{"id":20688,"date":"2011-07-27T13:59:12","date_gmt":"2011-07-27T16:59:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=20688"},"modified":"2011-07-27T13:59:12","modified_gmt":"2011-07-27T16:59:12","slug":"homofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/07\/27\/homofobia\/","title":{"rendered":"HOMOFOBIA"},"content":{"rendered":"<p><div style=\"width: 246px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" title=\"Dom Mauro Montagnoli \/ Bispo diocesano de Ilh\u00e9us\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/dom-Mauro_2261.jpg\" alt=\"Dom Mauro Montagnoli \/ Bispo diocesano de Ilh\u00e9us\" width=\"236\" height=\"255\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Dom Mauro Montagnoli \/ Bispo diocesano de Ilh\u00e9us<\/p><\/div>A homossexualidade tornou-se uma arma pol\u00edtica e o envolvimento dos homossexuais na vida pol\u00edtica, para alcan\u00e7ar seus intentos, tornou-se uma prioridade. Organizam-se a\u00e7\u00f5es de press\u00f5es junto a diversos \u00f3rg\u00e3os da ONU e dos parlamentos nas v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es. De tal forma que textos sobre o casal, a fam\u00edlia e o casamento s\u00e3o modificados sob influ\u00eancia de uma minoria ativa, que se torna dominante sem ser majorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O argumento publicit\u00e1rio mais utilizado por associa\u00e7\u00f5es homossexuais, quando s\u00e3o confrontadas com argumenta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o capazes de discutir nem de contradizer, \u00e9 o da \u201chomofobia\u201d. Essa no\u00e7\u00e3o de homofobia (utilizada durante o desfile <em>Gay pride \u2013 Orgulho Gay<\/em> \u2013 de 1999) tornou-se um termo fetiche, que inibe qualquer reflex\u00e3o e procura estigmatizar aqueles que consideram que, socialmente, a homossexualidade \u00e9 um problema.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I. PRINC\u00cdPIOS DOUTRIN\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A doutrina da Igreja Cat\u00f3lica a respeito do homossexualismo est\u00e1 exposta na <em>\u201cCarta aos bispos da Igreja cat\u00f3lica sobre o atendimento pastoral para as pessoas homossexuais\u201d<\/em>, que a Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 publicou em 01 de outubro 1986 e \u00e9 assinada pelo ent\u00e3o Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI.<\/p>\n<p>Ela leva em conta a distin\u00e7\u00e3o que comumente se faz entre homossexualismo, tend\u00eancia homossexual e atos homossexuais. Estes \u00faltimos s\u00e3o considerados como \u201cintrinsicamente desordenados\u201d e, em nenhuma hip\u00f3tese, podem receber aprova\u00e7\u00e3o\u201d (n. 3).<strong> <\/strong><\/p>\n<p>\u201cMesmo que a tend\u00eancia em si n\u00e3o seja considerada como pecado, sem d\u00favida conduz para uma atra\u00e7\u00e3o, mais ou menos forte, na dire\u00e7\u00e3o de um comportamento intrinsicamente mau, sob o ponto de vista da moralidade. Desta forma, a pr\u00f3pria inclina\u00e7\u00e3o ao homossexualismo deve ser considerada como objetivamente desordenada. Aqueles que se encontram nesta condi\u00e7\u00e3o devem, portanto, ser objeto de uma particular solicitude pastoral, para que n\u00e3o creiam que a pr\u00e1tica concreta de tal tend\u00eancia &#8211; as rela\u00e7\u00f5es homossexuais &#8211; seja uma op\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel\u201d (n. 3).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u201cA Igreja, quando recha\u00e7a as doutrinas err\u00f4neas em rela\u00e7\u00e3o ao homossexualismo, n\u00e3o limita mas ao contr\u00e1rio defende a liberdade e dignidade da pessoa, compreendidas de modo realista e aut\u00eantico\u201d (n. 7).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A t\u00e1tica utilizada pelo movimento dos homossexuais, \u201c\u00e9 a de afirmar, em tom de protesto, que qualquer cr\u00edtica ou reserva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas homossexuais, quanto a sua atitude e seu estilo de vida, \u00e9, simplesmente, uma forma injusta de discrimina\u00e7\u00e3o\u201d (n. 9).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong>\u00c9 de se lamentar, firmemente, que as pessoas homossexuais tenham sido e ainda sejam objeto de palavras e dizeres maliciosos e de a\u00e7\u00f5es violentas.Tais comportamentos merecem a condena\u00e7\u00e3o dos Pastores da Igreja, onde quer que se verifiquem. Revelam uma falta de respeito pelos demais, que lesionam alguns princ\u00edpios b\u00e1sicos em que se norteia uma s\u00e3 conviv\u00eancia civil. A dignidade pr\u00f3pria de toda pessoa sempre deve ser respeitada pelas palavras, a\u00e7\u00f5es e legisla\u00e7\u00f5es\u201d (n. 10).<\/p>\n<p>Essa en\u00e9rgica rea\u00e7\u00e3o frente as injusti\u00e7as cometidas contra os homossexuais \u00a0n\u00e3o significa, de modo algum, aceitar que a condi\u00e7\u00e3o homossexual n\u00e3o seja desordenada.