{"id":17064,"date":"2011-06-07T08:11:00","date_gmt":"2011-06-07T11:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=17064"},"modified":"2011-06-07T08:11:00","modified_gmt":"2011-06-07T11:11:00","slug":"oquadro-de-significados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/06\/07\/oquadro-de-significados\/","title":{"rendered":"OQUADRO de significados"},"content":{"rendered":"<p>A banda OQUADRO solta o verbo sobre a m\u00fasica que exercem e na mesa do Bataclan, em Ilh\u00e9us, desvelam sentidos e vis\u00f5es que tem de si mesmos, do hip hop, da negritude, e da arte.<\/p>\n<p><strong>Texto: Anna de Oliveira<br \/>\nFotos: Arthur Maroto<\/strong><\/p>\n<p><img align = \"right\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/annakarenina-em-preto1.jpg\"\/>Uma hora antes que o dia virasse, e maio chegasse ao seu \u00faltimo domingo do m\u00eas, portas altas e de duas bandas, interceptadas por movimenta\u00e7\u00f5es humanas pairavam a ante sala do show. O Bataclan, em Ilh\u00e9us, desta vez regado a sonoridade formid\u00e1vel de OQUADRO, me apressava a saborear a cremosidade de um chopp e a sentir a instrumentalidade da m\u00fasica destes homens. Destes que transportam em sua arte a express\u00e3o da raiz de uma cultura que atravessa o tempo, e se atualiza viva, soando ritmo e harmonia aos sentidos do corpo e da alma.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/quadro-017.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/quadro-017-300x199.jpg\" alt=\"\" title=\"quadro 017\" width=\"300\" height=\"199\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17066\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/quadro-017-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/quadro-017.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nesses instantes sublimes de absor\u00e7\u00e3o cultural, tudo come\u00e7a a partir de uma gera\u00e7\u00e3o descendente dos Estivadores de Ilh\u00e9us, representada pela presen\u00e7a de dois integrantes d\u2019 OQUADRO, Ric\u00f4 Santana e Victor Barreto, no Bataclan a exercer sua m\u00fasica com a banda. Esse cen\u00e1rio representa uma hist\u00f3ria que j\u00e1 fora encenada pelos atores sociais de uma dada sociedade e \u00e9poca, onde certamente muitos Estivadores conviveram neste universo sociocultural e pol\u00edtico. \u201cExistem estere\u00f3tipos que tentam colocar sobre o negro, na pr\u00f3pria hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us. Eles tamb\u00e9m t\u00eam sua hist\u00f3ria que ainda n\u00e3o foi registrada. Sabemos da import\u00e2ncia que v\u00e1rios tiveram e o fato d\u2019 OQUADRO estar tocando no Bataclan aqui hoje, tem um grande fundamento\u201d, explica o Mc da banda e fil\u00f3sofo, Jef Rodrigues. Hoje, o Bataclan se reconfigura com manifesta\u00e7\u00f5es culturais p\u00f3s-modernas, e cria novos significados atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es que participam da constru\u00e7\u00e3o de uma nova cena.<br \/>\nNessa viagem do tempo, uma mel\u00f3dica harmonia dos instrumentos, que de m\u00e3os negras saem sons flamejantes, senti est\u00e1tica e sentada a alma bailando por dentro. Das m\u00e3os de Ric\u00f4 com suas linhas de baixo, as m\u00e3os de Jax na percuss\u00e3o e o berimbau, inquietos dedilhados de Rodrigo Dalua com sua guitarra falante, no tempo das baquetas em pratos met\u00e1licos da bateria de Victor Barreto, somavam a m\u00fasica eletr\u00f4nica no pano de fundo, por vezes de frente, arranjos formid\u00e1veis de se ouvir. Uma experimenta\u00e7\u00e3o que trouxe sentidos do jazz, dub, afro, bossa, rock, e algo que possa ser entendido como express\u00e3o musical contempor\u00e2nea baiana.<\/p>\n<p>Continue lendo clicando <a href = \"http:\/\/jornalismocontado.blogspot.com\/2011\/06\/oquadro-de-significados.html\" target = \"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A banda OQUADRO solta o verbo sobre a m\u00fasica que exercem e na mesa do Bataclan, em Ilh\u00e9us, desvelam sentidos e vis\u00f5es que tem de si mesmos, do hip hop, da negritude, e da arte. 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