{"id":240,"date":"2010-10-18T14:21:38","date_gmt":"2010-10-18T17:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=240"},"modified":"2010-10-18T14:51:47","modified_gmt":"2010-10-18T17:51:47","slug":"das-actas-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/10\/18\/das-actas-a-internet\/","title":{"rendered":"DAS ACTAS \u00c0 INTERNET"},"content":{"rendered":"<p>     Anota\u00e7\u00f5es sobre a \u201cEvolu\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica do Jornalismo no Ocidente\u201d, em Jorge Pedro Sousa.<\/p>\n<p><strong> Por Dirceu G\u00f3es \u2013 Jor. 967-DRT-Ba<\/strong><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/lh4.ggpht.com\/_PQy7A06gDto\/TKstpuYisdI\/AAAAAAAAsw0\/nrpBeF_tV74\/dirceu%20g%C3%B3es.jpg\"\/>Ao consultar o Dicion\u00e1rio B\u00e1sico de Filosofia, organizado pelos pesquisadores Hilton Japiassu e Danilo Marcondes, obt\u00eam-se a seguinte defini\u00e7\u00e3o para o verbete \u201cDial\u00e9tica\u201d: \u201cMarx faz da dial\u00e9tica um m\u00e9todo&#8230; a partir dele, mas gra\u00e7as, sobretudo, \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de Engels, a dial\u00e9tica se converte no m\u00e9todo do materialismo e no processo do movimento hist\u00f3rico considerando a Natureza: a) como um todo coerente em que os fen\u00f4menos se condicionam reciprocamente; b) como um estado de mudan\u00e7a e movimento; c) como lugar onde o processo de crescimento das mudan\u00e7as quantitativas gera, por acumula\u00e7\u00e3o e por saltos, muta\u00e7\u00f5es de ordem qualitativa; d) como a sede das contradi\u00e7\u00f5es internas, seus fen\u00f4menos tendo um lado positivo e outro negativo, um passado e um futuro, donde a luta das tend\u00eancias contr\u00e1rias gera o progresso (Marx-Engels)\u201d. <\/p>\n<p>Tal defini\u00e7\u00e3o nos ajuda a aquilatar a import\u00e2ncia da praxis renovadora dos pioneiros envolvidos com o fazer jornal\u00edstico em todas as \u00e9pocas, das oportunidades s\u00f3cio\/econ\u00f4micas e da introdu\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que possibilitaram a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Jornalismo, constituindo-se como terreno prop\u00edcio para o surgimento de teorias regimentais pr\u00f3prias \u00e0 Disciplina. Al\u00e9m disso, auxilia-nos na an\u00e1lise do texto \u201cUma Hist\u00f3ria Breve do Jornalismo no Ocidente\u201d, de Jorge Pedro Souza, In: Jornalismo: Hist\u00f3ria, Teoria e Metodologia &#8211; Porto: UFP, 2008. Nesta obra, na qual relata o transcorrer evolutivo do jornalismo em parte da Europa e dos Estados Unidos, o autor lusitano define o seu prop\u00f3sito: \u201cA \u00fanica tese que quisemos provar&#8230;\u00e9 a de que o jornalismo surgiu noticioso e sempre houve jornalismo noticioso, com dimens\u00e3o e impacto, at\u00e9 porque o jornalismo n\u00e3o teria sobrevivido sem aquilo que \u00e9 pr\u00f3prio dele \u2013 as not\u00edcias. A distin\u00e7\u00e3o de \u00e9pocas na hist\u00f3ria do jornalismo&#8230;pretende ser puramente historiogr\u00e1fica, sendo apenas baseada nos modos e meios jornal\u00edsticos dominantes em cada per\u00edodo\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><br \/>\nAssim \u00e9 que Sousa inicia a sua \u201cproposta de periodiza\u00e7\u00e3o do jornalismo ocidental\u201d pela \u00e9poca \u201cdos fen\u00f4menos pr\u00e9-jornal\u00edsticos (at\u00e9 o s\u00e9culo XVII) sendo de destacar, em particular, as Actas Diurnas romanas, as folhas noticiosas volantes, as cartas e cr\u00f4nicas medievais, embora estas \u00faltimas sejam mais historiogr\u00e1ficas do que jornal\u00edsticas\u201d. Sobre as Actas Diurnas h\u00e1 de se real\u00e7ar o seu car\u00e1ter institucional de comunica\u00e7\u00e3o oficial do poder romano, cujo corpo de redatores (em sua maioria escravos alfabetizados) estava voltado para a coleta de informa\u00e7\u00f5es no pal\u00e1cio do imperador e junto aos senadores, muito embora houvesse quem nestas casas ditasse o que deveria ou n\u00e3o ser publicado e com quais conota\u00e7\u00f5es. Uma atribui\u00e7\u00e3o, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, em parte similar a dos \u201cassessores de comunica\u00e7\u00e3o\u201d e \u201crela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d em atua\u00e7\u00e3o nas prefeituras e c\u00e2mara de vereadores das cidades mais populosas do Brasil.