<\/p>\n<p>A Igreja insiste que os projetos legislativos devem sempre colocar em primeiro plano a defesa e promo\u00e7\u00e3o da vida da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II. APLICA\u00c7\u00d5ES <\/strong><\/p>\n<p>Elas est\u00e3o contidas no documento da mesma Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, publicado no Osservatore Romano, 24\/07\/1992, intitulado: <em>\u201cAlgumas considera\u00e7\u00f5es acerca das propostas legislativas sobre a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o das pessoas homossexuais&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>A \u201ctend\u00eancia sexual\u201d n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel com a ra\u00e7a, a origem \u00e9tnica, etc., no que diz respeito \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o. Diferentemente destas condi\u00e7\u00f5es, a tend\u00eancia homossexual \u00e9 uma desordem objetiva e exige uma preocupa\u00e7\u00e3o moral. (n. 10)<\/p>\n<p>Os homossexuais, enquanto seres humanos, t\u00eam os mesmos direitos que todas as demais pessoas, inclusive o direito de serem tratadas de uma maneira que n\u00e3o ofenda a sua dignidade pessoal. \u00a0(n. 12).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>Mas, \u201cincluir a \u201ctend\u00eancia homossexual\u201d entre as considera\u00e7\u00f5es segundo as quais \u00e9 ilegal discriminar, pode conduzir facilmente \u00e0 id\u00e9ia de que o homossexualismo seja fonte positiva de direitos humanos, e, por exemplo, sujeito da chamada \u201ca\u00e7\u00e3o afirmativa\u201d, ou de tratamento preferencial em alguns neg\u00f3cios jur\u00eddicos. Isso \u00e9 ainda mais prejudicial partindo-se da certeza de que inexiste <em>direito \u00e9 homossexualidade <\/em>(cf. n. 10). Portanto, o homossexualismo n\u00e3o deve ser uma plataforma para reivindica\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. O passo no reconhecimento de que \u00e9 ilegal a discrimina\u00e7\u00e3o do homossexualismo, pode levar facilmente, ou at\u00e9 mesmo de forma autom\u00e1tica, \u00e0 <em>promo\u00e7ao da homossexualidade <\/em>e sua <em>prote\u00e7\u00e3o legislativa. <\/em>Invocar-se-ia o homossexualismo de algu\u00e9m, contrapondo-o \u00e0 uma alegada discrimina\u00e7\u00e3o; desta forma o exerc\u00edcio dos direitos passaria a ser utilizado precisamente atrav\u00e9s da afirma\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o homossexual, no lugar da demonstra\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos fundamentais\u201d (n. 13).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>Ainda mais, nenhuma tend\u00eancia sexual pode ser comp\u00e1verl \u00e0 quest\u00e3o de ra\u00e7a, sexo, idade, etc. Em geral, se conhece a tend\u00eancia sexual de uma pessoa s\u00f3 se a mesma a reconhe\u00e7a publicamente ou a tenha manifestado por seu comportamento exterior. Via de regra, a maioria dos que t\u00eam tend\u00eancia homossexual procura levar uma vida casta, n\u00e3o dando a conhecer publicamente a sua tend\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Os que declaram a sua homossexualidade consideram o seu comportamento ou o seu estilo de vida homossexual uma \u201cindiferente ou mesmo boa\u201d (cf. n. 3) e, por isso, digno de aprova\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Existem \u201caqueles que usam a t\u00e1tica de afirmar, sob tom de protesto, que \u201cqualquer cr\u00edtica ou reserva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas homossexuais, quanto a sua atitude e seu estilo de vida, \u00e9, simplesmente, uma forma injusta de discrimina\u00e7\u00e3o\u201d (n. 9). (n. 14)<\/p>\n<p>\u201cA Igreja tem a responsabilidade de promover a vida da fam\u00edlia e a moralidade p\u00fablica da sociedade civil como um todo, tendo por base os valores morais fundamentais, e n\u00e3o somente a pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o contra a aplica\u00e7\u00e3o de leis perniciosas (cf. n. 17). (16.)<\/p>\n<p>Jesus disse: \u201cConhecereis a verdade e a verdade vos libertar\u00e1\u201d (Jo 8,32). As Escrituras nos mandam realizar a verdade na caridade (cf. Ef 4,15).<\/p>\n<p>Deus, que \u00e9 Verdade e Amor, convoca a Igreja para se colocar a servi\u00e7o de toda pessoa com a solicitude pastoal do Senhor misericordioso.<\/p>\n<p>A Igreja, atrav\u00e9s dos pastores, procura, na sua aten\u00e7\u00e3o pastoral, atender a pessoas, cujos sofrimentos podem ser aumentados por doutrinas equivocadas; ao passo que a doutrina da verdade os tornar\u00e1 mais suaves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><em>Dom Mauro Montagnoli<\/em><\/p>\n<p><em>Bispo da Diocese de Ilh\u00e9us<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A homossexualidade tornou-se uma arma pol\u00edtica e o envolvimento dos homossexuais na vida pol\u00edtica, para alcan\u00e7ar seus intentos, tornou-se uma prioridade. 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