{"id":18752,"date":"2011-06-30T08:26:59","date_gmt":"2011-06-30T11:26:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=18752"},"modified":"2011-06-30T08:26:59","modified_gmt":"2011-06-30T11:26:59","slug":"conto-de-uma-baiana-em-londres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/06\/30\/conto-de-uma-baiana-em-londres\/","title":{"rendered":"CONTO DE UMA BAIANA EM LONDRES&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Aline-Fidelman_11.jpg\"\/>Com o passar dos meses, a saudade de casa e das comidas t\u00edpicas da Bahia foi aumentando&#8230; Caminhava pelas ruas inglesas sentindo os aromas que delas exalavam e tentando em algum deles me acalentar com algo que assemelhasse aos nossos pratos regionais e eis que de vez em quando algo me deixava encabulada! O cheiro da fritura do falafel \u00e1rabe que \u00e9 um bolinho de gr\u00e3o-de-bico, consumidos em p\u00e3o s\u00edrio com homus (pasta de gr\u00e3o de bico), me fazia parar no meio da rua e perguntar aos meus amigos baianos: \u201cVoc\u00eas tamb\u00e9m est\u00e3o sentindo cheiro de acaraj\u00e9? Ou eu estou ficando \u201clouca\u201d com a saudade e desejo de comer um?\u201d<\/p>\n<p><center><div id=\"attachment_18753\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura115.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18753\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-18753\" title=\"Figura1\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura115-300x94.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"94\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura115-300x94.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura115.jpg 842w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18753\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div><\/center><\/p>\n<p>Falafel de gr\u00e3o de bico frito em \u00f3leo e o nosso acaraj\u00e9 feito de feij\u00e3o fradinho e frito em azeite de dend\u00ea.<\/p>\n<p>Pois \u00e9&#8230; Aquele aroma me fazia cruzar o Oceano Atl\u00e2ntico atrav\u00e9s do pensamento e do desejo at\u00e9 que eu chegava \u00e0 pracinha da saudosa Irene, de onde me imaginava degustando um acaraj\u00e9 ou um delicioso e preferido abar\u00e1! Humm&#8230; Como sonhava com este momento outra vez na vida.<\/p>\n<p>Ficava a me perguntar quando iria matar a saudade do sabor <em>terroir<\/em> da minha Bahia. Era um \u201csofrimento\u201d sem fim, uma saudade do\u00edda daquela massa amarelada cozida na folha da bananeira!<\/p>\n<p>Eis que num dia dezembro de 2006, bem pr\u00f3ximo ao Natal, eu recebo a visita dos \u201ccleaners\u201d bolivianos e colombianos (equipe respons\u00e1vel pela limpeza das salas de reuni\u00f5es) na cozinha onde eu trabalhava e estes me pediram com toda a educa\u00e7\u00e3o e gentileza que fossem a eles emprestados pratos e talheres para que pudessem comemorar o Natal, almo\u00e7ando juntos na sala de descanso.<\/p>\n<p>Como form\u00e1vamos uma \u201cfam\u00edlia\u201d latina e nos apoi\u00e1vamos na terra da Rainha Elizabeth II, cedi com alegria ao pedido dos \u201chermanos\u201d queridos que felizes, abriram um dos sacos onde carregavam a comida t\u00edpica do pa\u00eds e sacaram um saco menor me entregando em forma de agradecimento, no momento fiquei agradecida e at\u00e9 pedi que n\u00e3o me fizessem tal delicadeza, para que n\u00e3o faltasse a eles, mas insistiram e me presentearam com a iguaria gastron\u00f4mica.<\/p>\n<p>Como estava ocupada naquele momento e ainda n\u00e3o era o meu intervalo de almo\u00e7o, agradeci e guardei o meu presente na prateleira, junto a centenas de pratos e utens\u00edlios da empresa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Algum tempo depois, resolvi degust\u00e1-lo e foi quando ao olhar para o conte\u00fado do saco, arregalei os olhos e comecei a agradecer a Deus por aquele momento que mais parecia um milagre: deparei-me com uma massa amarelada enrolada em folha de bananeira e que me fez perder o f\u00f4lego de tanta emo\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Chamei a aten\u00e7\u00e3o de todos ao meu redor explicando, muito feliz, de toda a saudade que eu sentia de comer uma comida t\u00edpica do meu pa\u00eds, que se assemelhava demais com o que eu acabara de ganhar dos amigos sul americanos.<\/p>\n<p>Coloquei sobre um prato e comecei a abri-lo&#8230; era uma massa amarelada recheada com frango desfiado, ervilhas e legumes.