<\/p>\n<p>As Actas Diurnas, de acordo com o texto desenvolvido por Jorge Pedro Sousa, eram impressas em t\u00e1buas de madeiras ou argamassa de cera. Elas tamb\u00e9m traziam como conte\u00fado fait divers, tais como \u201cfofocas\u201d sobre figuras socialmente emergentes, condena\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es, disputas esportivas e outros feitos populares, da mesma forma como se redigem e apresentam algumas publica\u00e7\u00f5es anal\u00f3gicas e virtuais contempor\u00e2neas. Para se tornarem de conhecimento p\u00fablico, elas eram afixadas em murais estrategicamente localizados em pr\u00e9dios p\u00fablicos, entregues \u201cem primeira m\u00e3o\u201d aos mais abastados e distribu\u00eddas aos comerciantes e generais mais influentes ao longo das estradas do imp\u00e9rio em expans\u00e3o na Europa e em dire\u00e7\u00e3o ao Oriente. A publica\u00e7\u00e3o das Actas Diurnas foi encerrada por volta de 330 d.C., quando a sede do imp\u00e9rio romano foi transferida de Roma para Constantinopla, pelo imperador Constantino.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando atrav\u00e9s do tempo na proposta de periodiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do jornalismo de Jorge Pedro Sousa, outro acontecimento que merece destaque diz respeito ao aparecimento das \u201cgazetas\u201d, entre os s\u00e9culos XVI e XVII, \u201cque apresentavam, sobretudo, um notici\u00e1rio internacional, traduzindo not\u00edcias uma das outras\u201d. Entretanto, antes das considera\u00e7\u00f5es sobre este t\u00f3pico, exaltamos a inven\u00e7\u00e3o da prensa de Gutenberg, por volta de 1454, como a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que rompe e deixa para tr\u00e1s os relatos noticiosos orais e os manuscritos teol\u00f3gicos restritos aos monast\u00e9rios, pr\u00f3prios ao per\u00edodo mais obscuro da Idade M\u00e9dia. As publica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-Gutenberg se associam \u00e0s iniciativas comerciais de uma burguesia nascente fixada, principalmente, em cidades portu\u00e1rias, nas quais se priorizou a alfabetiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o dos seus pares, assim como incentivou o of\u00edcio de profiss\u00f5es variadas. O aprimoramento da prensa \u201cgutenberguiana\u201d posteriormente viabilizou a essa mesma burguesia a participa\u00e7\u00e3o nos assuntos de Estado, a difus\u00e3o das suas id\u00e9ias e a defesa dos seus interesses atrav\u00e9s de folhas volantes que \u201cabordavam temas variados como pol\u00edtica, com\u00e9rcio, fen\u00f4menos ins\u00f3litos e curiosos, calamidades, crimes e criminosos, batalhas, lugares descobertos, etc\u201d.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das folhas volantes noticiosas para as gazetas, difundidas em toda a Europa ao longo dos anos de 1600, foi uma quest\u00e3o de amadurecimento dos editores em se certificar que as publica\u00e7\u00f5es permitiam um bom neg\u00f3cio com possibilidades de lucro e influ\u00eancia pol\u00edtico-social. Sousa frisa que, no decorrer daquele s\u00e9culo, as gazetas geralmente apresentavam, dentre outras caracter\u00edsticas, \u201cprimeira p\u00e1gina titulada e, por vezes, ilustrada, mencionando data, local de impress\u00e3o e nome do editor; textos simples e escorreitos; periodicidade semanal, e depois bi e tri-semanal at\u00e9 chegar \u00e0 di\u00e1ria; not\u00edcias sobre diferentes assuntos; al\u00e9m de exist\u00eancia de profissionais dedicados em exclusivo \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, pagina\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o, al\u00e9m de an\u00fancios pagos\u201d. Jorge Pedro Sousa defende que \u201cO aparecimento das gazetas permite afirmar que o jornalismo noticioso \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia dos s\u00e9culos XVI e XVII, com ra\u00edzes remotas na antiguidade cl\u00e1ssica e antecedentes imediatos na idade Media e no Renascimento\u201d.<br \/>\nAo adentrar-se pelo s\u00e9culo XVIII, o autor nos alerta para a \u201ccoexist\u00eancia da imprensa opinativa \u201cde partido\u201d de elites, da imprensa noticiosa \u201cde elites\u201d da imprensa de difus\u00e3o de conhecimento (liter\u00e1ria, cient\u00edfica e m\u00e9dica, filos\u00f3fica&#8230;) e mesmo da imprensa direcionada para homens e mulheres\u201d. Essas s\u00e3o nuances que frutificaram gra\u00e7as ao Iluminismo, quando, efetivamente, propiciou-se o surgimento e a no\u00e7\u00e3o do conceito intelectual que se passou a chamar \u201copini\u00e3o p\u00fablica\u201d, gerido em meio aos debates pol\u00edticos\/cient\u00edficos\/econ\u00f4micos e discuss\u00f5es liter\u00e1rias entre membros da burguesia instru\u00edda nos caf\u00e9s londrinos, nos sal\u00f5es parisienses e n\u00facleos de sociedades alem\u00e3s. <\/p>\n<p>Alguns fatores contribu\u00edram para esta evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do jornalismo: \u201cdesenvolvimento acentuado e riqueza, devido a fatores como o aumento da produ\u00e7\u00e3o e o colonialismo; consolida\u00e7\u00e3o dos Estados; respeito ao individualismo; descobertas cient\u00edficas e avan\u00e7os espetaculares nas ci\u00eancias; a reforma Protestante; o processo pronunciado de urbaniza\u00e7\u00e3o e alfabetiza\u00e7\u00e3o; a independ\u00eancia dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa; assim como o dom\u00ednio da doutrina liberal por sobre os escombros do Ancien Regime e da aristocracia\u201d. Apesar de tantos fatores contributivos para o esplendor da \u201cIdade das Luzes\u201d, a censura penalizou determinados segmentos da imprensa atrav\u00e9s de atos totalit\u00e1rios no continente europeu por vezes atrav\u00e9s da for\u00e7a e, por outras, impondo taxas abusivas incidentes sobre as publica\u00e7\u00f5es. \u00c9 de se acrescentar que os burgueses rec\u00e9m-instalados no comando da vida p\u00fablica e cultural pouco caso faziam das necessidades e anseios da popula\u00e7\u00e3o economicamente limitada, assim como dificultavam a exist\u00eancia dos editores de jornais e peri\u00f3dicos que n\u00e3o faziam parte do restrito circuito elitista por onde circulavam.<\/p>\n<p>Entre os leitores diretos das gazetas identificadas com as aspira\u00e7\u00f5es da burguesia ascendente, pontua Sousa, \u201ccontar-se-iam, assim, os burgueses endinheirados, a aristocracia rica e o clero instru\u00eddo embora, como se saiba, as gazetas tivessem muito \u201cleitores indiretos\u201d, pois eram lidas publicamente em feiras e noutros ajuntamentos, por vezes a troco de um pequeno pagamento por parte de quem escutava\u201d. Ao final do s\u00e9culo XVIII, os artigos dos jornais deixaram de ser totalmente opinativos, uma vez que j\u00e1 n\u00e3o mais necessitavam combater o regime aristocr\u00e1tico, por ter se estabelecido, incisivamente, nos pa\u00edses europeus e nos Estados Unidos da Am\u00e9rica. O jornalismo conquistou diversos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos resultantes da revolu\u00e7\u00e3o industrial, que se deu notadamente na Inglaterra no \u00faltimo quarto daquele s\u00e9culo, lan\u00e7ando-se para os anos de 1800 com periodicidade di\u00e1ria, conte\u00fados multifacetados capazes de agradar a \u201clargas franjas de audi\u00eancia\u201d, pre\u00e7o reduzido dos exemplares vendidos ao p\u00fablico, culto aos fatos e linguagem clara, al\u00e9m de car\u00e1ter publicit\u00e1rio e comercial.