{"id":23733,"date":"2011-09-07T07:35:15","date_gmt":"2011-09-07T10:35:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=23733"},"modified":"2011-09-07T07:41:55","modified_gmt":"2011-09-07T10:41:55","slug":"a-maconaria-e-a-independencia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/09\/07\/a-maconaria-e-a-independencia-do-brasil\/","title":{"rendered":"A MA\u00c7ONARIA E A INDEPEND\u00caNCIA DO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p><center><b>FATOS HIST\u00d3RICOS QUE N\u00c3O S\u00c3O NARRADOS NOS LIVROS DE HISTORIA.<\/b><\/center><\/p>\n<div id=\"attachment_23734\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Vener%C3%A1vel-Enio.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-23734\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-23734\" title=\"Vener\u00e1vel Enio\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Vener%C3%A1vel-Enio.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"267\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-23734\" class=\"wp-caption-text\">Enio Felipe Daud Lima, Vener\u00e1vel Mestre da Loja Ma\u00e7\u00f4nica Elias Ock\u00e9 (Ilh\u00e9us-Bahia).<\/p><\/div>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">1 &#8211; Os Prim\u00f3rdios da Ma\u00e7onaria no Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua institui\u00e7\u00e3o, logo a Ma\u00e7onaria penetrou em todo o continente europeu. Pela sua \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o Brasil, interessa-nos aqui o seu surgimento em Portugal. Foi ela introduzida em Portugal por um escoc\u00eas de nome Gordon. Fundaram-se duas Lojas. Uma foi imediatamente perseguida pela Inquisi\u00e7\u00e3o e cessou suas atividades. A outra resistiu at\u00e91743. No reinado de D. Jos\u00e9 I, um monarca liberal, que deixou o governo nas m\u00e3os do Marqu\u00eas de Pombal, a Ma\u00e7onaria ent\u00e3o trabalhou em paz. A situa\u00e7\u00e3o ficou tr\u00e1gica, quando subiu ao trono D. Maria I, em 1777. Os ma\u00e7ons foram perseguidos sem tr\u00e9gua. Acentuou-se a persegui\u00e7\u00e3o durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Muitos ma\u00e7ons se exilaram. Os que permaneceram em Portugal foram presos ou banidos. Restaram somente cinco Lojas em 1800, constitu\u00edda de ingleses e franceses, a quem o governo portugu\u00eas n\u00e3o ousou perseguir. Em 1802 foi eleito um Gr\u00e3o-Mestre. Em 1804, foi fundada a primeira Grande Loja. Em 1817, foi a Ma\u00e7onaria proibida em Portugal e nas suas col\u00f4nias. Essa era a situa\u00e7\u00e3o em Portugal.<br \/>\nNo Brasil, desde 1752, come\u00e7aram a surgir sociedades secretas, de car\u00e1ter pol\u00edtico e liter\u00e1rio. Embora n\u00e3o haja provas de que tais associa\u00e7\u00f5es fossem ma\u00e7\u00f4nicas, cr\u00ea-se que muitos de seus membros fossem ma\u00e7ons, iniciados na Europa. Entre estas associa\u00e7\u00f5es est\u00e3o a Associa\u00e7\u00e3o Liter\u00e1ria dos Seletos, formada no Rio, em 1752; a Academia Bras\u00edlica dos Renascidos, tamb\u00e9m em 1752, na Bahia; a Sociedade Liter\u00e1ria (1786-1794), no Rio. Finalmente em 1796, o Are\u00f3pago de Itamb\u00e9, em Pernambuco, centro de estudos onde se discutiam id\u00e9ias de liberdade e de emancipa\u00e7\u00e3o dos povos e que alcan\u00e7ou grande celebridade.<br \/>\nEm 1797, foi fundada na Bahia a Loja &#8220;Cavaleiros da Luz&#8221;, tida por muitos como ma\u00e7\u00f4nica, mas parece que, na verdade, era uma sociedade pol\u00edtica para propagar os ideais republicanos da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<br \/>\nO primeiro registro que se tem de uma Loja ma\u00e7\u00f4nica regular, no Brasil, data de 1800. Trata-se da Loja Uni\u00e3o, fundada em Niter\u00f3i. Tendo crescido rapidamente, transformou-se na Loja Reuni\u00e3o, em 1801, reconhecida pelo Grande Oriente da Ilha de Fran\u00e7a, subordinado ao Grande Oriente da