{"id":1895,"date":"2010-11-10T22:40:23","date_gmt":"2010-11-11T01:40:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=1895"},"modified":"2010-11-10T22:42:14","modified_gmt":"2010-11-11T01:42:14","slug":"paulo-storani","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/11\/10\/paulo-storani\/","title":{"rendered":"Paulo Storani"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www2.forumseguranca.org.br\/sites\/default\/files\/entrevista_nov.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"158\" height=\"145\" \/>Rio de Janeiro<\/p>\n<p><em>Paulo Storani \u00e9 mestre em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (2008). P\u00f3s-graduado em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (2004), em Gest\u00e3o de Recursos Humanos (2002), ambos pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas &#8211; RJ, e Treinamento F\u00edsico pela Universidade Gama Filho &#8211; RJ (1999). Curso de Opera\u00e7\u00f5es Especiais, \u00e9 Mestre de Tiro, possui cursos nos EUA e Israel. Foi Subcomandante do BOPE no Rio de Janeiro e consultor do Filme Tropa de Elite. Atualmente \u00e9 professor da Universidade C\u00e2ndido Mendes, pesquisador do Instituto Universit\u00e1rio de Pol\u00edticas P\u00fablicas e Ci\u00eancias Policiais da Universidade Candido Mendes &#8211; RJ e Secret\u00e1rio Municipal de Seguran\u00e7a P\u00fablica da Prefeitura de S\u00e3o Gon\u00e7alo &#8211; RJ.<\/em><\/p>\n<p>Leia entrevista com o ex-sub-comandante do Bope e uma das figuras que inspirou o capit\u00e3o Nascimento, de Tropa de Elite<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o para. Quando n\u00e3o est\u00e1 na sede do Viva Rio, no Rio de Janeiro, onde assumiu recentemente a fun\u00e7\u00e3o de coordenador de Seguran\u00e7a Humana, Paulo Storani est\u00e1 em alguma atividade pelo Brasil afora.<\/p>\n<p>O sub-comandante do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (Bope) da Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) \u2013 e uma das figuras que inspirou a constru\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o Roberto Nascimento, personagem representado por Wagner Moura em Tropa de Elite 1 e 2 \u2013 \u00e9 um inquieto. Est\u00e1 sempre \u201cno limite\u201d e usa essa energia para estimular pessoas a se superarem ministrando palestras motivacionais. Entre seus clientes est\u00e3o empresas privadas e times de futebol.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nMestre em Antropologia Social e professor dos cursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Seguran\u00e7a P\u00fablica da UFRJ, Est\u00e1cio de S\u00e1 e da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (Flacso), Paulo Storani j\u00e1 percorreu uma longa trajet\u00f3ria na seguran\u00e7a p\u00fablica. Foi secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica de S\u00e3o Gon\u00e7alo, no estado do Rio de Janeiro, assessor da Secretaria Rio 2007 para os Jogos Pan-americanos e diretor de Recursos Humanos da Guarda Municipal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Conhece bem a realidade do Rio j\u00e1 tendo sentido na pele a viol\u00eancia do tr\u00e1fico a quem combateu durante os quase cinco em que esteve no Bope. Hoje longe do confronto direto, Storani concorda que o tr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 mais a \u00fanica amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Como mostra o filme Tropa de Elite 2, as mil\u00edcias, organiza\u00e7\u00f5es de poder paralelo formadas por policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenci\u00e1rios e integrantes das For\u00e7as Armadas, representam um enorme desafio \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro. \u201cUtilizando pr\u00e1ticas de extors\u00e3o, os milicianos imp\u00f5em a sua vontade sobre os moradores das comunidades onde se instalam e passam a ter um controle semelhante ao que o narcotr\u00e1fico tem em outras regi\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento feito pela Delegacia de Repress\u00e3o \u00e0s A\u00e7\u00f5es Criminosas e Inqu\u00e9ritos Especiais (Draco) da Pol\u00edcia Civil, de 250 comunidades mapeadas no Rio de Janeiro, mais de 100 s\u00e3o controladas pelas mil\u00edcias. A corpora\u00e7\u00e3o fez um mapa das comunidades de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 presente, seja tr\u00e1fico ou mil\u00edcia. Ainda segundo a Pol\u00edcia Civil, mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o \u2013 ou 1,2 milh\u00e3o de pessoas &#8211; vivem em favelas dominadas por traficantes de drogas.