<\/p>\n<p>Este formato de jornalismo fez eclodir nos Estado Unidos, por volta de 1830, a primeira gera\u00e7\u00e3o de jornais populares, denominada de penny press. \u201cAs mudan\u00e7as na imprensa norte-americana influenciaram a transforma\u00e7\u00e3o do jornalismo praticado na Europa e, de uma forma geral, no resto do mundo\u201d, afirma Jorge Pedro Sousa. Ele elenca uma s\u00e9rie de assuntos abordados pelo jornalismo \u201cem nome da promo\u00e7\u00e3o do interesse humano\u201d a partir de ent\u00e3o: educa\u00e7\u00e3o para todos; combate ao desemprego; generaliza\u00e7\u00e3o dos empregos \u00e0s mulheres e a todas as camadas sociais; aboli\u00e7\u00e3o da escravatura; fim do trabalho infantil; fim das pris\u00f5es por d\u00edvidas, sufr\u00e1gio universal; etc\u201d. Temas que, convenhamos, ainda se mant\u00eam atuais quase duzentos anos depois da eclos\u00e3o da penny press.<\/p>\n<p>No transcurso do s\u00e9culo XIX, notadamente na sua segunda parte, o mundo presenciou a implanta\u00e7\u00e3o de cursos de Jornalismo em universidades da Alemanha, Su\u00ed\u00e7a, Fran\u00e7a e Estados Unidos. A forma\u00e7\u00e3o da primeira organiza\u00e7\u00e3o profissional de jornalistas se d\u00e1 na Inglaterra, em 1883. A inven\u00e7\u00e3o e o uso corrente do tel\u00e9grafo e do fotojornalismo, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias de not\u00edcias, (Havas, Reuter, Wolf e, posteriormente, a New York Associated Press) propiciaram o emers\u00e3o da segunda gera\u00e7\u00e3o de jornais populares, alguns dos quais intimamente ligados \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de homens p\u00fablicos filiados a partidos pol\u00edticos. Designada enquanto \u201cquarto poder\u201d e legitimada como porta-voz da opini\u00e3o p\u00fablica, a imprensa do final do s\u00e9culo XIX percebeu-se movida entre a busca pela \u201cliberdade de imprensa\u201d e \u201cverdade dos fatos\u201d, ao mesmo tempo em que se estruturava como empresa rent\u00e1vel com prodigiosa margem de lucro.<br \/>\nAo se lan\u00e7ar no relato da hist\u00f3ria do jornalismo no s\u00e9culo XX, Jorge Pedro Souza aborda o surgimento do r\u00e1dio e, um pouco depois, da televis\u00e3o como as grandes novidades da primeira metade dos anos de 1900. Os dois ve\u00edculos eletr\u00f4nicos nascem essencialmente comerciais nos Estados Unidos e de forma predominantemente estatal nos principais pa\u00edses da Europa. A princ\u00edpio o r\u00e1dio, tanto em um como no outro modelo de implanta\u00e7\u00e3o, foram largamente utilizados enquanto meio de propaganda pol\u00edtica. Dele se serviram o presidente dos EUA, Roosevelt, defendendo o \u201cNew Deal\u201d ap\u00f3s a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929. Al\u00e9m dele, Benito Mussolini (It\u00e1lia), Franco (Espanha), Salazar (Portugal) e Hitler (\u00c1ustria-Alemanha) fizeram do r\u00e1dio o arauto constante dos seus planos de domina\u00e7\u00e3o desp\u00f3tica durante as d\u00e9cadas de 30 e 40. Superada esta fase, Sousa esclarece que aos poucos \u201co radiojornalismo come\u00e7ou a configurar-se como aquilo que \u00e9 hoje, vingando o modelo de radiojornal de hora em hora, complementado, pontualmente, com transmiss\u00f5es desportivas, culturais e cient\u00edficas em programas de entrevistas, debates e reportagens\u201d.