{"id":128979,"date":"2024-05-24T20:46:06","date_gmt":"2024-05-24T23:46:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=128979"},"modified":"2024-05-24T20:46:06","modified_gmt":"2024-05-24T23:46:06","slug":"o-clima-mudou-o-homem-degradando-a-natureza-nao-criou-um-outro-ambiente-modificado-alterando-o-efeito-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2024\/05\/24\/o-clima-mudou-o-homem-degradando-a-natureza-nao-criou-um-outro-ambiente-modificado-alterando-o-efeito-do-tempo\/","title":{"rendered":"O CLIMA MUDOU? O HOMEM, DEGRADANDO A NATUREZA, N\u00c3O CRIOU UM OUTRO AMBIENTE MODIFICADO, ALTERANDO O EFEITO DO TEMPO?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/raios.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-128980\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/raios.jpg\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"96\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Luiz Ferreira da Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Pesquisador aposentado da CEPLAC, <\/strong><br \/>\n<strong>ex-Diretor do CEPEC e Escritor.<\/strong><br \/>\n<strong>e<\/strong><br \/>\n<strong>Hermes Almeida<\/strong><br \/>\n<strong>Pesquisador aposentado da CEPLAC e <\/strong><br \/>\n<strong>Professor da Universidade Estadual da Para\u00edba.<\/strong><\/p>\n<p>Vamos pegar o exemplo da capital paulista. S\u00e3o 6,2 milh\u00f5es de ve\u00edculos mandando para o ar que respiramos, toneladas de gases emanados dos canos de descargas dos ve\u00edculos impulsionados por energia f\u00f3ssil, a do petr\u00f3leo.<br \/>\nO \u00e1lcool, um amenizador, entra em pouca percentagem. Mas n\u00e3o contribui tanto, inclusive polui com a queima das palhas da cana, al\u00e9m de emitir gases.<br \/>\nEssa m\u00e3o humana no contexto, n\u00e3o s\u00f3 prejudica a nossa sa\u00fade, como altera o nosso c\u00e9u. N\u00e3o sei se ao ponto de mudar o clima, mas certamente de bagun\u00e7ar as correntes de ar, provocar os famosos \u201cabafamentos\u201d e provavelmente alterar as concentra\u00e7\u00f5es das quedas pluviom\u00e9tricas.<br \/>\nFiquemos por aqui, hoje, s\u00f3 nesse par\u00e2metro da a\u00e7\u00e3o mal\u00e9fica do bicho-homem. Deixemos o desmatamento, o esgotamento sanit\u00e1rio, os gases industriais, as \u00e1reas antropizadas, a eutrofiza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, a degrada\u00e7\u00e3o dos solos para uma outra aprecia\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVeja e se \u201cassunte\u201d que s\u00e3o agress\u00f5es a uma ambi\u00eancia, outrora, pura, em todos os seus par\u00e2metros, resultando um desequil\u00edbrio dos ciclos da natureza.<br \/>\nIsso \u00e9 uma verdade aos olhos de todos. Nada de ser cientista para enxergar.<br \/>\nOs eventos extremos do Tempo s\u00e3o, a priori, varia\u00e7\u00f5es naturais. As a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas degradam o meio ambiente, cujos efeitos que antes eram \u201cnormais\u201d passam a ser extremos. As chuvas, por exemplo, resultam de nuvens convectivas, especialmente, \u00e0s cumulonimbus (Cb), porque elas se formam devido as diferen\u00e7as nas correntes convectivas t\u00e9rmicas. Esse tipo de precipita\u00e7\u00e3o ocorre, com maior frequ\u00eancia no ver\u00e3o ou em dias t\u00edpicos de ver\u00e3o, em outra esta\u00e7\u00e3o do ano.