{"id":21483,"date":"2011-08-08T09:50:48","date_gmt":"2011-08-08T12:50:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=21483"},"modified":"2011-08-08T09:50:48","modified_gmt":"2011-08-08T12:50:48","slug":"luiz-castro-em-decolores-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/08\/08\/luiz-castro-em-decolores-25\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p><strong>Frio interior <\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"300\" height=\"118\" \/>Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. <\/p>\n<p>Teriam que esperar at\u00e9 o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. <\/p>\n<p>Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. <\/p>\n<p>Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a \u00fanica maneira de poderem sobreviver. <\/p>\n<p>O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.<br \/>\nEnt\u00e3o, raciocinou consigo mesmo: &#8220;aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro&#8221;. E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais. <\/p>\n<p>O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma d\u00edvida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. <\/p>\n<p>Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: &#8220;eu, dar a minha lenha para aquecer um pregui\u00e7oso&#8221;, nem pensar. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. N\u00e3o havia qualquer sinal de perd\u00e3o ou de resigna\u00e7\u00e3o que o sofrimento ensina. <\/p>\n<p>Seu pensamento era muito pr\u00e1tico: &#8220;\u00e9 bem prov\u00e1vel que eu precise desta lenha para me defender. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem&#8221;. E guardou suas lenhas com cuidado. <\/p>\n<p>O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.<br \/>\nEste pensou: &#8220;esta nevasca pode durar v\u00e1rios dias. Vou guardar minha lenha.&#8221; <\/p>\n<p>O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabe\u00e7a oferecer a lenha que carregava. <\/p>\n<p>Ele estava preocupado demais com suas pr\u00f3prias vis\u00f5es (ou alucina\u00e7\u00f5es?) Para pensar em ser \u00fatil. <\/p>\n<p>O \u00faltimo homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das m\u00e3os os sinais de uma vida de trabalho. Seu racioc\u00ednio era curto e r\u00e1pido. &#8220;esta lenha \u00e9 minha. Custou o meu trabalho. N\u00e3o darei a ningu\u00e9m nem mesmo o menor dos gravetos&#8221;.<br \/>\nCom estes pensamentos, os seis homens permaneceram im\u00f3veis. A \u00faltima brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou. <\/p>\n<p>No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram \u00e0 caverna encontraram seis cad\u00e1veres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: &#8220;o frio que os matou n\u00e3o foi o frio de fora, mas o frio de dentro&#8221;. <\/p>\n<p>N\u00e3o deixe que a friagem que vem de dentro mate voc\u00ea.<br \/>\nAbra o seu cora\u00e7\u00e3o e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.<br \/>\nN\u00e3o permita que as brasas da esperan\u00e7a se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas. <\/p>\n<p>Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que voc\u00ea esteja. (autor desconhecido)<\/p>\n<p>Luiz Castro<br \/>\nEmail: lmcdecolores@yahoo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frio interior Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar at\u00e9 o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. 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