{"id":13772,"date":"2011-04-26T09:33:02","date_gmt":"2011-04-26T12:33:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=13772"},"modified":"2011-04-26T09:33:02","modified_gmt":"2011-04-26T12:33:02","slug":"alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/04\/26\/alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-8\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim da Silveira em: &#8220;10TAQUES&#8221;."},"content":{"rendered":"<p><center><div id=\"attachment_13773\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/pal\u00e1cio-paranagu\u00e1_alfredinho.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-13773\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/pal\u00e1cio-paranagu\u00e1_alfredinho-300x187.jpg\" alt=\"\" title=\"pal\u00e1cio paranagu\u00e1_alfredinho\" width=\"300\" height=\"187\" class=\"size-medium wp-image-13773\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/pal\u00e1cio-paranagu\u00e1_alfredinho-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/pal\u00e1cio-paranagu\u00e1_alfredinho.jpg 680w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-13773\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div><\/center><br \/>\n<center><strong>DAS RUINAS DO COL\u00c9GIO DOS JESUITAS AO PAL\u00c1CIO DOS GRIFOS<\/strong><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\"\/>No local em que est\u00e1 atualmente edificado o Pal\u00e1cio da Prefeitura Municipal de Ilh\u00e9us, Pal\u00e1cio Paranagu\u00e1, de grande valor hist\u00f3rico na vida ilheense no per\u00edodo colonial, existia, quando aqui chegou o castelhano Francisco Romero, uma aldeia ind\u00edgena Tupi. Neste local foi constru\u00eddo, em 1563, o col\u00e9gio dos jesu\u00edtas, que chegaram a Ilh\u00e9us em 1549, em 1565 ficou pronta a igreja, consagrada a Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o. Com a expuls\u00e3o dos Jesu\u00edtas de Ilh\u00e9us em 1760 todas as suas  propriedades foram entregues aos deposit\u00e1rios, Manoel  Francisco Lima, Amaro Fernandes de Macedo e Francisco Alves dos Reis, sendo depois estas propriedades arrematadas por particulares. Nesta \u00e9poca atribu\u00eda-se \u00e0 Igreja e \u00e0 casa dos jesu\u00edtas o t\u00edtulo de Nossa Senhora do Socorro.<\/p>\n<p>N\u00e3o tendo sede pr\u00f3pria o Conselho Municipal, funcionava em casa alugada, os Conselheiros tentaram por muitos anos adquirir a antiga casa dos jesu\u00edtas para se instalar, muitas tentativas foram feitas perante o governo, mas sem sucesso.<\/p>\n<p>Somente em 1888, nos termos da lei n\u00ba 2.672, de 28 de outubro de 1875, que o munic\u00edpio ficou com o direito de aforar os terrenos de marinha e os pertencentes \u00e0s extintas aldeias de \u00edndios. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em 20 de janeiro de 1898 foi lan\u00e7ada a pedra fundamental do Pa\u00e7o Municipal, pelo Coronel Ernesto S\u00e1 Bittencourt C\u00e2mara, a antiga casa dos Jesu\u00edtas foi inteiramente demolida e dada in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do novo Pal\u00e1cio em estilo neocl\u00e1ssico, decorado pelo pintor italiano Oreste Sarcelli, que denominava-se \u201cPal\u00e1cio dos Grifos\u201d, por causa dos grifos que se encontram nos quatro cantos de sua parte superior. O Pal\u00e1cio dos Grifos foi inaugurado nove anos depois, na gest\u00e3o do Coronel Domingos Adami de S\u00e1,. <\/p>\n<p>\u00c0 sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 22 de dezembro de 1907, \u00e0 uma hora da tarde, com grande concentra\u00e7\u00e3o popular, tomaram parte o Cel. Domingos Adami de S\u00e1, Intendente do Munic\u00edpio, o Cel. Henrique Alves dos Reis, Presidente do Conselho Municipal, Dr. Jo\u00e3o Mangabeira, Deputado Estadual e futuro Intendente do Munic\u00edpio. Pela parte popular discursou o Dr. Ruy Penalva de Oliveira e o Dr. Virg\u00edlio S\u00e1, advogado de Itabuna. \u00c0 noite houve o baile de inaugura\u00e7\u00e3o, regado a champagne e regido pela Filarm\u00f4nica Guarani, em que discursou o Dr. Arthur Affonso de Carvalho. <\/p>\n<p>Em 1919, o pr\u00e9dio amea\u00e7ava ruir. Por esse motivo a Prefeitura foi transferida para o edif\u00edcio do Grupo Escolar General Os\u00f3rio, na Pra\u00e7a Castro Alves.