Fran\u00e7a. Em 1802, ma\u00e7ons portugueses instalaram em Salvador a Loja Virtude e Raz\u00e3o. Em 1804, o Grande Oriente Lusitano funda no Rio as Lojas Const\u00e2ncia e Filantropia, que foram fechadas em 1806 por ordem do Conde dos Arcos, vice-rei do Brasil, que suspendeu todos os trabalhos ma\u00e7\u00f4nicos na Col\u00f4nia. Mencionam-se ainda nessa \u00e9poca, no Rio, as Lojas Benefic\u00eancia e S\u00e3o Jo\u00e3o de Bragan\u00e7a, tamb\u00e9m fechadas por ordem de D. Jo\u00e3o VI. Outras Lojas funcionaram naquele per\u00edodo, mas de exist\u00eancia t\u00e3o ef\u00eamera, que n\u00e3o mereceram registro. Seu membros, perseguidos pela pol\u00edcia, mudavam de lugar a cada sess\u00e3o, acabando por abandonarem as atividades ma\u00e7\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Em 1813, tr\u00eas Lojas em Salvador fundaram o Grande Oriente Brasileiro, tendo por Gr\u00e3o-Mestre Ant\u00f4nio Carlos Ribeiro de Andrada. A repress\u00e3o ao movimento revolucion\u00e1rio pernambucano de 1817 fez cessar seu funcionamento.<br \/>\nEntre 1809 e 1816, uma Grande Loja Provincial teria sido criada em Pernambuco, formada por cinco Lojas. Tinha cunho essencialmente pol\u00edtico e preparou a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana de 1817. Foi fechada pela repress\u00e3o.<br \/>\nEm 1815, foi fundada, no Rio, tamb\u00e9m com objetivo pol\u00edtico, a Loja Com\u00e9rcio e Artes, subordinando-se ao Grande Oriente Lusitano. Um de seus fundadores foi Joaquim Gon\u00e7alves Ledo, cujo prop\u00f3sito era organizar no Brasil a primeira Loja que seria um centro de propaganda das id\u00e9ias liberais da \u00e9poca. Importante frisar que, na \u00e9poca, tamb\u00e9m eram proibidos os partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Com a eclos\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana em 1817, severamente reprimida e em que foram executados muitos patriotas brasileiros D. Jo\u00e3o VI expediu Alvar\u00e1em 1818, que declarava criminosas e proibidas todas e quaisquer sociedades secretas e determinava pena de morte a seus integrantes e aos que participassem de suas atividades. O alvo era a Ma\u00e7onaria. Entretanto, v\u00e1rios ma\u00e7ons brasileiros, correndo os riscos inerentes, continuaram seu trabalho pol\u00edtico em outros locais, sob a capa de sociedades recreativas e culturais. Exemplo disso foi o Clube Recreativo e Cultural da Velha Guarda, fundado por Joaquim Gon\u00e7alves Ledo. Tamb\u00e9m, com o mesmo objetivo, fundou Jos\u00e9 Joaquim da Rocha, em sua pr\u00f3pria casa, o Clube da Resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Com essa a situa\u00e7\u00e3o da Ma\u00e7onaria brasileira, \u00e0s v\u00e9speras do retorno de D. Jo\u00e3o VI a Portugal: fora da lei, funcionando clandestinamente, em locais improvisados, disfar\u00e7ada em Clubes e Associa\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter cultural e recreativo.<\/p>\n<p>V\u00ea-se aqui que pertencer \u00e0 Ma\u00e7onaria nos reinos e dom\u00ednios da Coroa Portuguesa, na \u00e9poca que antecede \u00e0 Independ\u00eancia, n\u00e3o era algo muito f\u00e1cil. Uma declara\u00e7\u00e3o do Intendente de Pol\u00edcia no reinado de D. Maria I reitera isto, confessou ele em certa ocasi\u00e3o: &#8220;&#8230; Desde 1788 combati com vigor o estabelecimento dos franco-ma\u00e7ons neste reino&#8230;os membros desta associa\u00e7\u00e3o infame pertencem a todas as classes da sociedade. As nossas medidas rigorosas reprimiram uns, fizeram abjurar outros e os relapsos foram sentenciados&#8221;..<\/p>\n<p>Assim eram considerados os ma\u00e7ons, naquela \u00e9poca: verdadeiros subversivos, tanto em Portugal como no Brasil.