{"id":128953,"date":"2024-05-17T12:29:44","date_gmt":"2024-05-17T15:29:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=128953"},"modified":"2024-05-17T12:29:44","modified_gmt":"2024-05-17T15:29:44","slug":"porto-alegre-alerta-maceio-o-paraiso-das-aguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2024\/05\/17\/porto-alegre-alerta-maceio-o-paraiso-das-aguas\/","title":{"rendered":"PORTO ALEGRE ALERTA  MACEI\u00d3, O PARAISO DAS \u00c1GUAS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240417-WA0077.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-128821\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240417-WA0077-295x300.jpg\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240417-WA0077-295x300.jpg 295w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG-20240417-WA0077.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/a>Macei\u00f3 \u00e9 marcada pela presen\u00e7a de diversos rios, lagoas e lagos que contribuem para a paisagem natural da regi\u00e3o. Neste contexto hidrogr\u00e1fico, sobressai o Rio Munda\u00fa que desagua na lagoa do mesmo nome, formando paisagens c\u00eanicas ecol\u00f3gicas. A foto mostra a cidade ao fundo vendo o mar abra\u00e7ar a lagoa, sentindo a necessidade de se \u201centurmar\u201d com vista \u00e0 pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Trata-se, pois, de uma Cidade privilegiada por sua hidrografia, cujos \u201cnichos\u201d contribuem para a sua beleza natural, al\u00e9m de desempenharem um papel importante na preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e no fornecimento de espa\u00e7os de lazer para os habitantes e visitantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Tr\u00eas cen\u00e1rios ambientas se destacam no seu entorno:<\/p>\n<ol>\n<li>A mata atl\u00e2ntica erguida sobre os solos de tabuleiros que distava a uns 3 km em linha reta da plan\u00edcie de inunda\u00e7\u00e3o constru\u00edda pelo mar;<\/li>\n<li>O mar com seus arrecifes formando praias calmas e caracterizado pela cor de suas \u00e1guas; e<\/li>\n<li>O complexo lagunar, interagido nesse contexto ambiental, de ictiologia rica, sobressaindo o famoso sururu, molusco bivalve, alimento e provedor de rendas dos pobres da sua margem.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>*<\/strong>. Pois bem, o que o Homem vem fazendo nesses \u00faltimos 50 anos? A expans\u00e3o urbana destruiu a\u00a0<u>mata<\/u>\u00a0no primeiro patamar e, mais ao fundo, a cana-de-a\u00e7\u00facar destruiu grande parte, n\u00e3o respeitando as \u00e1reas ribeirinhas e nem a topografia declivosa. Esp\u00e9cies de plantas e de animais extintos, num atentado \u00e0 m\u00e3e Natureza.<\/p>\n<p><strong>*<\/strong>. Por outro lado, falta de esgoto sanit\u00e1rio e a a\u00e7\u00e3o do Homem sem educa\u00e7\u00e3o ambiental, descartando o lixo onde bem lhe aprouver, t\u00eam maculado\u00a0<u>a natureza marinha<\/u>, poluindo as praias, antes encantadoras. E n\u00e3o esquecer a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.\u00a0Um exemplo, a bela praia da Ponta Verde. A gan\u00e2ncia imobili\u00e1ria tomou parte da praia, reduzindo a pista de rolamento com a edifica\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios a uma dist\u00e2ncia m\u00ednima do mar. \u00a0Essa primeira faixa urbana come\u00e7aria mais adiante, na atual segunda quadra. Assim, a plan\u00edcie arenosa seria alargada e o mar continuaria seu trabalho constante de levar e trazer, de subir e descer, num processo normal ecol\u00f3gico. Ao inv\u00e9s da atual avenida litor\u00e2nea, estreita e j\u00e1 com tr\u00e1fego complicado, seria bem espa\u00e7osa, com duas pistas de cada lado e um canteiro central arborizado com esp\u00e9cies das restingas. Uma beleza c\u00eanica sem igual.<\/p>\n<p>Como o mar resgata tudo aquilo que lhe pertence, n\u00e3o por mandado judicial, mas por decis\u00e3o da M\u00e3e Natureza, de vez em quando avan\u00e7a e o Homem tenta conter sua for\u00e7a erosiva com imensos blocos de cimentos. At\u00e9 quando e a que custo?