{"id":129762,"date":"2024-11-15T19:28:48","date_gmt":"2024-11-15T22:28:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=129762"},"modified":"2024-11-15T19:28:48","modified_gmt":"2024-11-15T22:28:48","slug":"biografias-negras-invisibilizadas-ancestralidades-brasileira-e-africana-reescritas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2024\/11\/15\/biografias-negras-invisibilizadas-ancestralidades-brasileira-e-africana-reescritas\/","title":{"rendered":"Biografias negras invisibilizadas &#8211; Ancestralidades brasileira e africana reescritas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_104446\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Novembro-Negro.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-104446\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-104446\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Novembro-Negro-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Novembro-Negro-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Novembro-Negro.jpg 310w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-104446\" class=\"wp-caption-text\">Novembro Negro<\/p><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><i>Movimento cada vez mais intenso, o resgate hist\u00f3rico de personagens com identidades e trajet\u00f3rias suprimidas est\u00e1 completando v\u00e1rias lacunas hist\u00f3ricas.<\/i><\/p>\n<div>\n<p>Quem foi Jos\u00e9 Rebou\u00e7as, irm\u00e3o mais novo dos c\u00e9lebres Andr\u00e9 e Ant\u00f4nio, t\u00e3o relevante no desenvolvimento de ferrovias, mas que n\u00e3o teve a mesma proje\u00e7\u00e3o? Como foi o processo de letramento de Luiz Gama? Quais os obst\u00e1culos vencidos pela doutora Maria Od\u00edlia Teixeira, primeira m\u00e9dica negra brasileira? Como \u00e9 a \u201c\u00e1rvore geneal\u00f3gica\u201d de Maria Firmina dos Reis, as viv\u00eancias e motiva\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias da abolicionista? Para conhecer estas e outras biografias de pessoas invis\u00edveis, mais at\u00e9 do que silenciadas, chega em novembro o livro\u00a0<strong><em>Vidas impressas<\/em><\/strong>\u00a0<em>&#8211;<\/em><strong><em>\u00a0Intelectuais\u2009negras\u2009e\u2009negros na escravid\u00e3o e na liberdade<\/em>,<\/strong>\u00a0organizado por Iamara Viana e Fl\u00e1vio Gomes. A obra apresenta ainda quem foi \u201cJo\u00e3o da Fausta\u201d; Padre Vitor, o primeiro beato escravizado; Besouro Mangang\u00e1; Mestre e Vicente Ferreira Pastinha e Mestre Pastinha, capoeiristas classificados como intelectuais org\u00e2nicos brasileiros, e muitos outros.<\/p>\n<p>Do outro lado do oceano Atl\u00e2ntico, o resgate da hist\u00f3ria do que hoje s\u00e3o o Sud\u00e3o, Mali, Senegal, Angola, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, e, mais ao sul, Mo\u00e7ambique, a Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es \u00e9 tema do livro\u00a0<strong><em>Pegadas no Rio, Sombras no tempo<\/em><em>\u00a0&#8211; Biografias, hist\u00f3rias de vida e trajet\u00f3rias africanas<\/em><\/strong>, organizado pelos pesquisadores Matheus Serva Pereira, Silvio de Almeida Carvalho Filho e Washington Nascimento. Convidativo e reflexivo, o livro trata das diversas formas de ler o continente africano, as quest\u00f5es levantadas pelos autores representam um est\u00edmulo para questionamentos e para novas discuss\u00f5es de car\u00e1ter epistemol\u00f3gico enriquecendo debates te\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Movimento cada vez mais intenso, o resgate hist\u00f3rico de personagens com identidades e trajet\u00f3rias suprimidas est\u00e1 completando v\u00e1rias lacunas da ancestralidade negra. Como j\u00e1 \u00e9 tradicional por d\u00e9cadas, o Grupo Summus conta com grandes autores, estudiosos da tem\u00e1tica da representatividade racial e, pela Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es est\u00e1 lan\u00e7ando duas grandes obras neste M\u00eas da Consci\u00eancia Negra. S\u00e3o dois t\u00edtulos dedicados \u00e0s biografias de brasileiros e africanos que contribu\u00edram de diversas formas para a emancipa\u00e7\u00e3o, mas que foram ignorados nos registros e, somente agora, est\u00e3o sendo redescobertos nas pesquisas.