<br \/>\n<span style=\"text-decoration: underline;\">A volta de D. Jo\u00e3o VI para Portugal, em abril de 1821, permitiu a reorganiza\u00e7\u00e3o da Ma\u00e7onaria no Brasil, sob a dire\u00e7\u00e3o de Joaquim Gon\u00e7alves Ledo. A Loja Com\u00e9rcio e Artes foi reaberta ainda em 1821, tendo por obedi\u00eancia o Grande Oriente de Portugal. Pesava ainda, por\u00e9m, sobre os ma\u00e7ons, o Alvar\u00e1 de 1818. Era necess\u00e1rio revog\u00e1-lo. At\u00e9 l\u00e1 bastava que a Ma\u00e7onaria fosse consentida e que membros do governo fossem se comprometendo com ela. Entretanto, como a Ma\u00e7onaria vinha lutando e, ent\u00e3o, mais do que nunca, pela independ\u00eancia do Brasil, era necess\u00e1rio que adquirisse autonomia com a funda\u00e7\u00e3o de uma Obedi\u00eancia pr\u00f3pria, separada da portuguesa.<\/span><\/p>\n<p>Em princ\u00edpios de 1822, a Loja Com\u00e9rcio e Artes tinha em seu quadro 94 membros, n\u00famero mais que suficiente para se desdobrar em mais duas outras Lojas e assim formar uma Obedi\u00eancia Ma\u00e7\u00f4nica brasileira. Foi o que se fez. Criadas mais duas Lojas: a Uni\u00e3o e Tranq\u00fcilidade e a Esperan\u00e7a de Niter\u00f3i, foi fundado em 17 de junho de 1822 o Grande Oriente Brasiliano. Foram eleitos por aclama\u00e7\u00e3o, como Gr\u00e3o-Mestre, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva; Gr\u00e3o-Mestre Adjunto, o Marechal Joaquim de Oliveira \u00c1lvares, Primeiro Grande Vigilante, Joaquim Gon\u00e7alves Ledo e o Padre Janu\u00e1rio da Cunha Barbosa como Grande Orador.<\/p>\n<p>Uma vez fundado o Grande Oriente Brasiliano, o Brasil se preparava para a arrancada final que o conduziria \u00e0 Independ\u00eancia.<br \/>\nCabem aqui dois pequenos destaques: (1) O GOB fundado nesta ocasi\u00e3o \u00e9 nomeado em diferentes textos de v\u00e1rias formas, em alguns casos \u00e9chamado de Grande Oriente do Brasiliano, em outros a palavra Brasiliano \u00e9 substitu\u00edda por Bras\u00edlico, do Brasil e Brasileiro; (2) O Grande Oriente Brasiliano foi a primeira pot\u00eancia ma\u00e7\u00f4nica a ser instalada na Am\u00e9rica Latina, seguido em curtos intervalos pelas col\u00f4nias espanholas.<br \/>\n<strong><span style=\"text-decoration: underline;\">2 &#8211; Expoentes Ma\u00e7ons da Independ\u00eancia.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A Independ\u00eancia foi feita por muitos, nem todos eles eram ma\u00e7ons, mas certamente a ordem ma\u00e7\u00f4nica contribuiu de maneira intensa e de forma muito qualitativa para a forma\u00e7\u00e3o do quadro daqueles que levaram a contento este importante feito.<\/p>\n<p>\u00c0 frente do movimento, agindo de maneira en\u00e9rgica e participativa, achavam-se muitos Pedreiros Livres de primeira hora, s\u00e3o citados freq\u00fcentemente nos livros de hist\u00f3ria os nomes de Jos\u00e9 Clemente Pereira, C\u00f4nego Janu\u00e1rio da Cunha Barbosa, Jos\u00e9 Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho Jacinto Furtado de Mendon\u00e7a, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.<\/p>\n<p>No entanto, estes nomes mencionados n\u00e3o incluem os daqueles que foram realmente os grandes arquitetos do Sete de Setembro. Estes s\u00e3o dois e respondiam por Joaquim Gon\u00e7alves Ledo e Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva.<br \/>\nEstes dois homens lideraram os ma\u00e7ons divergindo principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como a Independ\u00eancia deveria ser conduzida. Havia, sem sombra de d\u00favida, uma luta ideol\u00f3gica entre os grupos de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e de Ledo. Enquanto o primeiro defendia a independ\u00eancia dentro de uma uni\u00e3o bras\u00edlico-lusa perfeitamente exeq\u00fc\u00edvel o segundo pretendia o rompimento total com a metr\u00f3pole portuguesa, o que poderia tornar dif\u00edcil atransi\u00e7\u00e3o para pa\u00eds independente. E essa luta n\u00e3o era limitada, evidentemente, \u00e0s paredes das lojas ma\u00e7\u00f4nicas, assumindo car\u00e1ter p\u00fablico e se estendendo, inclusive, atrav\u00e9s da imprensa.