{"id":25598,"date":"2011-10-05T08:52:38","date_gmt":"2011-10-05T11:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=25598"},"modified":"2011-10-05T08:52:38","modified_gmt":"2011-10-05T11:52:38","slug":"heckel-januario-em-afinal-e-como-se-diz-%e2%80%9cum-povo-sem-memoria-e-um-povo-sem-fututo%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/10\/05\/heckel-januario-em-afinal-e-como-se-diz-%e2%80%9cum-povo-sem-memoria-e-um-povo-sem-fututo%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"Heckel Janu\u00e1rio em: AFINAL, \u00c9 COMO SE DIZ: \u201cUM POVO SEM MEM\u00d3RIA \u00c9 UM POVO SEM FUTUTO\u201d"},"content":{"rendered":"<p>\t<img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"300\" height=\"129\" \/>O Museu Casa do Sert\u00e3o pelo que foi mostrado no \u201cAprovado\u201d da TV Bahia em 17 de setembro passado, pode ser considerado um exemplo de preserva\u00e7\u00e3o a ser seguido.<\/p>\n<p>Sob a tutela \u2013e  implantado no campus\u2013 da Universidade Estadual de Feira de Santana, o acervo de quase 28 mil pe\u00e7as retrata sua grandeza e impressiona  qualquer espectador.  N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a diretora, na qualidade de guardi\u00e3 da hist\u00f3ria e da cultura de importante regi\u00e3o, logo ressaltava como pude gravar, que o Casa do Sert\u00e3o \u201cFoi fundado com o objetivo de preservar atrav\u00e9s de seu acervo de pe\u00e7as documental e bibliogr\u00e1fica a cultura do homem sertanejo oriundo do processo de coloniza\u00e7\u00e3o e povoamento da Regi\u00e3o de Feira de Santana\u201d. E acrescentava: \u201cAqui no Museu Casa do Sert\u00e3o n\u00f3s temos aproximadamente um acervo formado por 28 mil pe\u00e7as, e essas pe\u00e7as contextualizam a cultura material do homem sertanejo. Pe\u00e7as do cotidiano, do trabalho, as brincadeiras, a lida com o gado atrav\u00e9s da indument\u00e1ria do vaqueiro, os arreios, malas, ba\u00fas, todos voltados pra o que a gente chamaria de uma \u00e9poca de tr\u00e2nsito entre o Sert\u00e3o e o Rec\u00f4ncavo baiano\u201d. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A reportagem me fez recordar o daqui da Capitania dos Ilh\u00e9us. Claro, claro, o \u201cabandonado\u201d, o \u201cex\u201d Museu do Cacau. A essa inaceit\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o de abandono, procurei cutuc\u00e1-la sempre que oportuno em alguns escritos como este. \u00c9 o caso de um ao qual recorro, o totalmente direcionado \u201cMal, Mal, Virtual\u201d de mar\u00e7o de 2006 que, em raz\u00e3o do portal da SEAGRI (Secretaria de Agricultura) postar o Museu do Cacau de Ilh\u00e9us como em funcionamento \u2013com endere\u00e7o, hor\u00e1rio de visita e o escambau\u2013 quando na verdade nada existia, tentava denunciar o descaso. Ah, na vers\u00e3o Salvador, os dados eram inexpressivos. Nele, num trecho, como o pr\u00e9dio do \u201cfinado\u201d ICB(Instituto de Cacau da Bahia)   havia passado para a UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz) com os restos mortais do Museu e tudo mais, incluindo a inquilina Embasa, e como esses \u00f3rg\u00e3os pertenciam ao Estado, buscava alertar o governo da \u00e9poca  com um apelo pela restaura\u00e7\u00e3o, \u201cat\u00e9 mesmo em respeito \u00e0 comunidade da regi\u00e3o cacaueira\u201d. Nesse contexto recentemente o articulista ilheense Ronaldo da Cruz, com sugestivo t\u00edtulo \u201cA hist\u00f3ria mais uma vez \u00e9 derrotada: quem se lembra do Museu do Cacau?\u201d em \u00faltima an\u00e1lise tamb\u00e9m condenava a in\u00e9rcia governamental. <\/p>\n<p>Embora n\u00e3o se possa ocultar o quanto paradoxal, o rec\u00e9m-conclu\u00eddo III Encontro Baiano de Museus em Ilh\u00e9us, contando conforme anunciado, com grandes nomes \u2013e ideias novas\u2013 da museologia, e a mais fresquinha ainda II Confer\u00eancia Municipal de Cultura, que projetava a elabora\u00e7\u00e3o de um Plano Municipal de Cultura, podem significar o \u201cpontap\u00e9 motivador\u201d no gestor p\u00fablico principal no sentido do resgate desse patrim\u00f4nio regional. Ali\u00e1s, \u00e0 frente da organiza\u00e7\u00e3o dos eventos estiveram institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do \u00e2mbito municipal, estadual e nacional. <\/p>\n<p>Como o desprezo j\u00e1 dura mais de 8 anos e como as vozes foram roucas e insuficientes ao alcance do poder p\u00fablico estadual e ao da sensibilidade do caseiro, que aplaudamos essas iniciativas e, tor\u00e7amos para que as \u201cboas inten\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o se encerrem em si mesmas, e que assim pontifique a vontade pol\u00edtica de fazer.<\/p>\n<p>Quem sabe se muito em breve, modelada na entidade contadora da hist\u00f3ria do \u201cSert\u00e3o Baiano\u201d, a daqui levantada do t\u00famulo n\u00e3o volte fazer ecoar a da \u201cCiviliza\u00e7\u00e3o do Cacau\u201d!  Afinal, \u00e9 como se diz: \u201cum povo sem mem\u00f3ria \u00e9 um povo sem futuro\u201d<\/p>\n<p>\tHeckel Janu\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu Casa do Sert\u00e3o pelo que foi mostrado no \u201cAprovado\u201d da TV Bahia em 17 de setembro passado, pode ser considerado um exemplo de preserva\u00e7\u00e3o a ser seguido. 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