<\/p>\n<p>Seguem aqui os textos de quarta-capa dos dois lan\u00e7amentos deste m\u00eas de novembro, na inten\u00e7\u00e3o de que sejam avaliados para resenhas ou outra forma de abordagem:<\/p>\n<p><strong>Vidas impressas \u2013 Intelectuais\u2009negras\u2009e\u2009negros na escravid\u00e3o e na liberdade<\/strong><\/p>\n<p>Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Organizadores: Iamara Viana e Fl\u00e1vio Gomes<\/p>\n<p>280 p\u00e1ginas &#8211; 17 x 24cm &#8211; R$99,90 (e-Book &#8211; R$59,90)<\/p>\n<p>Durante a escravid\u00e3o e as primeiras d\u00e9cadas do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o, diversos homens e mulheres que atuavam como jornalistas, advogados, artistas, padres, m\u00e9dicos, engenheiros, poetas, escritores e educadores pensaram e escreveram sobre o Brasil. Essa produ\u00e7\u00e3o, na maioria das vezes invisibilizada pelo racismo, prop\u00f4s utopias, criticou as desigualdades e refletiu sobre diversas dimens\u00f5es da vida p\u00fablica brasileira. Este livro visa jogar luz sobre o pensamento e as a\u00e7\u00f5es desses intelectuais negros e negras. Que estrat\u00e9gias utilizaram para se fazer reconhecidos? Que caminhos tiveram de trilhar para burlar um sistema opressor, que buscava apag\u00e1-los da hist\u00f3ria? Nesta obra, que re\u00fane pesquisadores de todo o Brasil, o leitor encontrar\u00e1 interpreta\u00e7\u00f5es originais sobre personagens negras e negros dos s\u00e9culos XIX e XX e sobre suas contribui\u00e7\u00f5es em diversos campos. Do conhecid\u00edssimo Luiz Gama ao primeiro beato negro do Brasil, passando por nossa primeira m\u00e9dica negra e por uma de nossas maiores escritoras, os textos aqui presentes descortinam um passado hist\u00f3rico rico em conhecimento e resist\u00eancia. Fotos e ilustra\u00e7\u00f5es comp\u00f5em a obra.<\/p>\n<p><strong>Pegadas no rio, sombras no tempo &#8211; Biografias, hist\u00f3rias de vida e trajet\u00f3rias africanas<\/strong><\/p>\n<p>Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Organizadores: Matheus Serva Pereira, Silvio de Almeida Carvalho Filho e Washington Nascimento<\/p>\n<p>288 p\u00e1ginas &#8211; 17 x 24cm &#8211; R$99,90 (e-Book &#8211; R$59,90)<\/p>\n<p>Resultado dos trabalhos do grupo de pesquisa \u00c1fricas: Sociedade, Pol\u00edtica e Cultura (Uerj-CNPq), este livro nos convida a conhecer biografias, hist\u00f3rias de vida e trajet\u00f3rias de personagens pouco abordadas na historiografia africana, contribuindo para problematizar n\u00e3o s\u00f3 as grandes narrativas ocidentais como o pr\u00f3prio exerc\u00edcio de constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Nesse sentido, nos lembra que tamb\u00e9m o ato de narrar a \u00c1frica por africanos sempre est\u00e1 atravessado por disputas de poder e entrela\u00e7ado em contextos pol\u00edticos, sociais e culturais espec\u00edficos, que n\u00e3o podem ser desconsiderados. Os textos aqui reunidos abarcam um vasto per\u00edodo (da antiga civiliza\u00e7\u00e3o cuxita, no Sud\u00e3o do s\u00e9culo I AEC, ao Mo\u00e7ambique do s\u00e9culo XXI) e nos levam a percorrer diferentes regi\u00f5es da \u00c1frica, explorando temas como o papel do feminino, a forma\u00e7\u00e3o de elites locais, racismo, resist\u00eancia, emancipa\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o de her\u00f3is e nacionalismo, entre outros. A diversidade de personagens, escolhidas por seu protagonismo em diferentes contextos, d\u00e1 visibilidade \u00e0s muitas camadas do que significa ser africano. A obra traz ilustra\u00e7\u00f5es que enriquecem os depoimentos e personificam as biografias.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":104446,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129762"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129762"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129763,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129762\/revisions\/129763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/104446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}