<br \/>\nEmbora ambos os grupos sempre tenha trabalhado pelo objetivo principal, a disputa entre eles persistiu por t\u00e3o per\u00edodo longo que, ap\u00f3s a Independ\u00eancia, face aos conflitos, D. Pedro mandou, como Gr\u00e3o Mestre e como imperador, que o Grande Oriente fosse fechado. S\u00f3 em 1831 \u00e9 que a Ma\u00e7onaria renasceria no pa\u00eds depois da abdica\u00e7\u00e3o de D. Pedro atrav\u00e9s de dois grandes troncos: o Grande Oriente Brasileiro, que desapareceria cerca de trinta anos depois e o Grande Oriente do Brasil.<br \/>\nPassamos agora a um breve relato biogr\u00e1fico destes dois grandes ma\u00e7ons:<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Joaquim Gon\u00e7alves Ledo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Gon\u00e7alves Ledo nasceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1781. Em 1795, foi para Portugal, onde ingressou na Universidade de Coimbra para estudar Direito. Com a morte do pai, interrompeu o curso, retornando ao Brasil em 1808. Liberal e constitucionalista, sonhava com a liberta\u00e7\u00e3o do Brasil, nos moldes dos princ\u00edpios adotados pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Aqui no Brasil continuou a estudar, tendo desenvolvido seus conhecimentos na ci\u00eancia jur\u00eddica a tal ponto que chegou a ser advogado de sucesso. Era orador vibrante e eloq\u00fcente. Teve atua\u00e7\u00e3o firme, destemida e inteligente na condu\u00e7\u00e3o e envolvimento da Ma\u00e7onaria na prepara\u00e7\u00e3o e consecu\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia.<br \/>\nAlguns fatos de destaque em sua vida:<\/p>\n<p>\u00b7 Juntamente com o Padre Janu\u00e1rio da Cunha Barbosa, um m\u00eas ap\u00f3s a reabertura da Loja Com\u00e9rcio e Artes, fundou o jornal &#8220;Rev\u00e9rbero Constitucional Fluminense&#8221; para divulgar as id\u00e9ias liberais e libert\u00e1rias. Foi este o \u00f3rg\u00e3o doutrin\u00e1rio da Independ\u00eancia brasileira;<\/p>\n<p>\u00b7 Quando da funda\u00e7\u00e3o do Grande Oriente Brasiliano foi eleito por aclama\u00e7\u00e3o Primeiro Grande Vigilante, juntamente, com o Gr\u00e3o-Mestre, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva;\u00b7 Em conjunto com Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e seus irm\u00e3os Ant\u00f4nio Carlos e Martim Francisco, todos ma\u00e7ons e amigos de D.Pedro, foram os principais articuladores do ingresso deste na Ma\u00e7onaria;\u00b7 Em 20 de maio de 1822 dirigiu ao Pr\u00edncipe a seguinte exorta\u00e7\u00e3o: &#8220;Quando uma na\u00e7\u00e3o muda seu modo de existir e pensar, n\u00e3o pode, nem deve tornar a ser governada como era antes da mudan\u00e7a. O Brasil, elevado \u00e0 categoria de reino, reconhecido por todas as pot\u00eancias (&#8230;), tem inquestion\u00e1vel jus a reempossar-se da por\u00e7\u00e3o de soberania que lhe compete, porque o estabelecimento da ordem constitucional \u00e9 um neg\u00f3cio privativo de cada povo. &#8220;A natureza n\u00e3o formou sat\u00e9lites maiores que os seus planetas. A Am\u00e9rica deve pertencer \u00e0 Am\u00e9rica, a Europa \u00e0Europa; porque n\u00e3o debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas espa\u00e7o imenso que as separa. O momento para estabelecer-se um perdur\u00e1vel sistema, e ligar todas as partes do nosso grande todo, \u00e9 este. Desprez\u00e1-lo \u00e9insultar a Divindade, em cujos decretos ele foi marcado, e por cuja lei apareceu na cadeia do presente. &#8220;Tu j\u00e1 conheces os bens e os males que te esperam e \u00e0 tua prosperidade&#8230; Queres? ou n\u00e3o queres? Resolve, Senhor&#8221;.