{"id":132403,"date":"2026-06-05T17:20:05","date_gmt":"2026-06-05T20:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=132403"},"modified":"2026-06-05T17:20:05","modified_gmt":"2026-06-05T20:20:05","slug":"ufsb-ciencia-estudo-apresenta-metodo-para-monitoramento-dinamico-de-projetos-de-restauracao-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2026\/06\/05\/ufsb-ciencia-estudo-apresenta-metodo-para-monitoramento-dinamico-de-projetos-de-restauracao-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"UFSB Ci\u00eancia: Estudo apresenta m\u00e9todo para monitoramento din\u00e2mico de projetos de restaura\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-121095\" src=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"155\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/UFSB-AZUL-HORIZONTAL1.jpg 587w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) testou um m\u00e9todo para acompanhamento din\u00e2mico da cobertura vegetal na Mata Atl\u00e2ntica. A ideia \u00e9 que o monitoramento forne\u00e7a dados que considerem o efeito do tempo nos processos de degrada\u00e7\u00e3o e de recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Assim, os projetos de licenciamento e restaura\u00e7\u00e3o ambiental teriam dados essenciais para o planejamento das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo foi testado por cientistas no Sul da Bahia e est\u00e1 descrito no artigo Assessment and methodological proposal for the restoration of Brazilian Atlantic forest ecosystems [Avalia\u00e7\u00e3o e proposta metodol\u00f3gica para a restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas da Mata Atl\u00e2ntica brasileira]. Quem assina o estudo s\u00e3o Vin\u00edcius de Amorim Silva e Hercules da Silva Carvalho, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Tecno-Ci\u00eancias e Inova\u00e7\u00e3o (CFTCI) da UFSB; Paulo S\u00e9rgio Vila Nova Souza, J\u00falio Gon\u00e7alves da Silva J\u00fanior e Ion\u00e1 Gon\u00e7alves Santos Silva, do Centro de Forma\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Agroflorestais (CFCAF), tamb\u00e9m da UFSB. O artigo foi publicado no peri\u00f3dico Remote Sensing Applications: Society and Environment, volume 42, de 2026.<\/p>\n<p>Por que isso importa?<\/p>\n<p>A quest\u00e3o importa por conta dos objetivos globais definidos para a recupera\u00e7\u00e3o dos ecosistemas florestais. O primeiro \u00e9 fortalecer a resili\u00eancia socioambiental, isto \u00e9, a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. O segundo \u00e9 o atendimento das metas da Agenda 2030 da ONU, em especial as que tratam da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e das medidas para reduzir os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os cientistas pesquisaram em uma \u00e1rea da Mata Atl\u00e2ntica. Conhecido pela sua alta biodiversidade e pelo risco de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que s\u00f3 existem ali, esse bioma tem um hist\u00f3rico de forte degrada\u00e7\u00e3o. Efeitos como a fragmenta\u00e7\u00e3o de paisagens e a perda de qualidade dos habitats requerem medidas estrat\u00e9gicas de recupera\u00e7\u00e3o. Um exemplo est\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos &#8211; projetos paisag\u00edsticos que ligam as \u00e1reas legalmente protegidas de mata entre si para facilitar o movimento do fluxo g\u00eanico e de esp\u00e9cies e a manuten\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n<p>E essa recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 compromisso assumido pelo Brasil, ao ser signat\u00e1rio de conven\u00e7\u00f5es internacionais sobre conserva\u00e7\u00e3o ambiental e clima. S\u00e3o 12 milh\u00f5es de hectares de florestas a serem restauradas at\u00e9 2030. Um dos desafios \u00e9 monitorar com precis\u00e3o e velocidade a recupera\u00e7\u00e3o e a degrada\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. O estudo conduzido pelo professor Vinicius e equipe testou uma metodologia capaz de medir com nuances essas varia\u00e7\u00f5es, melhorando as condi\u00e7\u00f5es para planejar, executar e acompanhar projetos de restaura\u00e7\u00e3o florestal. O cen\u00e1rio \u00e9 o sul da Bahia, onde a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 pressionada pela expans\u00e3o das \u00e1reas urbanas, das atividades agr\u00edcolas e dos projetos de infraestrutura. As \u00e1reas que restaram desse bioma em munic\u00edpios como Ilh\u00e9us, Uru\u00e7uca e Itacar\u00e9 s\u00e3o pontos estrat\u00e9gicos de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O trabalho descrito no artigo combina diferenciais. O primeiro \u00e9 a s\u00e9rie hist\u00f3rica que abrange 23 anos, de 2000 a 2023, o que permite entender a din\u00e2mica de uso da terra na \u00e1rea estudada ao longo do tempo. O emprego da l\u00f3gica fuzzy na modelagem computacional \u00e9 feito combinando dados de vari\u00e1veis ligadas ao ambiente e \u00e0 atividade humana em um s\u00f3 modelo, ao inv\u00e9s de avalia\u00e7\u00f5es est\u00e1ticas da cobertura e o uso da terra. A diferen\u00e7a \u00e9 dar l\u00f3gica temporal \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea analisada, em vez de analisar dados de forma separada.<!--more--><\/p>\n<p>Outro destaque \u00e9 o fato de ser uma metodologia desenhada para apoiar a aplica\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1rea Degradada (PRAD), conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 14\/2024 do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renov\u00e1veis (IBAMA). O PRAD \u00e9 um projeto t\u00e9cnico exigido pelo IBAMA para orientar a regenera\u00e7\u00e3o de ecossistemas prejudicados pelas a\u00e7\u00f5es humanas, com detalhamento das etapas, m\u00e9todos e prazos para essa recupera\u00e7\u00e3o acontecer. Ter informa\u00e7\u00f5es precisas e com nuances aumenta a qualidade do planejamento. Com isso, o m\u00e9todo est\u00e1 ligado a uma norma legal e pode ser parte dos procedimentos de licenciamento ambiental no Brasil.<\/p>\n<p>O professor Vin\u00edcius de Amorim Silva, um dos autores do estudo, fala que integrar os dados de sat\u00e9lite, cobertura e uso da terra e modelagem fuzzy ajuda na efic\u00e1cia aos projetos de restaura\u00e7\u00e3o florestal no \u00e2mbito do PRAD. Ele aponta que a constru\u00e7\u00e3o do PRAD envolve etapas como diagn\u00f3stico, preparo da \u00e1rea, implementa\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e monitoramento. A abordagem descrita no artigo qualifica as fases iniciais e de acompanhamento. Como o m\u00e9todo faz an\u00e1lise espacial cont\u00ednua, \u00e9 poss\u00edvel identificar \u00e1reas priorit\u00e1rias para interven\u00e7\u00e3o, sejam as mais degradadas ou com maior potencial de restaura\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o, e usar melhor os recursos.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, a ferramenta reduz a depend\u00eancia exclusiva de campanhas de campo, que demandam tempo e elevados custos operacionais. Dessa forma, o m\u00e9todo utilizado atua como um suporte t\u00e9cnico-cient\u00edfico que promove efici\u00eancia operacional e aprimoramento da qualidade do planejamento na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Lagoa Encantada e Rio Almada&#8221;, exemplifica o cientista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) testou um m\u00e9todo para acompanhamento din\u00e2mico da cobertura vegetal na Mata Atl\u00e2ntica. 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