<\/p>\n<p>Em 1921 o Intendente Eust\u00e1quio Bastos resolveu reconstruir o Pal\u00e1cio dos Grifos conservando a mesma arquitetura, ficando o edif\u00edcio com o aspecto que ainda hoje conserva.<\/p>\n<p>Em 1943 o Prefeito M\u00e1rio Pessoa determinou importantes obras de remodela\u00e7\u00e3o no Pal\u00e1cio dos Grifos, sendo a Prefeitura  Municipal transferida provisoriamente para o pr\u00e9dio n.\u00ba 15 da Rua Santos Dumont.<\/p>\n<p>Todo o edif\u00edcio se achava condenado tudo indicando um desabamento pr\u00f3ximo. A velha escada, toda de madeira, tinha os degraus com 0,22 cm de piso com 0,22 cm de espelho, tornando-se desconforme e p\u00f4r esse motivo contra indicada p\u00f4r quaisquer c\u00f3digos de constru\u00e7\u00f5es, constituindo o seu acesso um verdadeiro supl\u00edcio.<\/p>\n<p>\tDiante do exposto a reconstru\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio se empunham e foram feitos obedecendo ao seguinte crit\u00e9rio:<\/p>\n<p>A)\tTodas as paredes internas tanto no 1\u00ba como no 2\u00ba pavimentos assim como as novas e as feitas para substituir as existentes foram erguidas em concreto armado com bases apropriadas ao esfor\u00e7o a suportarem e com solidez para toda a carga do andar superior e do telhado e para que nelas se ap\u00f3iem, como agora acontece, as paredes externas que passaram a servir simplesmente de tapumes.<br \/>\nB)\tNos lugares onde n\u00e3o existiam paredes e de acordo com a melhor conveni\u00eancia para distribui\u00e7\u00e3o de cargas foram levantadas pilastras de cimento armado encimadas p\u00f4r vigas do mesmo material que com as paredes divis\u00f3rias suportam todo o esfor\u00e7o de carga, travam e apoiam as paredes externas elementos estes \u2013 paredes novas, pilastras e vigas \u2013 com resist\u00eancia ainda para placa de cimento armado no 1\u00ba pavimento e forro do mesmo material no 2\u00ba sempre que isso se torne preciso fazer.<br \/>\nC)\tO telhado foi feito todo novo, em todas as se\u00e7\u00f5es, com distribui\u00e7\u00e3o mais racional de espa\u00e7o que no caso \u00e9 poss\u00edvel.<br \/>\nD)\tTanto no 1\u00ba como no 2\u00ba pavimento o forro foi feito de novo.<br \/>\nE)\tToda a pavimenta\u00e7\u00e3o do 1\u00ba pavimento assim como o soalho do 2\u00ba foram inteiramente trocados.<br \/>\nF)\tEm grande parte as janelas foram trocadas. As antigas aproveit\u00e1veis foram desmontadas e novamente engradadas ora para a substitui\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as apodrecidas assim tamb\u00e9m para modificar a nova adapta\u00e7\u00e3o dos vidros.<br \/>\nP\u00f4r sua vez as portas, em grande n\u00famero foram tamb\u00e9m trocadas, sendo as restantes restauradas, sendo tamb\u00e9m nova quase toda a ferragem.<\/p>\n<p>Na parte superior do pr\u00e9dio funcionava a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Na parte t\u00e9rrea funcionava o F\u00f3rum, e na parte de traz a cadeia p\u00fablica. <\/p>\n<p>Nas minhas pesquisas at\u00e9 o ano de 1949 n\u00e3o encontrei nenhuma referencia ao Pal\u00e1cio Municipal como \u201cPal\u00e1cio Paranagu\u00e1\u201d. Mas foi em homenagem a Jo\u00e3o Lustosa da  Cunha Paranagu\u00e1,  Visconde e Marqu\u00eas  de Paranagu\u00e1, Presidente e Conselheiro da Prov\u00edncia da Bahia, que na data de 28 de junho de 1881 elevou a Vila de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us \u00e0 categoria de cidade, atrav\u00e9s da lei Provincial n\u00ba. 2.187, que foi dado ao \u201cPal\u00e1cio dos Grifos\u201d o nome de \u201cPal\u00e1cio Paranagu\u00e1\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAS RUINAS DO COL\u00c9GIO DOS JESUITAS AO PAL\u00c1CIO DOS GRIFOS No local em que est\u00e1 atualmente edificado o Pal\u00e1cio da Prefeitura Municipal de Ilh\u00e9us, Pal\u00e1cio Paranagu\u00e1, de grande valor hist\u00f3rico na vida ilheense no per\u00edodo colonial, existia, quando aqui chegou o castelhano Francisco Romero, uma aldeia ind\u00edgena Tupi. 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