{"id":14203,"date":"2011-05-02T09:48:14","date_gmt":"2011-05-02T12:48:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=14203"},"modified":"2011-05-02T09:48:14","modified_gmt":"2011-05-02T12:48:14","slug":"luiz-castro-em-decolores-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/05\/02\/luiz-castro-em-decolores-8\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em:  DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p>\n<strong>Os n\u00f3s e n\u00f3s <\/strong><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro.jpg\"\/>Quando queremos que alguma coisa fique ancorada \u00e0 nossa vida, fazemos de tudo para mant\u00ea-la presa \u00e0 n\u00f3s.<br \/>\nCriamos la\u00e7os e os apertamos com todo nosso cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs n\u00f3s fazem parte de n\u00f3s.<br \/>\nInfelizmente, nem tudo o que se apega a n\u00f3s \u00e9 bom e \u00fatil.<br \/>\nSe prezamos ter la\u00e7os afetivos e peda\u00e7os de mem\u00f3rias agarradas definitivamente \u00e0 nossa pele, h\u00e1 aqueles n\u00f3s que se apegam sem que nossa permiss\u00e3o seja pedida e sem que tenhamos for\u00e7as para desat\u00e1-los.<br \/>\nEsses nos acompanham e nos adoecem.<br \/>\nViver com n\u00f3s na garganta, que n\u00e3o descem e nem saem, nos deixa deficientes.<br \/>\nAvan\u00e7amos em algumas outras coisas, mas o n\u00e3o resolvido fica, como um espinho na carne.<br \/>\nAquilo que n\u00e3o conseguimos engolir \u00e9 o perd\u00e3o que n\u00e3o conseguimos oferecer, \u00e9 o esclarecimento que nunca nos foi dado, s\u00e3o os porqu\u00eas nunca respondidos. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A gente caminha, mas sente que algo ficou pra tr\u00e1s e muitas das dores de garganta que n\u00e3o conseguimos curar s\u00e3o emo\u00e7\u00f5es presas das quais n\u00e3o soubemos nos livrar.<br \/>\nO que fica atravessado diante de n\u00f3s \u00e9 o peso que carregamos por vezes por anos e anos.<br \/>\nO dia bendito em que conseguimos colocar em palavras e l\u00e1grimas aquilo que nos ofendeu, entrou em n\u00f3s e ficou, o sol desponta no horizonte como se fosse seu primeiro dia.<br \/>\nAh, Deus, se tiv\u00e9ssemos sempre a coragem de abrir nosso cora\u00e7\u00e3o e gritar nossa m\u00e1goa, qu\u00e3o mais leves e s\u00e3os poder\u00edamos viver!<br \/>\nPor que esse medo de exp\u00f4r o que nos desagrada?<br \/>\nPor que temer ferir o outro quando estamos, n\u00f3s mesmos e inteiramente, sangrando?<br \/>\nPor que a felicidade alheia, se felicidade alheia h\u00e1, \u00e9 mais importante que a nossa?<br \/>\nGrande parte dos nossos problemas das nossas doen\u00e7as at\u00e9 f\u00edsicas s\u00e3o falta de comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor que n\u00e3o dizemos, n\u00e3o passamos ao outro o que sentimos, n\u00e3o falamos do sentimento de injusti\u00e7a que sentimos e do quanto isso nos abala.<br \/>\nFalar \u00e9 importante.<br \/>\nNo bom momento, claro, que com sabedoria deve ser escolhido, mas \u00e9 muito importante.<br \/>\nO que n\u00e3o dizemos, o outro n\u00e3o \u00e9 obrigado a adivinhar e isso nunca podemos cobrar.<br \/>\nOs n\u00f3s n\u00e3o resolvidos atam nossa vida a um certo momento.<br \/>\nN\u00e3o crescemos como conv\u00e9m e mesmo nosso riso \u00e9 sempre manchado por uma pinta de tristeza que traduz nosso olhar.<br \/>\nQuando sentiu que tinha que se revoltar no Templo, Jesus se revoltou, nenhuma palavra poupou; quando a dor e tristeza foram grandes demais no seu seio, Ele chorou; quando o c\u00e1lice tornou-se por demais amargo, falou com o Pai&#8230;<br \/>\nA liberdade s\u00f3 nos chega quando liberamos nosso ser, quando oferecemos ao outro o direito de ouvir, perdoamos o que deve ser perdoado e aceitamos o que deve ser aceitado.<br \/>\nSe criamos a coragem de desatar, devagar, certo, mas desatar, um a um os la\u00e7os que nos incomodam, liberamos uma a uma as ansiedades, os males que nos doem f\u00edsica e psicologicamente.<br \/>\nNessas horas nosso cora\u00e7\u00e3o bate de maneira diferente, respiramos mais ar puro e nossos olhos se abrem para novos horizontes.<br \/>\nS\u00f3 um pequeno passo, um muito de coragem e uma nova vida pode come\u00e7ar.<br \/>\n(autor desconhecido)<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nLuiz Castro<br \/>\nEmail: lmcolores@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00f3s e n\u00f3s Quando queremos que alguma coisa fique ancorada \u00e0 nossa vida, fazemos de tudo para mant\u00ea-la presa \u00e0 n\u00f3s. 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