<\/p>\n<p><strong>*<\/strong>. E nesta inconsequ\u00eancia ecossist\u00eamica,\u00a0<u>as lagoas<\/u>\u00a0n\u00e3o escaparam.\u00a0Uma das paisagens mais bonitas do Nordeste \u00e9 o complexo lagunar de Alagoas, sobretudo da Capital, Macei\u00f3, de influ\u00eancia marinha, n\u00e3o s\u00f3 pela beleza c\u00eanica, como pela riqueza e diversidade biol\u00f3gica. Os problemas das lagoas se resumem no assoreamento e na descarga de dejetos (urbanos e industriais), que s\u00e3o efeitos, cujas causas s\u00e3o o desmatamento dos divisores de \u00e1gua cont\u00edguos ao espelho d&#8217;\u00e1gua, a elimina\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o ciliar e das vertentes dos grandes rios, acarretando modifica\u00e7\u00f5es no perfil de equil\u00edbrio do manancial h\u00eddrico, com diversas consequ\u00eancias ambientais (f\u00edsicas e biol\u00f3gicas) e polui\u00e7\u00e3o advinda do lixo, dos esgotos e dos res\u00edduos industriais.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, prezado leitor, Macei\u00f3 se assenta ao n\u00edvel do mar conectado com as lagoas, onde desenvolveram os bairros de elevado grau social, econ\u00f4mico e cultural \u2013 Paju\u00e7ara, Ponta Verde, Jati\u00faca, Mangabeiras \u2013 em terrenos antigos das restingas, com len\u00e7ol fre\u00e1tico a poucos metros da superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Essa configura\u00e7\u00e3o \u201ceco-geogr\u00e1fica\u201d, a torna vulner\u00e1vel \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do complexo hidrol\u00f3gico, discriminado anteriormente, que, \u00e0 medida que o Homem agride \u00e0 Natureza, pode provocar uma cat\u00e1strofe, pois ela n\u00e3o perdoa \u00e0queles que n\u00e3o respeitam as suas leis.<\/p>\n<p>E, como sabemos, o\u201d bicho-homem\u201d \u00e9 o \u00fanico animal capaz de destruir a sua pr\u00f3pria esp\u00e9cie, merc\u00ea da gan\u00e2ncia imediatista e da sua insensibilidade aos apelos da M\u00e3e Natureza.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 importante um lembrete mais, sobretudo \u00e0s grandes metr\u00f3poles, a exemplo de S\u00e3o Paulo. Imagine, por hip\u00f3tese, ruas cont\u00ednuas asfaltadas cobrindo uma \u00e1rea de 10.000 km quadrados, sobre a qual cai uma chuva de 100 mm. Ou seja, 1 bilh\u00e3o de litros que deveriam alimentar os canais h\u00eddricos subterr\u00e2neos e recarregar os rios, mas seguem um outro caminho, o da destrui\u00e7\u00e3o. N\u00e3o haver\u00e1 \u201cbocas de lobo\u201d e nem piscin\u00f5es que deem jeito.<\/p>\n<p>E esse outro, presentemente, que continua batendo em nossa cara maceioense, que merece letras mai\u00fasculas:<\/p>\n<p>O MAU EXEMPLO DA \u201cBRASKEM\u201d, UM CRIME ECOL\u00d3GICO SEM PRECEDENTES NO MUNDO, FRUTO DA GAN\u00c2NCIA NA EXPLORA\u00c7\u00c3O DESCOMEDIDA DE UM BEM DA NATUREZA, TANTAS VEZES DENUNCIADA PELO DR. ABEL GALINDO, PROFISSIONAL DE RENOME, INCLUINDO A ANU\u00caNCIA DE \u00d3RG\u00c3OS GOVERNAMENTAIS, CUJOS DANOS IRREPAR\u00c1VEIS AINDA N\u00c3O FORAM REGISTRADOS NA MAGNITUDE DOS PREJU\u00cdZOS F\u00cdSICOS E DA ALMA HUMANA DE MILHARES DE ALAGOANOS.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Retornando \u00e0 quest\u00e3o central, cabem aos governantes alagoanos uma\u00a0<strong><u>an\u00e1lise ampla; e j\u00e1<\/u><\/strong><strong>,<\/strong>\u00a0estabelecendo um programa de cunho sustent\u00e1vel para a Cidade de Macei\u00f3 (<em>Macei\u00f3, AL, 13 de maio de 2.024<\/em>).<\/p>\n<p>Luiz Ferreira da Silva, 87<\/p>\n<p><strong>Engenheiro Agr\u00f4nomo e Escritor, Pesquisador aposentado da CEPLAC<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"mailto:luizferreira1937@gmail.com\">luizferreira1937@gmail.com<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Macei\u00f3 \u00e9 marcada pela presen\u00e7a de diversos rios, lagoas e lagos que contribuem para a paisagem natural da regi\u00e3o. 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