{"id":15713,"date":"2011-05-21T10:29:34","date_gmt":"2011-05-21T13:29:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=15713"},"modified":"2011-05-21T10:29:34","modified_gmt":"2011-05-21T13:29:34","slug":"irma-dulce-uma-trajetoria-de-fe-e-caridade-para-ajudar-ao-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/05\/21\/irma-dulce-uma-trajetoria-de-fe-e-caridade-para-ajudar-ao-proximo\/","title":{"rendered":"Irm\u00e3 Dulce: uma trajet\u00f3ria de f\u00e9 e caridade para ajudar ao pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1>Para freira, ajudar os pobres era como ajudar a Deus.<\/h1>\n<h2>Religiosa baiana ser\u00e1 beatificada neste domingo (22).<\/h2>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" title=\"irma dulce (Foto: Danutta Rodrigues)\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/304x0\/2011\/05\/19\/dsc01822.jpg\" alt=\"irma dulce (Foto: Danutta Rodrigues)\" width=\"304\" height=\"405\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><strong> <\/strong><\/div>\n<div><strong>Est\u00e1tua nas Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce, em Salvador<br \/>\n(Foto: Danutta Rodrigues)<\/strong><\/div>\n<p>Ajudar ao pr\u00f3ximo para ficar mais perto de Deus. Esse era um dos  objetivos de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Filha do cirurgi\u00e3o  dentista Dr. Augusto Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza Brito Lopes  Pontes, Maria Rita nasceu em 26 de maio de 1914, na capital baiana. Como  qualquer outra crian\u00e7a gostava de brincar de bonecas e era louca por  futebol.<\/p>\n<p>Com a morte da m\u00e3e, com apenas 7 anos, vai morar com as tias e aos 13  descobre a voca\u00e7\u00e3o religiosa. O primeiro contato com a pobreza foi  quando acompanhou uma das tias em uma visita aos pobres no bairro do  Toror\u00f3, em Salvador. Neste ano, 1927, Maria Rita cuidava dos doentes que  batiam \u00e0 sua porta na Rua da Independ\u00eancia, no bairro de Nazar\u00e9. Era o  in\u00edcio de uma trajet\u00f3ria de f\u00e9, caridade e perseveran\u00e7a.<\/p>\n<div><strong>saiba mais<\/strong><\/div>\n<div><strong><!--more--><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div>\n<ul>\n<li> <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/bahia\/noticia\/2011\/05\/identidade-da-mulher-que-recebeu-milagre-de-irma-dulce-e-revelada.html\" target=\"_blank\">Obras sociais revelam quem recebeu milagre atribu\u00eddo \u00e0 Irm\u00e3 Dulce<br \/>\n<\/a><\/li>\n<li> <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/bahia\/noticia\/2011\/05\/partes-da-fonte-nova-serao-souvenir-na-beatificacao-de-irma-dulce-na-ba.html\" target=\"_blank\">Partes da Fonte Nova ser\u00e3o souvenir na beatifica\u00e7\u00e3o de Irm\u00e3 Ducle<br \/>\n<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s formar-se na Escola Normal da Bahia como professora, Maria Rita  troca o uniforme estudantil pelo h\u00e1bito religioso das Irm\u00e3s Mission\u00e1rias  da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o da M\u00e3e de Deus. Em homenagem \u00e0 m\u00e3e, recebe o  nome de Irm\u00e3 Dulce. Em 1935, a freira inicia os trabalhos de assist\u00eancia  \u00e0 comunidade carente dos Alagados, conjunto de palafitas localizado no  bairro de Itapagipe, em Salvador.<\/p>\n<p>Obstinada e com uma personalidade forte e revolucion\u00e1ria, Irm\u00e3 Dulce  fundou a primeira organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria cat\u00f3lica da Bahia, que passou a  ser chamada C\u00edrculo Oper\u00e1rio da Bahia, al\u00e9m de ter participado da  cria\u00e7\u00e3o de cinemas e do Servi\u00e7o de Alimenta\u00e7\u00e3o do Comerci\u00e1rio, que  servia almo\u00e7o a pre\u00e7os populares. No local conhecido como \u201cIlha dos  Ratos\u201d, certa vez a freira solicitou a um banhista que estava de  passagem que arrombasse uma das casas interditadas para abrigar um jovem  doente de 15 anos. A partir da\u00ed a procura pela Santa dos Pobres s\u00f3 iria  aumentar.