{"id":22457,"date":"2011-08-20T20:23:49","date_gmt":"2011-08-20T23:23:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=22457"},"modified":"2011-08-20T20:23:49","modified_gmt":"2011-08-20T23:23:49","slug":"como-lidar-com-o-impulso-consumista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/08\/20\/como-lidar-com-o-impulso-consumista\/","title":{"rendered":"Como lidar com o impulso consumista"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do novo cen\u00e1rio econ\u00f4mico, no qual ganhamos poder de consumo, h\u00e1 a quest\u00e3o do est\u00edmulo generalizado pela m\u00eddia. A receita \u00e9 organizar o or\u00e7amento e planejar.<\/p>\n<p>Nos dias atuais, mal satisfazemos uma vontade, um desejo e j\u00e1 arrumamos outro. O desejo pela aquisi\u00e7\u00e3o de um determinado produto ou servi\u00e7o pode ser mais ou menos relevante em rela\u00e7\u00e3o a outro, mas a necessidade de comprar, de adquirir e conquistar est\u00e3o sempre presentes e elas podem servir de motiva\u00e7\u00e3o ou virar frustra\u00e7\u00f5es, quando n\u00e3o saciadas.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a organiza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento familiar, al\u00e9m de ajudar na sa\u00fade financeira da fam\u00edlia, pode evitar frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Dificuldade de organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a psic\u00f3loga Aridin\u00e9a Vacchiano, as fam\u00edlias t\u00eam dificuldade em realizar o or\u00e7amento familiar por quest\u00f5es culturais. &#8220;A estabilidade da nossa moeda \u00e9 algo recente. At\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o se tinha o h\u00e1bito de pensar no futuro, pois n\u00e3o havia a garantia do retorno gerando uma ansiedade grande e uma necessidade de se tirar proveito m\u00e1ximo do momento presente&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Para a profissional, al\u00e9m do novo cen\u00e1rio econ\u00f4mico h\u00e1 a quest\u00e3o do consumismo, estimulado o tempo todo pela da m\u00eddia. Tal combina\u00e7\u00e3o n\u00e3o favorece a organiza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento familiar e tampouco o planejamento.<\/p>\n<p><strong>Frustra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A viagem t\u00e3o sonhada, o carro novo, a reforma da casa ou a compra de um eletr\u00f4nico. Nada disso foi poss\u00edvel de ser realizado, ou pior, at\u00e9 foi concretizado, mas, agora, a fam\u00edlia carrega dezenas de parcelas e vive com a corda no pesco\u00e7o, pois a renda da casa n\u00e3o d\u00e1 conta de pagar todas as d\u00edvidas. Situa\u00e7\u00f5es assim s\u00e3o frustrantes.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, a frustra\u00e7\u00e3o \u00e9 algo insuport\u00e1vel, pois o tempo todo nos dizem que podemos comprar na hora que queremos. O cr\u00e9dito est\u00e1 ao alcance de todos de maneira facilitada. As pessoas s\u00e3o criadas achando que podem tudo. Os pais querem dar tudo aos filhos&#8221;, afirma Maria Ang\u00e9lica, coordenadora de psicologia da Unisuam.<\/p>\n<p>Ang\u00e9lica chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, em geral, as pessoas sentem mais a frustra\u00e7\u00e3o quando percebem que n\u00e3o podem pagar as d\u00edvidas assumidas. &#8220;\u00c9 a d\u00edvida que gera o estresse, \u00e9 quando a pessoa se d\u00e1 conta dos exageros&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Motiva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>E \u00e9 justamente o estresse que pode se tornar um fator motivador. A pessoa vive uma tens\u00e3o e por meio dela busca solu\u00e7\u00f5es, motivos para reverter situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o confort\u00e1veis. Em geral, a palavra estresse carrega sentimentos negativos, mas sendo uma tens\u00e3o control\u00e1vel \u00e9 poss\u00edvel transformar a ansiedade e gerar mudan\u00e7a de comportamento.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com o universit\u00e1rio Paulo Renato Teixeira. &#8220;Sempre vi meu irm\u00e3o mais velho poupando e abrindo m\u00e3o de certas coisas para juntar dinheiro para comprar seu pr\u00f3prio carro. Quando ele fez 18 anos, comprou um. Eu n\u00e3o era assim. Torrava todo o dinheiro do est\u00e1gio e da mesada&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Renato dependia da boa vontade dos pais para poder sair de carro. &#8220;Quando me vi nessa situa\u00e7\u00e3o tive um misto de sentimentos: inveja, raiva e frustra\u00e7\u00e3o. Me senti infantil. Depois que assimilei a situa\u00e7\u00e3o resolvi mudar. Comecei a juntar e pensar nos gastos. Como o est\u00e1gio de engenharia remunera bem melhor que o da \u00e9poca da escola consegui juntar uma grana e dei uma boa entrada. Estou de carro, claro, com parcelas, mas a serem pagas em um prazo n\u00e3o muito longo&#8221;, conta orgulhoso.<\/p>\n<p>Mas para Aridin\u00e9a, o caso do estudante \u00e9 raro. A profissional acredita que a frustra\u00e7\u00e3o provoca uma cren\u00e7a negativa. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil uma pessoa vencer uma frustra\u00e7\u00e3o sozinha, pois ela passa a crer realmente que \u00e9 incapaz de conseguir. Com um acompanhamento profissional ser\u00e1 mais f\u00e1cil reprogramar esse sentimento, ficar\u00e1 mais f\u00e1cil para o paciente se enxergar sob outra \u00f3tica, mais positiva&#8221;, orienta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nNo <a href = \"http:\/\/www.previ.com.br\/portal\/page?_pageid=57,1898140&#038;_dad=portal&#038;_schema=PORTAL\" target = \"_news\"><b>previ.com.br<\/b><\/a><br \/>\nEnviada por Reynaldo Rabat Chame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do novo cen\u00e1rio econ\u00f4mico, no qual ganhamos poder de consumo, h\u00e1 a quest\u00e3o do est\u00edmulo generalizado pela m\u00eddia. A receita \u00e9 organizar o or\u00e7amento e planejar. Nos dias atuais, mal satisfazemos uma vontade, um desejo e j\u00e1 arrumamos outro. 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