<br \/>\n\u00b7 No dia 1 de agosto de 1822 envia a D.Pedro o seguinte manifesto: &#8220;N\u00e3o temais as Na\u00e7\u00f5es Estrangeiras: a Europa que reconheceu a Independ\u00eancia dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, e ficou neutra na luta das col\u00f4nias espanholas, n\u00e3o pode deixar de reconhecer a do Brasil, que com tanta justi\u00e7a e tantos meios, e recursos, procura tamb\u00e9m entrar na grande fam\u00edlia das Na\u00e7\u00f5es. Do Amazonas ao Prata n\u00e3o retumbe outro eco, que n\u00e3o seja de Independ\u00eancia. Formem todas as nossas prov\u00edncias o feixe misterioso, que nenhuma for\u00e7a pode quebrar&#8221;.<\/p>\n<p>\u00b7 Ignorando o que havia se passado no Ipiranga em 7 de setembro, pois de S\u00e3o Paulo ao Rio gastavam-se cinco dias, o Grande Oriente Brasiliano, em sua 14\u00aa Sess\u00e3o, realizada no dia 9 de setembro de 1822 (20\u00ba dia do 6\u00ba m\u00eas), e n\u00e3o 20 de agosto, presidida por Joaquim Gon\u00e7alves Ledo, aprovou por unanimidade a mo\u00e7\u00e3o deste que exigia que fosse proclamada nossa Independ\u00eancia.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, como Ministro do Reino, foi a figura principal do Gabinete do Pr\u00edncipe Regente, D. Pedro. Foi o primeiro brasileiro a ocupar um Minist\u00e9rio. Tinha 59 anos ent\u00e3o. Nascido em Santos, foi educado em Coimbra, onde se tornou professor de sua famosa universidade e secret\u00e1rio da Academia de Ci\u00eancias de Lisboa. Respeitado nos c\u00edrculos cultos da Europa, havia viajado por quase todos os pa\u00edses do Velho Continente e mantinha rela\u00e7\u00f5es pessoais com seus mais not\u00e1veis cientistas. Era poderosa sua influ\u00eancia sobre o Pr\u00edncipe D. Pedro e a Princesa Dona Leopoldina.<br \/>\nEmbora n\u00e3o fosse t\u00e3o virulento e manifesto quanto o era Gon\u00e7alves Ledo, v\u00e1rios fatos hist\u00f3ricos justificam plenamente o t\u00edtulo de Patriarca da Independ\u00eancia com o qual Bonif\u00e1cio \u00e9 lembrado. Os acontecimentos de 07 de setembro de 1822 foram, comprovadamente, premeditados e conduzidos por Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. Em suas Mem\u00f3rias, Ant\u00f4nio de Menezes Vasconcellos Drumond, emiss\u00e1rio da Ma\u00e7onaria nas prov\u00edncias de Pernambuco e da Bahia relata detalhadamente os acontecimentos que precederam o Grito do Ipiranga e como Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio os havia conduzido.<br \/>\nCitaremos a seguir alguns dos fatos entre os in\u00fameros que contaram com a participa\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio:<\/p>\n<p>\u00b7 Foi o primeiro Gr\u00e3o-Mestre do Grande Oriente Brasiliano eleito por aclama\u00e7\u00e3o na data de sua funda\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u00b7 Foi o propositor da inicia\u00e7\u00e3o do Pr\u00edncipe Regente;<br \/>\n\u00b7 No epis\u00f3dio do Fico, escreve uma vigorosa representa\u00e7\u00e3o conclamando D.Pedro a permanecer no Brasil. Nesta \u00e9 poss\u00edvel ler: V. Alteza Real deve ficar no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, n\u00e3o s\u00f3 para o nosso bem geral, mas at\u00e9 para a independ\u00eancia e prosperidade futura do mesmo. Se V. Alteza Real estiver (o que n\u00e3o \u00e9 cr\u00edvel) deslumbrado pelo indecoroso decreto de 29 de setembro, al\u00e9m de perder para o mundo a dignidade de homem e de pr\u00edncipe, tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, ter\u00e1 que responder, perante o c\u00e9u, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua aus\u00eancia&#8230;.<br \/>\n\u00b7 Assim como Gon\u00e7alves Ledo, \u00e0s v\u00e9speras da Independ\u00eancia, Bonif\u00e1cio encaminha um manifesto a D. Pedro. Neste ressalta sem nenhuma inibi\u00e7\u00e3o a revolta brasileira contra o que houve de mais opressivo nos tr\u00eas s\u00e9culos de domina\u00e7\u00e3o colonial. Convidava todas as na\u00e7\u00f5es amigas do Brasil a continuarem a manter com este as mesmas rela\u00e7\u00f5es de m\u00fatuo interesse e amizade. O Brasil estava pronto a receber os seus ministros e agentes diplom\u00e1ticos e a enviar-lhes os seus.