<\/p>\n<p>As mil\u00edcias utilizam muitas vezes a\u00e7\u00f5es t\u00e3o ou mais violentas do que os narcotraficantes para manter seu dom\u00ednio. \u201cOs milicianos lan\u00e7am m\u00e3o do terror para implantar o medo e controlar as pessoas. \u00c9 s\u00f3 ver a forma violenta que eles tratam aquelas pessoas que denunciam e que se posicionam contr\u00e1rias \u00e0 presen\u00e7a deles. As mil\u00edcias dominam pelo medo\u201d, completa. Como diria o capit\u00e3o Nascimento, \u201co inimigo agora \u00e9 outro\u201d.<\/p>\n<p>Como surgiu o conceito de mil\u00edcia?<\/p>\n<p>O conceito de mil\u00edcia surgiu inicialmente em Rio da Pedras quando a pr\u00f3pria comunidade se rebelou contra o narcotr\u00e1fico que come\u00e7ou a se desenvolver e se implantar ali.<\/p>\n<p>Estamos falando dos anos 1992\/93, quando foram constru\u00eddos conjuntos habitacionais populares na zona oeste do Rio de Janeiro e parte das casas foram ocupadas por policiais, bombeiros, agentes penitenci\u00e1rios e policiais civis. Quando o narcotr\u00e1fico come\u00e7ou a buscar esse espa\u00e7o para se implantar, esses policiais se uniram aos outros servidores p\u00fablicos e criaram um patrulhamento local para evitar a ocupa\u00e7\u00e3o daquele espa\u00e7o pelos traficantes (o que o ex-prefeito C\u00e9sar Maia chamou de auto-defesas comunit\u00e1rias).<\/p>\n<p>Na medida em que eles foram se estruturando, viram a necessidade de obter recursos para manter aquele tipo de atividade e acharam por bem come\u00e7ar a explorar determinadas atividades comerciais na comunidade como cobrar pela seguran\u00e7a, butij\u00e3o de g\u00e1s, e foi evoluindo para gatonet, controle do transporte alternativo, mototaxi.<\/p>\n<p>E como isso chegou ao ponto em que se encontra hoje?<\/p>\n<p>Os grupos come\u00e7aram a cobrar essas taxas para se estruturar s\u00f3 que, em raz\u00e3o da dimens\u00e3o das comunidades em termos de popula\u00e7\u00e3o, acabaram tendo muito recurso e isso traz um empoderamento muito grande. Esses grupos acabaram intervindo tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es sociais da comunidade estabelecendo um padr\u00e3o e isso \u00e9 uma forma de imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a de qualquer taxa \u00e9 uma forma de extors\u00e3o, no m\u00ednimo um constrangimento legal, que \u00e9 crime, e come\u00e7aram a impor a sua vontade e come\u00e7aram a ter um controle semelhante ao que o narcotr\u00e1fico tem em outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Tropa de Elite 2 d\u00e1 a entender que a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia em limpar as favelas cariocas do dom\u00ednio do tr\u00e1fico contribuiu para a instala\u00e7\u00e3o das mil\u00edcias. Aconteceu assim ou as mil\u00edcias j\u00e1 estavam presentes em algumas comunidades h\u00e1 mais tempo?<\/p>\n<p>N\u00e3o houve essa inten\u00e7\u00e3o, foi talvez um princ\u00edpio de oportunidade, mas n\u00e3o teve uma rela\u00e7\u00e3o direta. A a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia em expulsar o tr\u00e1fico e as mil\u00edcias se instalarem n\u00e3o \u00e9 uma regra, a mobiliza\u00e7\u00e3o de policiais para invadir determinadas favelas e tomar o poder do narcotr\u00e1fico, se eles j\u00e1 n\u00e3o eram moradores, come\u00e7ou de cinco ou seis anos pra c\u00e1.<\/p>\n<p>E o Estado n\u00e3o se deu conta do movimento de milicianos antes?<\/p>\n<p>O Estado, inicialmente, e o poder p\u00fablico, de uma maneira geral, viram isso como um benef\u00edcio porque partiram do pressuposto que eram moradores, policiais e bombeiros que estavam se mobilizando para proteger a pr\u00f3pria comunidade. Ent\u00e3o alguns pol\u00edticos at\u00e9 apoiaram esse tipo de a\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes dando apoio s\u00f3 em termos de discurso, outras vezes exercendo influ\u00eancia pol\u00edtica. Como j\u00e1 foi provado pela CPI (das Mil\u00edcias), j\u00e1 tivemos alguns pol\u00edticos presos porque eles n\u00e3o s\u00f3 apoiavam politicamente como recebiam recursos financeiros da mil\u00edcia para financiamento de campanhas e de centros comunit\u00e1rios em comunidades se tornaram currais eleitorais.