<\/p>\n<div>\n<div>Eu tenho tanta sorte de ter a conhecido n\u00e3o s\u00f3 em esp\u00edrito, mas tamb\u00e9m toda a sua pessoa&#8221;<\/div>\n<div>Gaetano Passarelli<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cEla sempre foi para mim o maior exemplo de vida, desde pequena, pelas  li\u00e7\u00f5es que ela me passava de amar ao pr\u00f3ximo e ajudar as pessoas. A  responsabilidade de todos n\u00f3s que a conhecemos \u00e9 maior, pois ela deixou  um grande exemplo de solidariedade, independente da religi\u00e3o\u201d, relata a  jornalista Maria Rita Pontes, sobrinha de Irm\u00e3 Dulce e diretora das  Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce, OSID.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Legado<\/strong><\/p>\n<p>O legado do Anjo Bom da Bahia, como ficou conhecida, come\u00e7ou a ser  constru\u00eddo em 1949, quando, a partir de um galinheiro cedido pela  Superiora do Convento Santo Ant\u00f4nio, Irm\u00e3 Dulce come\u00e7ou a atender aos  doentes necessitados. \u201cUma obra considerada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade o  maior complexo de sa\u00fade do Brasil que \u00e9 100% SUS, \u00e9 muito dif\u00edcil  manter. Atendemos a popula\u00e7\u00e3o carente e fazemos exames de alta  complexidade\u201d, conta Maria Rita.<\/p>\n<p>\u201cO que me chamava aten\u00e7\u00e3o em Irm\u00e3 Dulce era a preocupa\u00e7\u00e3o que ela tinha  com o outro. Ela poderia estar cansada e era incapaz de transferir isso  ao outro. Sempre procurava ouvir, ajudar, acompanhar. Ela sempre tinha  um tempo para todos. Ela era um evangelho vivo\u201d, define a jornalista.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" title=\"irma dulce (Foto: Danutta Rodrigues)\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/304x0\/2011\/05\/19\/dsc01827.jpg\" alt=\"irma dulce (Foto: Danutta Rodrigues)\" width=\"304\" height=\"228\" \/><strong> <\/strong><\/div>\n<div><strong>Onde tudo come\u00e7ou para as Obras Sociais<br \/>\n(Foto: Danutta Rodrigues)<\/strong><\/div>\n<p>\u00c0 frente da OSID h\u00e1 20 anos, a filha de Dona Dulcinha, irm\u00e3 do Anjo Bom  da Bahia, tinha uma rela\u00e7\u00e3o profunda com a tia. \u201cEra como se fosse uma  segunda m\u00e3e pra mim\u201d, conta Maria Rita, que fez uma biografia sobre a  vida de Irm\u00e3 Dulce, A Santa dos Pobres.<\/p>\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\n<p>Irm\u00e3 Dulce foi pauta para muitos escritores. Sua rica hist\u00f3ria encantou  autores brasileiros e italianos, como Gaetano Passarelli, especialista  em hist\u00f3rias de beatifica\u00e7\u00e3o e autor do livro \u201cIrm\u00e3 Dulce: O Anjo bom da  Bahia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDepois de escrever a biografia de Dulce eu s\u00f3 tinha um desejo: v\u00ea-la  em pessoa. Cheguei a Salvador porque iria acontecer a exuma\u00e7\u00e3o. Eu fui o  primeiro a abrir o gabinete e ver seu rosto. Eu tenho tanta sorte de  ter conhecido n\u00e3o s\u00f3 em esp\u00edrito, mas tamb\u00e9m toda a sua pessoa\u201d, conta  Gaetano Passarelli.<\/p>\n<p>A escritora baiana Mabel Velloso tamb\u00e9m escreveu um livro sobre a  trajet\u00f3ria do anjo bom da Bahia. \u201cFiz o livro a pedido da editora  Callis, que faz parte da cole\u00e7\u00e3o \u2018A luta de cada um\u2019. Eu fiquei t\u00e3o  feliz de ter recebido esse pedido. No livro eu contei o que ouvi das  pessoas que trabalhavam nas obras sociais e que conviveram com ela\u201d,  conta Mabel, que tamb\u00e9m \u00e9 volunt\u00e1ria da OSID.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Santa em vida, Santa p\u00f3s-mortem, Santa dos Pobres. No pr\u00f3ximo dia 22 de  maio, Irm\u00e3 Dulce ser\u00e1 beatificada ap\u00f3s um milagre ter sido reconhecido  pela Igreja Cat\u00f3lica. \u201cEla \u00e9 um grande exemplo para todos n\u00f3s e que  mostra que ser santo \u00e9 uma coisa t\u00e3o simples, t\u00e3o f\u00e1cil, basta que a  gente fa\u00e7a o bem, saiba ouvir e ajude ao pr\u00f3ximo\u201d, conclui Maria Rita  Pontes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><strong>Danutta Rodrigues e Ida Sandes<\/strong> Do G1 BA<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para freira, ajudar os pobres era como ajudar a Deus. Religiosa baiana ser\u00e1 beatificada neste domingo (22). Est\u00e1tua nas Obras Sociais Irm\u00e3 Dulce, em Salvador (Foto: Danutta Rodrigues) Ajudar ao pr\u00f3ximo para ficar mais perto de Deus. Esse era um dos objetivos de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. 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