<br \/>\n\u00b7 Os documentos enviados por Bonif\u00e1cio a D.Pedro e que o alcan\u00e7aram na colina do Ipiranga eram: carta de D. Jo\u00e3o a seu filho, carta da princesa D. Leopoldina, carta de Chamberlain, agente secreto do pr\u00edncipe, instru\u00e7\u00f5es das Cortes, exigindo o imediato regresso do pr\u00edncipe e a pris\u00e3o e processo de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio j\u00e1que era o personagem mais importante do movimento emancipador e carta do pr\u00f3prio Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, onde \u00e0 sua maneira viril, ele dizia:<br \/>\nSenhor, as Cortes ordenaram a minha pris\u00e3o por minha obedi\u00eancia a V. Alteza. E no seu \u00f3dio imenso de persegui\u00e7\u00e3o atingiriam tamb\u00e9m aquele que se preza em o servir com lealdade e dedica\u00e7\u00e3o do mais fiel amigo e s\u00fabdito. O momento n\u00e3o comporta mais delongas ou condescend\u00eancias. A revolu\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 preparada para o dia de sua partida. Si parte, temos a revolu\u00e7\u00e3o do Brasil contra Portugal e Portugal atualmente n\u00e3o tem recursos para subjugar um levante, que \u00e9 preparado ocultamente para n\u00e3o dizer quase visivelmente. Si fica, tem V. Alteza contra si o povo de Portugal, a vingan\u00e7a das Cortes, que direi?! At\u00e9 a deserda\u00e7\u00e3o, que dizem j\u00e1 estar combinada. Ministro fiel que arrisquei tudo por minha P\u00e1tria e pelo meu Pr\u00edncipe, servo obedientissimo do Senhor D. Jo\u00e3o VI, que as Cortes tem na mais detest\u00e1vel coa\u00e7\u00e3o, eu, como Ministro, aconselho a V. Alteza que fique e fa\u00e7a do Brasil um reino feliz, separado de Portugal, que \u00e9 hoje escravo das Cortes desp\u00f3ticas. Senhor, ningu\u00e9m maisdo que sua esposa, deseja sua felicidade e ela lhe diz em carta que com esta ser\u00e1 entregue, que V. Alteza deve ficar e fazer a felicidade do povo brasileiro, que o deseja como seu soberano, sem liga\u00e7\u00f5es e obedi\u00eancias \u00e1s desp\u00f3ticas Cortes portuguesas, que querem a escravid\u00e3o do Brasil e a humilha\u00e7\u00e3o do seu adorado Pr\u00edncipe Regente. Fique, \u00e9 o que todos pedem ao Magn\u00e2nimo Pr\u00edncipe que \u00e9 V. Alteza, para orgulho e felicidade do Brasil. E si n\u00e3o ficar correr\u00e3o rios de sangue nesta grande nobre terra, t\u00e3o querida do seu Real Pai, que j\u00e1 n\u00e3o governa em Portugal, pela opress\u00e3o das Cortes; nesta terra que tanto estima V. Alteza e a quem tanto V. Alteza estima. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva .<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Os Fatos:<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O processo hist\u00f3rico que conduziu ao movimento \u00e0 Independ\u00eancia n\u00e3o foi curto. Na realidade uma longa s\u00e9rie de eventos conduziu a este desfecho, sendo que em muitos deles houve a intensa participa\u00e7\u00e3o ma\u00e7\u00f4nica j\u00e1 mencionada nos itens anteriores deste texto. De maneira extremamente sint\u00e9tica reproduziremos aqui esta linha do tempo.<\/p>\n<p>\u00b7 1789: Inconfid\u00eancia Mineira, movimento impregnado pelas id\u00e9ias liberais da \u00e9poca e de franca hostilidade \u00e0 administra\u00e7\u00e3o lusitana e seus m\u00e9todos.<br \/>\n\u00b7 1798: Conjura\u00e7\u00e3o Baiana ou a Revolta dos Alfaiates, sob a influ\u00eancia da loja Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou tamb\u00e9m com uma ativa participa\u00e7\u00e3o de camadas populares e tinha ideais republicanos e abolicionistas.<br \/>\n\u00b7 1808: D. Jo\u00e3o e toda fam\u00edlia real refugiam-se no Brasil em decorr\u00eancia da invas\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o de Portugal por tropas francesas;<br \/>\n\u00b7 1808: D. Jo\u00e3o assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monop\u00f3lio portugu\u00eas sobre o com\u00e9rcio brasileiro. O Brasil come\u00e7a a adquirir condi\u00e7\u00f5es para ter uma vida pol\u00edtica independente de Portugal.