<\/p>\n<p>Em quais comunidades a mil\u00edcia est\u00e1 presente hoje no Rio?<\/p>\n<p>Elas est\u00e3o presentes principalmente na Zona Oeste e Zona Norte. Na regi\u00e3o que engloba Jacarepagu\u00e1, Recreio, Campinho e Vargem Grande, por exemplo, das cerca de 40 comunidades mapeadas pela Pol\u00edcia Civil, apenas uma n\u00e3o \u00e9 dominada pela mil\u00edcia. Na Zona Norte, pelo menos 16 comunidades est\u00e3o sob o poder dos milicianos. Em toda a Zona Oeste, de acordo com o levantamento da Pol\u00edcia Civil, mais de 70 comunidades s\u00e3o dominadas pelas mil\u00edcias.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um movimento t\u00edpico do Rio ou acontece em outros estados?<\/p>\n<p>H\u00e1 not\u00edcias que em outros estados existam movimentos semelhantes, mas talvez n\u00e3o no mesmo modelo das mil\u00edcias aqui do Rio de Janeiro, mas est\u00e3o come\u00e7ando a surgir principalmente no nordeste<\/p>\n<p>Porque as UPPs s\u00f3 est\u00e3o presentes em comunidades que est\u00e3o sob poder do tr\u00e1fico e n\u00e3o das mil\u00edcias?<\/p>\n<p>Na verdade tem uma UPP que est\u00e1 presente em comunidade onde havia mil\u00edcia, que \u00e9 a do Batan, na Zona Norte. Mas n\u00e3o podemos achar que foi por conta de um planejamento da Secretaria de Seguran\u00e7a. Na \u00e9poca houve um epis\u00f3dio em que tr\u00eas rep\u00f3rteres de um jornal do Rio foram sequestrados e torturados por milicianos, o que pode levar a entender que teria sido uma resposta do poder p\u00fablico a esse crime.<\/p>\n<p>E existe a possibilidade de se instalarem UPPs em comunidades dominadas pela mil\u00edcia?<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica sim, mas o que se v\u00ea \u00e9 que pela forma com que est\u00e3o sendo ocupadas determinadas comunidades, s\u00e3o aquelas na Zona Sul ou pr\u00f3ximas \u00e0 Zona Sul, e que s\u00e3o consideradas comunidades-chave dentro de um contexto de planejamento para a Copa do Mundo e Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p>As mil\u00edcias est\u00e3o quase que totalmente instaladas na Zona Norte e na Zona Oeste. Se isso vier a acontecer, com certeza vai ser por algum fato determinante ou por press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, que o governo, como resposta, vai ocupar uma comunidade dominada pela mil\u00edcia.<\/p>\n<p>Quando o Estado desocupa uma comunidade do dom\u00ednio do tr\u00e1fico ou da mil\u00edcia, pode acontecer de outro grupo tentar assumir o controle local?<\/p>\n<p>Com certeza. O que \u00e9 muito importante, n\u00e3o acontecer como ocorreu recentemente quando a Pol\u00edcia Civil prendeu v\u00e1rios milicianos em Piedade, na Zona Norte do Rio, e houve um confronto entre os milicianos remanescentes e a fac\u00e7\u00e3o criminosa que dominava anteriormente aquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou seja, j\u00e1 havia uma situa\u00e7\u00e3o mesmo que irregular instalada e quando houve a interven\u00e7\u00e3o que era necess\u00e1ria, a mesma teria que ser complementada com uma ocupa\u00e7\u00e3o pelo poder p\u00fablico. Intervir, enfraquecer, seja uma fac\u00e7\u00e3o criminosa, seja uma mil\u00edcia, e retrair, significa permitir que haja conflito naquele espa\u00e7o e isso significa aumento de risco para aquelas pessoas que habitam naquela regi\u00e3o. Ent\u00e3o isso tem que ser feito com planejamento para que n\u00e3o ocorram graves conflitos.<\/p>\n<p>Existe a cren\u00e7a de que a popula\u00e7\u00e3o aceita a mil\u00edcia para se ver livre do dom\u00ednio do tr\u00e1fico. Isso \u00e9 verdade ou um mito?<\/p>\n<p>Na verdade, isso aconteceu no in\u00edcio quando a popula\u00e7\u00e3o circunvizinha \u00e0s comunidades que viviam sob a \u00e9gide daquela viol\u00eancia perpetrada pelos traficantes viram naquela condi\u00e7\u00e3o uma troca favor\u00e1vel, que era a ocupa\u00e7\u00e3o pela mil\u00edcia e a sa\u00edda do narcotr\u00e1fico.