<\/p>\n<p>Quanto ao telejornalismo, foi inicialmente \u201cbuscar os seus principais referentes ao document\u00e1rio cinematogr\u00e1fico, \u00e0s not\u00edcias e reportagens radiof\u00f4nicas e ao radiojornal\u201d. Conforme o relato de Sousa, quando o g\u00eanero telejornal foi levado ao ar \u201cconsistia numa s\u00e9rie de jornalistas que se sucediam uns aos outros a lerem not\u00edcias\u201d. Numa segunda fase o apresentador se transformou no her\u00f3i da televis\u00e3o: \u201c\u00c9 o pivot (grifo nosso) que confere unidade ao programa, pela sua presen\u00e7a constante e familiar. \u00c8 o pivot quem garante a veracidade das not\u00edcias e credibiliza a informa\u00e7\u00e3o, pois parece sentado ao mesmo n\u00edvel do telespectador, olhando-o nos olhos\u201d. Atualmente, \u201cum terceiro modelo de telejornal teria surgido com a CNN\u201d. Neste modelo, \u201ca credibiliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o assenta prioritariamente no apresentador, mas sim no directo multilocalizado em cont\u00ednuo\u201d. A grande promessa do telejornalismo, neste terceiro modelo, \u00e9 mostrar, ao vivo, \u201co que se est\u00e1 a passar em cada ponto do planeta Terra as rea\u00e7\u00f5es (mundiais) dos acontecimentos\u201d, garante o autor do texto.<\/p>\n<p>No limiar entre a primeira e segunda metades do s\u00e9culo XX, Jorge Pedro Sousa localiza a \u201cassun\u00e7\u00e3o da subjetividade\u201d do movimento jornal\u00edstico\/liter\u00e1rio denominado de \u201cNovo Jornalismo\u201d, que, entretanto, transmutou o conceito pejorativo de \u201cobjetividade\u201d em rigoroso m\u00e9todo, quase que cient\u00edfico, para investigar os fatos. Para os anos 80, o pesquisador lusitano descortina a informatiza\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas. J\u00e1 para a d\u00e9cada de 90, ele nos relembra do advento da internet e a conseq\u00fcente implanta\u00e7\u00e3o do Webjornalismo, dispon\u00edvel atrav\u00e9s de plataforma digital para a qual convergem textos, imagens e sons, al\u00e9m de permitir a interatividade dos \u201cinternautas\u201d que acessam a rede mundial de computadores. Com base no texto de Jorge Pedro Sousa, assinalamos: no per\u00edodo hist\u00f3rico atual do jornalismo fica patente o decl\u00ednio das ag\u00eancias noticiosas e, no seu contraponto, a forma\u00e7\u00e3o de \u201cgigantescos oligop\u00f3lios de informa\u00e7\u00e3o e entretenimento\u201d, com ra\u00edzes mundiais por for\u00e7a da globaliza\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o texto nos leva a dizer que o \u201cglocal\u201d cada vez mais se estabelece, real\u00e7ando a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e os temas caros ao \u201cjornalismo c\u00edvico\u201d, abordados pelos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o notadamente regionais.<br \/>\nDenso e detalhista, o texto \u201cUma Hist\u00f3ria Breve do Jornalismo no Ocidente\u201d, de Jorge Pedro Sousa, traz muito mais outras informa\u00e7\u00f5es pertinentes \u00e0 an\u00e1lise de tantos quantos pesquisadores que se debrucem sobre a obra. O resumo que acabamos de apresentar, trata-se, t\u00e3o somente, da proje\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria do nosso olhar sobre o assunto apresentado pelo pesquisador lusitano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anota\u00e7\u00f5es sobre a \u201cEvolu\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica do Jornalismo no Ocidente\u201d, em Jorge Pedro Sousa. Por Dirceu G\u00f3es \u2013 Jor. 967-DRT-Ba Ao consultar o Dicion\u00e1rio B\u00e1sico de Filosofia, organizado pelos pesquisadores Hilton Japiassu e Danilo Marcondes, obt\u00eam-se a seguinte defini\u00e7\u00e3o para o verbete \u201cDial\u00e9tica\u201d: \u201cMarx faz da dial\u00e9tica um m\u00e9todo&#8230; a partir dele, mas gra\u00e7as, sobretudo, \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/240"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=240"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/240\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":248,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/240\/revisions\/248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}