<br \/>\n\u00b7 1810: Ocorre a expuls\u00e3o dos franceses por tropas inglesas, que passam a governar Portugal com o consentimento de D. Jo\u00e3o.<br \/>\n\u00b7 1815: D. Jo\u00e3o, adotando medidas progressistas, p\u00f5e fim na situa\u00e7\u00e3o colonial do Brasil, criando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, irritando sobremaneira os portugueses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00b7 1817- Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana: movimento de inspira\u00e7\u00e3o nitidamente ma\u00e7\u00f4nica e republicana. Triunfante, a princ\u00edpio, foi logo subjugado. Foi chamada a Revolu\u00e7\u00e3o dos Padres, pois nela estiveram envolvidos aproximadamente setenta cl\u00e9rigos, muitos deles ma\u00e7ons.<br \/>\n\u00b71818- D. Jo\u00e3o VI declara criminosas e proibidas todas e quaisquer sociedades secretas.<br \/>\n\u00b7 1820: Cansados da domina\u00e7\u00e3o e da decad\u00eancia econ\u00f4mica do pa\u00eds, os portugueses iniciam uma revolu\u00e7\u00e3o na cidade do Porto culminando com a expuls\u00e3o dos ingleses. Estabelecem um governo tempor\u00e1rio, adotam uma Constitui\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria e imp\u00f5em s\u00e9rias exig\u00eancias a D. Jo\u00e3o ou sejam:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Aceita\u00e7\u00e3o da constituinte elaborada pelas cortes;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Nomea\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio e cargos p\u00fablicos;<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>Sua volta imediata para Portugal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n\u00b722 de Abril de 1821: o Pr\u00edncipe Herdeiro \u00e9nomeado Regente do Brasil;<br \/>\n\u00b7 26 de abril de 1821: Com receio de perder o trono e sem outra alternativa, em face das exig\u00eancias da Corte, D. Jo\u00e3o VI regressa a Portugal;<br \/>\n\u00b7 Abril de 1821- A volta de D. Jo\u00e3o VI para Portugal permitiu a reorganiza\u00e7\u00e3o da Ma\u00e7onaria no Brasil, sob a dire\u00e7\u00e3o de Joaquim Gon\u00e7alves Ledo.<br \/>\n\u00b7 1821: Dois decretos das Cortes Gerais portuguesas, s\u00e3o editados na tentativa de submeter e inibir os movimentos no Brasil. Um reduzia o Brasil da posi\u00e7\u00e3o de Reino Unido \u00e0 antiga condi\u00e7\u00e3o de col\u00f4nia; o outro, considerando a perman\u00eancia de D. Pedro desnecess\u00e1ria em nossa terra, decretava a sua volta imediata.<br \/>\n\u00b7 11 de setembro de 1821: Surge o jornal, &#8220;Rev\u00e9rbero Constitucional Fluminense&#8221;, redigido por Gon\u00e7alves Ledo e pelo C\u00f4nego Janu\u00e1rio, que teve grande influ\u00eancia no movimento libertador;<br \/>\n24 de dezembro de 1821: \u00e9 redigida a representa\u00e7\u00e3o dos paulistas pelo Ma\u00e7om Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva, incitando D.Pedro a ficar no Brasil;<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">O Ano de 1822<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u00b7 9 de janeiro de 1822: Dia do Fico, quando, depois de considerar as manifesta\u00e7\u00f5es, o Pr\u00edncipe responde: &#8220;estou pronto, diga ao povo que fico&#8221;. Este epis\u00f3dio, marcou a primeira ades\u00e3o p\u00fablica de D. Pedro a uma causa brasileira.<br \/>\n\u00b7 16 de janeiro: Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio foi nomeado Ministro do Pr\u00edncipe Regente D.Pedro.