<\/p>\n<p>A mil\u00edcia ocupando n\u00e3o tem confronto, a n\u00e3o ser que seja o narcotr\u00e1fico tentando reocupar o local para reaver o controle. Fora isso n\u00e3o vai ter pol\u00edcia atuando. Eu nunca via at\u00e9 agora troca de tiros entre milicianos e pol\u00edcia ou a pol\u00edcia invadindo comunidade ocupada por mil\u00edcia. Ent\u00e3o, diminui o confronto e o que as pessoas querem \u00e9 paz, mas acabam tendo que pagar o pre\u00e7o por isso.<\/p>\n<p>Mas a mil\u00edcia tem pr\u00e1ticas t\u00e3o ou mais violentas do que o tr\u00e1fico&#8230;<\/p>\n<p>Na medida em que se tem o dom\u00ednio da regi\u00e3o e se quer implantar o poder, se lan\u00e7a m\u00e3o do uso do terror como poder para implantar o medo e controlar as pessoas. \u00c9 s\u00f3 ver a forma violenta que eles grupos de milicianos tratam aquelas pessoas que denunciam e que se posicionam contr\u00e1rias \u00e0 presen\u00e7a deles. Ent\u00e3o, as mil\u00edcias dominam pelo medo.<\/p>\n<p>O senhor acha que existe a possibilidade de as UPPs, se n\u00e3o forem bem gerenciadas, d\u00eaem origem a novas mil\u00edcias nas comunidades onde est\u00e3o instaladas?<\/p>\n<p>Existe essa possibilidade, n\u00e3o que os policiais ir\u00e3o se tornar milicianos, mas se as UPPs sa\u00edrem ou n\u00e3o forem bem gerenciadas, vai haver uma disputa pelo espa\u00e7o. Mas a possibilidade de os policiais sendo abandonados como aconteceu com os Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPO), os Postos de Policiamento Comunit\u00e1rio (PPC) e com os Grupamentos de Policiamento em \u00c1reas Especiais (Gepae), existe a possibilidade de o policial ali naquela regi\u00e3o de alguma maneira buscar formas indevidas de sustento explorando e cobrando por determinados servi\u00e7os na pr\u00f3pria comunidade e dominando determinados tipos de atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Por isso, necessariamente, deve haver um acompanhamento constante por parte do poder p\u00fablico da pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o policial. Enquanto n\u00f3s tivermos cuidado no processo seletivo do perfil dos policiais que est\u00e3o ocupando essas comunidades, um treinamento direcionado \u00e0 pr\u00e1tca de policiamento de proximidade das UPPs e um controle da performance desses policiais ao longo do tempo, n\u00e3o precisamos nos preocupar. Mas, a partir do momento em que esse projeto for enfraquecido ou esquecido pelo governo, existe sim essa possibilidade.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Comunidade Segura, o pesquisador Luiz Antonio Machado, do Iuperj, alertou para o perigo de as UPPs serem utilizadas para controle social nas comunidades. O senhor concorda?<\/p>\n<p>Se considerarmos que o policiamento de proximidade que \u00e9 o modelo de pol\u00edcia comunit\u00e1ria utilizado nas UPPs, onde o policial convive com a comunidade e as informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o chegar at\u00e9 os policiais muitas vezes para que eles tomem provid\u00eancia, se n\u00f3s acharmos que isso \u00e9 uma forma de controle social, eu tenho que concordar.<\/p>\n<p>Agora, se \u00e9 controle social em que os policiais s\u00e3o orientados para monitorar a vida das pessoas para intervir em determinadas situa\u00e7\u00f5es, se isso for uma orienta\u00e7\u00e3o institucional, que eu acredito que n\u00e3o exista isso, eu acredito que n\u00e3o. Vai depender da maneira como as pessoas definem controle social.<\/p>\n<p>Entrevista realizada pela jornalista Shelley de Botton, do portal Comunidade Segura, em parceria com o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica <\/p>\n<p>No <a href = \"http:\/\/comunidadesegura.org.br\/pt-br\/MATERIA-as-milicias-dominam-pelo-medo\" target = \"_news\"><b>Comnidade Segura<\/b><\/a><\/p>\n<p>No <a href = \"http:\/\/www2.forumseguranca.org.br\/content\/mil\u00edcias-dominam-pelo-medo\" target = \"_news\"><b>Forum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro Paulo Storani \u00e9 mestre em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (2008). P\u00f3s-graduado em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (2004), em Gest\u00e3o de Recursos Humanos (2002), ambos pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas &#8211; RJ, e Treinamento F\u00edsico pela Universidade Gama Filho &#8211; RJ (1999). 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