{"id":19395,"date":"2011-07-07T20:41:05","date_gmt":"2011-07-07T23:41:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=19395"},"modified":"2011-07-07T20:41:05","modified_gmt":"2011-07-07T23:41:05","slug":"disturbios-da-tireoide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/07\/07\/disturbios-da-tireoide\/","title":{"rendered":"Dist\u00farbios da tire\u00f3ide"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Mulheres com mais de 50 anos s\u00e3o as que mais sofrem com os dist\u00farbios dessa gl\u00e2ndula<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Por Maria Fernanda Schardong \t<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas que sofrem com dist\u00farbios da tire\u00f3ide j\u00e1 ultrapassou a barreira dos milh\u00f5es. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), 300 milh\u00f5es de pessoas sofrem de disfun\u00e7\u00f5es da tire\u00f3ide em todo o mundo, sendo que mais da metade nem imagina que tenha essa disfun\u00e7\u00e3o. Para quem j\u00e1 passou dos 50 anos, os sintomas podem ser confundidos com o pr\u00f3prio envelhecimento. Assim, a avalia\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios produzidos pela tire\u00f3ide deve ser feita regularmente, alertam os m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>A tire\u00f3ide \u00e9 uma gl\u00e2ndula localizada no ter\u00e7o inferior da regi\u00e3o anterior do pesco\u00e7o. Essa gl\u00e2ndula \u00e9 respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios T3 e T4. Estes horm\u00f4nios regulam a energia de todo o organismo. De acordo com a endocrinologista e presidente do Departamento de Tire\u00f3ide da SBEM, Laura Ward, o horm\u00f4nio tireoidiano \u00e9 fundamental para o correto funcionamento de todo organismo desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 a vida adulta.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cSua falta (hipotireoidismo) leva \u00e0 lentid\u00e3o de pensamentos e de movimentos, lentid\u00e3o nos batimentos card\u00edacos e no funcionamento do intestino, muito sono, pele seca, unhas quebradi\u00e7as e queda de cabelo, muita adinamia (falta de vontade) e menor capacidade no exerc\u00edcio e no trabalho. Seu excesso produz os efeitos opostos: o indiv\u00edduo com hipertireoidismo fica acelerado em suas fun\u00e7\u00f5es mentais, nos batimentos card\u00edacos, no intestino. Tamb\u00e9m tem pele \u00famida, emagrece muito porque o horm\u00f4nio tireoidiano consome m\u00fasculo, a perda \u00e9 principalmente do tecido magro\u201d, alerta ela.<\/p>\n<p>O dist\u00farbio da tire\u00f3ide atinge tanto os homens quanto as mulheres, entretanto, o sexo feminino ainda \u00e9 o mais prejudicado pela doen\u00e7a. Principalmente ap\u00f3s os 50 anos. \u201c Acima dessa idade os efeitos tanto do hipo como do hipertireoidismo sobre o cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais importantes. No primeiro, pode haver arritmias e at\u00e9 morte. J\u00e1 no hipotireoidismo existe ac\u00famulo de l\u00edpides que podem levar \u00e0 coronariopatia e infarto do mioc\u00e1rdio. Ap\u00f3s os 50, o efeito desse horm\u00f4nio em excesso \u00e9 maior sobre o osso, principalmente na mulheres que, por entrarem na menopausa nesta mesma faixa de idade (em que tamb\u00e9m \u00e9  maior a incid\u00eancia de hipotireoidismo), tendem a perder mais massa \u00f3ssea.\u201d explica a endocrinologista.<\/p>\n<p>Na idade adulta, ainda segundo Laura, a principal causa de doen\u00e7as da tire\u00f3ide \u00e9 a autoimunidade. E as mulheres tamb\u00e9m s\u00e3o as principais v\u00edtimas, pois a doen\u00e7a autoimune da tire\u00f3ide acomete de tr\u00eas a cinco vezes mais o sexo feminino. \u201cIsto \u00e9, o organismo ataca suas pr\u00f3prias c\u00e9lulas, estimulando-as, no caso da doen\u00e7a de Graves que produz hipertireoidismo, ou destruindo-as, no caso da tireoidite de Hashimoto, principal causa de hipotireoidismo. N\u00e3o h\u00e1, no momento, maneira de prevenir tais doen\u00e7as autoimunes. Mas sabemos alguns dos fatores que as causam e que podem ser evitados, como o consumo excessivo de iodo (sal em excesso) e o fumo.\u201d<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 cura para a doen\u00e7a, mas o tratamento \u00e9 simples e f\u00e1cil. \u201cO tratamento do hipertireoidismo pode ser feito com drogas antitireoidianas, como iodo radioativo e com cirurgia (muito raramente). No hipotireoidismo, usa-se o horm\u00f4nio da tire\u00f3ide ex\u00f3geno, produzido em laborat\u00f3rio, mas que \u00e9 igualzinho ao horm\u00f4nio da gl\u00e2ndula tire\u00f3ide. Por isso, mesmo n\u00e3o se podendo dizer que haja cura, existe controle total pela reposi\u00e7\u00e3o hormonal. A pessoa com hipotireoidismo fica igualzinha ao que era antes de ter a doen\u00e7a com a simples tomada de um comprimidinho di\u00e1rio\u201d, finaliza Ward.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nNo <a href = \"http:\/\/www.maisde50.com.br\/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=8336\" target = \"_news\"><b>Mais de 50<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres com mais de 50 anos s\u00e3o as que mais sofrem com os dist\u00farbios dessa gl\u00e2ndula Por Maria Fernanda Schardong O n\u00famero de pessoas que sofrem com dist\u00farbios da tire\u00f3ide j\u00e1 ultrapassou a barreira dos milh\u00f5es. 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