<br \/>\n\u00c1reas antropizadas, pois, favorecem n\u00e3o somente a forma\u00e7\u00e3o desse tipo de nuvens, mas ampliam os seus efeitos em raz\u00e3o do aumento no escoamento superficial.<br \/>\nAs cidades, em especial, as regi\u00f5es metropolitanas, como a referida, SP,<br \/>\ncom grandes \u00e1reas antropizadas oportunizam, em geral, condi\u00e7\u00f5es para formar Cbs, cuja espessura vertical pode alcan\u00e7ar 16 km e milh\u00f5es de toneladas \u00e1gua, que precipitam com elevadas intensidades, com descargas el\u00e9tricas e trov\u00f5es, podendo ocorrer ventos fortes e granizo.<br \/>\nRecortes geogr\u00e1ficos modificados resultam, na sua maioria, no balan\u00e7o de energia \u00e0 superf\u00edcie maiores e, portanto, elevam-se as temperaturas do ar.<!--more--><br \/>\nPara uma mesma altura de chuva, que no ambiente natural resultava apenas numa cheia (normal), ocasiona nesse ambiente modificado uma repercuss\u00e3o maior, com inunda\u00e7\u00f5es e alagamentos.<br \/>\nImagine, ademais, a falta de estrutura das Cidades, desprovidas de obras de escoamento, drenagem interna, conten\u00e7\u00e3o de barreiras e de \u201cp\u00f4lders\u201d!<br \/>\nEm s\u00edntese, para aclarar a quest\u00e3o: ambientes modificados ocasionam efeitos extremos de qualquer elemento meteorol\u00f3gico.<br \/>\nPortanto, mudar o ambiente, n\u00e3o significa mudan\u00e7a no clima e muito menos ainda, mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<br \/>\nEnt\u00e3o, o clima continua o mesmo, igualzinho de dantes, por\u00e9m o Homem \u00e9 quem mudou a ambi\u00eancia, bagun\u00e7ando os ciclos atmosf\u00e9ricos e os eventos pluviais, de modo a alterar o regime de chuvas, a temperatura e a umidade do ar.<br \/>\nEm outras palavras, a ambi\u00eancia degradada resulta em outro ambiente E a cada vez mais, os reflexos negativos para o planeta, via enchentes, queda de barreiras, altera\u00e7\u00e3o do perfil de equil\u00edbrio dos rios e tempestades mar\u00edtimas.<br \/>\nPortanto, meu caro leitor, a coisa \u00e9 feia e ultrapassa as pomposas reuni\u00f5es dos pa\u00edses ricos, no seu \u201cmise en scene\u201d (encena\u00e7\u00e3o) rid\u00edculo, prometendo metas e mais metas, somente para jogar para a plateia.<br \/>\nEnquanto eles \u201cpalram\u201d, vamos nos juntar aos ga\u00fachos na constru\u00e7\u00e3o de suas cidades devastadas por fen\u00f4menos da natureza, provocados pelo pr\u00f3prio Homem, bem como ajudar \u00e0s milhares de fam\u00edlias atingidas, deixando-os jogando conversa fora com o catastrofismo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, quando s\u00e3o os respons\u00e1veis maiores pela destrui\u00e7\u00e3o da M\u00e3e Natureza.<br \/>\nNo momento, vamos reconstruir Porto Alegre e tantas outras cidades menores do RS. Mas n\u00e3o vamos ficar s\u00f3 nisso e daqui uns 6 meses cair no esquecimento e continuar no mesmo diapas\u00e3o de dantes. Isso, jamais!<br \/>\nVamos, isso sim, fincar nas nossas mentes a necessidade urgente de uma NOVA ORDEM AMBIENTAL, pressionando aos nossos governantes incessantemente, ajuizando, inclusive, as ongs ambientais de discurso repetitivo. (Macei\u00f3\/AL, 20\/05\/2.024)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Ferreira da Silva Pesquisador aposentado da CEPLAC, ex-Diretor do CEPEC e Escritor. e Hermes Almeida Pesquisador aposentado da CEPLAC e Professor da Universidade Estadual da Para\u00edba. Vamos pegar o exemplo da capital paulista. 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