{"id":23896,"date":"2011-09-09T19:23:09","date_gmt":"2011-09-09T22:23:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=23896"},"modified":"2011-09-09T19:23:09","modified_gmt":"2011-09-09T22:23:09","slug":"parabens-a-todos-da-imprensa-10-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/09\/09\/parabens-a-todos-da-imprensa-10-de-setembro\/","title":{"rendered":"PARAB\u00c9NS A TODOS DA IMPRENSA &#8211; 10 DE SETEMBRO"},"content":{"rendered":"<p>De: Emeson <emersonadvogado @hotmail.com><br \/>\nAssunto: PARAB\u00c9NS A TODOS DA IMPRENSA &#8211; 10 DE SETEMBRO<\/p>\n<p>Corpo da mensagem:<br \/>\nQue seria do mundo sem os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, falada ou escrita? Como seriam informados os bilh\u00f5es de habitantes do planeta?<\/p>\n<p>Al\u00e9m da finalidade de transmitir not\u00edcias, a imprensa tem um papel muito importanteque \u00e9 a defesa dos direitos humanos, denunciando as injusti\u00e7as que acontecem ou podem acontecer. A imprensa \u00e9 a maior garantia de defesa da liberdade com que conta o cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>O primeiro jornal editado no Brasil foi a Gazeta do Rio de Janeiro que come\u00e7ou a circular em 10 de setembro de 1808. Por isso, o dia 10 de setembro foi consagrado como o Dia da Imprensa.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria da Imprensa no Brasil<\/p>\n<p>At\u00e9 a chegada da Fam\u00edlia Real Portuguesa ao Brasil, era proibida toda e qualquer atividade de imprensa \u2014 fosse a publica\u00e7\u00e3o de jornais, livros ou panfletos. Esta era uma peculiaridade da Am\u00e9rica Portuguesa, pois nas demais col\u00f4nias europ\u00e9ias no continente a imprensa se fazia presente desde o s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A imprensa brasileira nasceu oficialmente no Rio de Janeiro em 10 de setembro de 1808, com a cria\u00e7\u00e3o da Gazeta do Rio de Janeiro, \u00f3rg\u00e3o oficial do governo portugu\u00eas que tinha se refugiado na col\u00f4nia americana. Pouco antes no mesmo ano, por\u00e9m, o exilado Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa lan\u00e7ava, de Londres, o Correio Brasiliense (com S), o primeiro jornal brasileiro \u2014 ainda que fora do Brasil. Enquanto o jornal oficial relatava &#8220;o estado de sa\u00fade de todos os pr\u00edncipes da Europa, (&#8230;) natal\u00edcios, odes e paneg\u00edricos da fam\u00edlia reinante&#8221;, o do exilado fazia pol\u00edtica. Embora (diferentemente do que muito se divulga) n\u00e3o pregasse a independ\u00eancia do Brasil, e tivesse um posicionamento pol\u00edtico por vezes conservador, o Correio Brasiliense foi criado para atacar &#8220;os defeitos da administra\u00e7\u00e3o do Brasil&#8221;, nas palavras de seu pr\u00f3prio criador, e admitia ter car\u00e1ter &#8220;doutrin\u00e1rio muito mais do que informativo&#8221;.<\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa (chegaram inclusive a destruir m\u00e1quinas tipogr\u00e1ficas) e a censura pr\u00e9via (estabelecida antes mesmo de sair a primeira edi\u00e7\u00e3o da Gazeta) encontravam justificativa no fato de que a regra geral da imprensa de ent\u00e3o n\u00e3o era o que se conhece hoje como notici\u00e1rio, e sim como doutrin\u00e1rio, capaz de &#8220;pesar na opini\u00e3o p\u00fablica&#8221;, como pretendia o Correio Brasiliense, e difundir suas id\u00e9ias entre os formadores de opini\u00e3o \u2014 propaganda ideol\u00f3gica, afinal.<\/p>\n<p>A censura \u00e0 imprensa acabou em 1827, ainda no Primeiro Reinado. A pr\u00f3pria personalidade de D. Pedro II, avessa a persegui\u00e7\u00f5es, garantia um clima de ampla liberdade de express\u00e3o \u2014 em n\u00edvel n\u00e3o conhecido por nenhuma rep\u00fablica latino-americana, gra\u00e7as aos caudilhos autorit\u00e1rios que l\u00e1 se alternavam. A liberdade de imprensa j\u00e1 era garantida mesmo pela Constitui\u00e7\u00e3o outorgada de 1824. Escreve Bernardo Joffily: &#8220;Cada corrente tem seu porta-voz&#8221;, mas, ainda assim, &#8220;h\u00e1 \u00f3rg\u00e3os apol\u00edticos: o Di\u00e1rio do Rio de Janeiro (1\u00ba di\u00e1rio do Pa\u00eds, 1821-1878) nem noticia o Grito do Ipiranga. Mas a