtividade e\/ou resistentes a pat\u00f3genos. No caso presente, o enfoque seria a baixa presen\u00e7a de luz e um sistema radicular que se interaja com o das \u00e1rvores, explorando ademais camadas de solos diferentes.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim, poder\u00edamos desenvolver \u201ccombos agr\u00edcolas\u201d, com diversos cultivos implantadas sob a floresta, conservando a mata e produzindo alimentos para tantos carentes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>E dessa forma, a floresta seria mantida, os cultivos se vicejariam, o contexto ecol\u00f3gico se autos sustentaria, a ci\u00eancia daria um passo sociol\u00f3gico, at\u00e9 ent\u00e3o elitista, e a fome seria eficazmente combatida. (Macei\u00f3, AL, 02-02-2 024),<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L. F. da Silva &amp; M. M. Tourinho. OS AUTORES Luiz Ferreira da Silva e Manoel Malheiros Tourinho possuem uma identidade muito forte com a Amaz\u00f4nia. 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