<br \/>\n\u00b7 14 de maio: o t\u00edtulo oferecido ao Pr\u00edncipe de &#8220;Defensor Perp\u00e9tuo do Brasil&#8221;;<br \/>\n\u00b7 20 de maio: Gon\u00e7alves Ledo dirigiu ao Pr\u00edncipe uma e exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 Independ\u00eancia;<br \/>\n\u00b7 maio de 1822: Aconselhado pelo ent\u00e3o seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, D. Pedro assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o qual s\u00f3 vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do pr\u00edncipe regente;<br \/>\n\u00b7 2 de junho de 1822: Em audi\u00eancia com D. Pedro, o Irm\u00e3o Jos\u00e9 Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Ma\u00e7ons Joaquim Gon\u00e7alves Ledo e Janu\u00e1rio Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. Jo\u00e3o VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembl\u00e9ia Constituinte para elaborar uma Constitui\u00e7\u00e3o mais adequada ao Brasil. Era outro passo importante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia;<br \/>\n\u00b7 17 de junho de 1822: a Loja Ma\u00e7\u00f4nica &#8220;Com\u00e9rcio e Artes na Idade do Ouro&#8221; resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro. O que leva \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do &#8220;Grande Oriente Bras\u00edlico ou Brasiliano&#8221;;<br \/>\n\u00b7 29 de julho: passa a ser editado o jornal &#8220;Regulador Bras\u00edlico-Luso&#8221;, depois denominado, &#8220;Regulador Brasileiro&#8221;, redigido pelo Frei Sampaio, que marcou tamb\u00e9m sua presen\u00e7a e atua\u00e7\u00e3o no movimento emancipador brasileiro;<br \/>\n\u00b7 1 de agosto: Lan\u00e7ado o Manifesto de Gon\u00e7alves Ledo;<\/p>\n<p>\u00b7 2 de agosto: por proposta de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, \u00e9 Iniciado o Pr\u00edncipe Regente, D. Pedro, adotando o nome hist\u00f3rico de Guatimozim (ultimo imperador Asteca morto em confronto com os colonizadores), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja &#8220;Com\u00e9rcio e Artes&#8221;;<\/p>\n<p>\u00b7 5 de agosto: por proposta de Joaquim Gon\u00e7alves Ledo, que ocupava a presid\u00eancia dos trabalhos, foi aprovada a Exalta\u00e7\u00e3o ao Grau de Mestre Ma\u00e7om. Portanto foi j\u00e1 sendo Ma\u00e7om que o Pr\u00edncipe, no mesmo m\u00eas de agosto de 1822 , tomou a medida mais dura em rela\u00e7\u00e3o a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.<br \/>\n\u00b76 de agosto: Lan\u00e7ado o Manifesto de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio;<\/p>\n<p>\u00b714 de agosto: D. Pedro, acompanhado de pequena comitiva, viaja para S\u00e3o Paulo com o prop\u00f3sito de apaziguar os descontentes em S\u00e3o Paulo, aonde chega a 25 e \u00e9recebido com grandes pompas.<br \/>\n\u00b7 5 de setembro: D.Pedro de S\u00e3o Paulo se dirige para Santos, de onde regressou na madrugada de 7 de setembro. Encontrava-se na colina do Ipiranga, \u00e0s margens de um riacho, quando recebe as cartas enviadas pelo seu primeiro ministro Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. D. Pedro, ap\u00f3s tomar conhecimento dos conte\u00fados das cartas e das not\u00edcias trazidas pelos emiss\u00e1rios, pronunciou as seguintes palavras: &#8220;As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Ver\u00e3o agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante est\u00e3o quebradas as nossas rela\u00e7\u00f5es; nada mais quero do governo portugu\u00eas e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FATOS HIST\u00d3RICOS QUE N\u00c3O S\u00c3O NARRADOS NOS LIVROS DE HISTORIA. 1 &#8211; Os Prim\u00f3rdios da Ma\u00e7onaria no Brasil Ap\u00f3s sua institui\u00e7\u00e3o, logo a Ma\u00e7onaria penetrou em todo o continente europeu. Pela sua \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com o Brasil, interessa-nos aqui o seu surgimento em Portugal. Foi ela introduzida em Portugal por um escoc\u00eas de nome Gordon. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23733"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23943,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23733\/revisions\/23943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}