<\/p>\n<p><center><div id=\"attachment_18754\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura215.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18754\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-18754\" title=\"Figura2\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura215-300x228.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura215-300x228.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura215.jpg 695w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18754\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div><br \/>\nTamale \u2013 tamal \u2013 pamonha de milho<\/center><\/p>\n<p>Agradeci muito aos meus colegas quando os reencontrei e me senti honrada por receber tal comida! Deus havia me enviado um \u201cabar\u00e1 colombiano\u201d, por certo, um tamale, que mesmo n\u00e3o sendo o leg\u00edtimo abar\u00e1 da Bahia encheu meu cora\u00e7\u00e3o de muita felicidade incontida e agradecimento \u00e0 vida!<\/p>\n<p><center><div id=\"attachment_18755\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura312.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18755\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-18755\" title=\"Figura3\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura312-300x133.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"133\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura312-300x133.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura312.jpg 723w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18755\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div><br \/>\nTamale boliviano feito de massa de milho com carnes e legumes e o abar\u00e1 baiano feito de feij\u00e3o fradinho e azeite de dend\u00ea.<\/center><\/p>\n<p><em>A<\/em><em> pamonha ou tamal (espanhol: tamal, de Nahuatl: tamalli) \u00e9 um prato tradicional latino-americano feito de \u2018<strong>masa\u2019<\/strong> (uma massa com amido, geralmente \u00e0 base de milho), que \u00e9 cozido no vapor ou cozidos em um inv\u00f3lucro de folha. A embalagem \u00e9 descartada antes de comer. Tamales pode ser ainda mais cheio de carnes, queijos, legumes, pimenta ou qualquer prepara\u00e7\u00e3o acordo com o gosto, e tanto o recheio ou o l\u00edquido de cozimento pode ser temperado.<\/em><\/p>\n<p><center><div id=\"attachment_18756\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura49.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-18756\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-18756\" title=\"Figura4\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura49-300x222.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura49-300x222.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura49.jpg 397w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18756\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div><\/center><\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo artigo falarei sobre os principais ingredientes genuinamente Americanos e no domingo receitas de tamales salgados e doces!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 l\u00e1! Au revoir!<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong> http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tamale<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura56.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-18757\" title=\"Figura5\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Figura56.jpg\" alt=\"\" width=\"157\" height=\"233\" \/><\/a>Aline Fidelman <\/strong><\/p>\n<p>34 anos, Ilh\u00e9us-Ba.<\/p>\n<p>Gastr\u00f4noma diplomada pela Universidade Anhembi Morumbi \u2013 S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Especializada em doc\u00eancia pela Leiths School of Food &amp; Wine \u2013 Londres<\/p>\n<p>Perfil Profissional: 3 anos de experi\u00eancia de em Buffet e Catering e 6 meses como assistente de chef de cozinha, \u00e1rea de Garde Manger, na empresa KUDOS Hospitality, Londres.<\/p>\n<p><strong>Contato: fidelman.a@gmail.com<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o passar dos meses, a saudade de casa e das comidas t\u00edpicas da Bahia foi aumentando&#8230; Caminhava pelas ruas inglesas sentindo os aromas que delas exalavam e tentando em algum deles me acalentar com algo que assemelhasse aos nossos pratos regionais e eis que de vez em quando algo me deixava encabulada! 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