regra \u00e9 a imprensa engajada, doutrin\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p>O franc\u00eas Max Leclerc, que foi ao Brasil como correspondente para cobrir o in\u00edcio do regime republicano, assim descreveu o cen\u00e1rio jornal\u00edstico de 1889:<\/p>\n<p>&#8220;A imprensa no Brasil \u00e9 um reflexo fiel do estado social nascido do governo paterno e an\u00e1rquico de D. Pedro II: por um lado, alguns grandes jornais muito pr\u00f3speros, providos de uma organiza\u00e7\u00e3o material poderosa e aperfei\u00e7oada, vivendo principalmente de publicidade, organizados em suma e antes de tudo como uma empresa comercial e visando mais penetrar em todos os meios e estender o c\u00edrculo de seus leitores para aumentar o valor de sua publicidade, a empregar sua influ\u00eancia na orienta\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica. (&#8230;) Em torno deles, a multid\u00e3o multicor de jornais de partidos que, longe de ser bons neg\u00f3cios, vivem de subven\u00e7\u00f5es desses partidos, de um grupo ou de um pol\u00edtico e s\u00f3 s\u00e3o lidos se o homem que os ap\u00f3ia est\u00e1 em evid\u00eancia ou \u00e9 tem\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p>De fato, os jornais de partidos, ou espontaneamente criados e mantidos por militantes, carecem de organiza\u00e7\u00e3o institucional e de profissionalismo jornal\u00edstico. Nos tempos de maior exalta\u00e7\u00e3o na campanha republicana (1870-1878 e 1886-1889), surgem dezenas de jornais (que n\u00e3o passam de quatro p\u00e1ginas cada) ef\u00eameros, sem durar mais que alguns meses.<\/p>\n<p>Entre os jornais cariocas da \u00e9poca imperial estavam, em primeiro grau de import\u00e2ncia, a Gazeta de Noticias e O Paiz, os maiores de ent\u00e3o e os que sobreviveram mais tempo, at\u00e9 a Era Vargas. Os demais foram o Diario de Noticias, o Correio do Povo, a Cidade do Rio, o Diario do Commercio, a Tribuna Liberal, alguns jornais anteriores a 1889, mas de fort\u00edssima campanha republicana, como A Republica, e as revistas de caricatura e s\u00e1tira: a Revista Illustrada, O Mequetrefe, O Mosquito e O Bezouro. Outros ainda eram o Jornal do Commercio e a Gazeta da Tarde.<\/p>\n<p>O caricaturista, ilustrador, jornalista \u00c2ngelo Agostini est\u00e1 entre as maiores personalidades da imprensa brasileira. Numa \u00e9poca em que a fotografia ainda era rara \u2014 e cara \u2014 o ilustrador tem o poder ineg\u00e1vel de construir o imagin\u00e1rio visual da sociedade. Assim, o &#8220;Imperador Cabe\u00e7a-de-Caju&#8221; ou o primeiro-ministro gorducho com ar de soberbo s\u00e3o o que a popula\u00e7\u00e3o \u2014 e a\u00ed, mesmo a massa analfabeta entra \u2014 vai consumir e por onde vai se pautar. Ali criou-se uma iconografia simb\u00f3lica da pol\u00edtica no final do Imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>A Revista Illustrada realmente era inovadora. As ilustra\u00e7\u00f5es litografadas almejavam ao perfeccionismo e ao mesmo tempo \u00e0 expressividade. Inova a Revista tamb\u00e9m por uma diagrama\u00e7\u00e3o &#8220;interativa&#8221;, com ilustra\u00e7\u00f5es sobre o cabe\u00e7alho, moldura, etc.. Sa\u00eda semanalmente e tinha distribui\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Nos 22 anos cont\u00ednuos em que foi publicada, a Revista Illustrada entranhou-se no cotidiano nacional (Cf. Werneck Sodr\u00e9) e inspirou uma gera\u00e7\u00e3o de magazines sat\u00edricas. Embora um pouco anteriores, fazem parte da mesma safra: O Mosquito, O Besouro (ambos de Bordalo Pinheiro, imigrante portugu\u00eas, amigo de Agostini) e O Mequetrefe.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEsta mensagem foi enviada atrav\u00e9s do formul\u00e1rio de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1<br \/>\n<\/emersonadvogado><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De: Emeson Assunto: PARAB\u00c9NS A TODOS DA IMPRENSA &#8211; 10 DE SETEMBRO Corpo da mensagem: Que seria do mundo sem os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, falada ou escrita? Como seriam informados os bilh\u00f5es de habitantes do planeta? 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