{"id":2734,"date":"2010-11-22T17:27:14","date_gmt":"2010-11-22T20:27:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=2734"},"modified":"2010-11-22T17:27:14","modified_gmt":"2010-11-22T20:27:14","slug":"indicadores-de-educacao-avancaram-nos-ultimos-4-anos-mas-em-ritmo-insuficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/11\/22\/indicadores-de-educacao-avancaram-nos-ultimos-4-anos-mas-em-ritmo-insuficiente\/","title":{"rendered":"Indicadores de educa\u00e7\u00e3o avan\u00e7aram nos \u00faltimos 4 anos, mas em ritmo insuficiente"},"content":{"rendered":"<p><strong>Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social apresenta diagn\u00f3stico sobre as desigualdades na educa\u00e7\u00e3o e estabelece a \u00e1rea como fator estruturante para o novo ciclo de desenvolvimento em curso no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, as desigualdades na escolariza\u00e7\u00e3o no Brasil foram reduzidas, mas em ritmo extremamente lento. Se o pa\u00eds melhorou a m\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o de mais de 15 anos de idade e ampliou o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil, pouco avan\u00e7ou na inclus\u00e3o de jovens no ensino m\u00e9dio, e viu crescer no per\u00edodo a taxa de jovens de 18 a 24 anos fora da escola.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio da Equidade, do Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (CDES), apresentou nesta quinta-feira, 18, dados preliminares de seus relat\u00f3rios anuais sobre desigualdades na educa\u00e7\u00e3o e no sistema tribut\u00e1rio nacional. A vers\u00e3o final dos documentos ser\u00e1 apresentada em dezembro, na pr\u00f3xima sess\u00e3o do Pleno, e entregue ao presidente Lula e \u00e0 presidenta eleita, Dilma Rousseff.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a quarta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio sobre iniquidades na educa\u00e7\u00e3o e o segundo que trata do car\u00e1ter injusto do sistema tribut\u00e1rio nacional. Em 2005, o conselho apresentou \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica uma agenda de desenvolvimento na qual a educa\u00e7\u00e3o, juntamente com a reforma tribut\u00e1ria, eram as principais diretrizes.<\/p>\n<p>A partir da crise internacional (de 2008-2009), e da avalia\u00e7\u00e3o dos conselheiros de que o Brasil j\u00e1 entrou em um novo ciclo de desenvolvimento, a agenda foi revista. \u201cNessa segunda agenda, foi renovada a prioridade sobre educa\u00e7\u00e3o e avan\u00e7ou-se no reconhecimento estrat\u00e9gico da educa\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds\u201d, afirmou o conselheiro Clemente L\u00facio Ganz.<\/p>\n<p><strong>Anos de estudo<\/strong><br \/>\nNos \u00faltimos quatro anos, a m\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o acima de 15 anos subiu apenas meio ano \u2013 de 7 anos, em 2005, avan\u00e7ou para 7,5, em 2009, de acordo com dados da PNAD. A desigualdade regional, no entanto, persiste: no sudeste, a m\u00e9dia avan\u00e7ou de 7,7 para 8,2, enquanto o nordeste subiu de 5,6 para 6,3 anos.<\/p>\n<p>Nos dois casos, por\u00e9m, a m\u00e9dia de anos de estudo ainda est\u00e1 distante do que se espera para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos brasileiros. A emenda constitucional n\u00ba 59, aprovada no ano passado, estabelece a obrigatoriedade de 14 anos de estudo (dos 4 aos 17), meta que a presidenta eleita Dilma prometeu atingir at\u00e9 2014.<\/p>\n<p>As desigualdades com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor de pele e entre o meio urbano e rural tamb\u00e9m n\u00e3o diminu\u00edram. Em 2005, a popula\u00e7\u00e3o branca apresentava uma m\u00e9dia de anos de estudo de 7,8 anos, e passou para 8,4 anos em 2009. J\u00e1 para a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda, a m\u00e9dia era de 6 anos, e subiu para 6,7. No meio rural, a m\u00e9dia de anos de escolariza\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais baixa: apenas 4,9 anos, contra 8 do meio urbano. Ambas subiram cerca de meio ano com rela\u00e7\u00e3o a 2005 \u2013 ou seja, a dist\u00e2ncia entre os dois se manteve.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong><br \/>\nEntre as crian\u00e7as de 4 e 5 anos, 63% frequentavam a pr\u00e9-escola em 2005, e 70% em 2009. Apesar dos avan\u00e7os, o Conselho aponta que um milh\u00e3o e meio de crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria ainda est\u00e1 fora da escola. <\/p>\n<p>A taxa de frequ\u00eancia \u00e0s creches avan\u00e7ou cinco pontos percentuais desde 2005, mas o atendimento continua em um n\u00edvel muito baixo: apenas 18,4% das crian\u00e7as de 0 a 3 anos tem acesso a creches. A desigualdade entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres \u00e9 expressiva, nessa etapa: 36,3% entre os que t\u00eam mais renda frequentam creche, contra uma taxa de 12,2% entre os mais pobres.<\/p>\n<p>Augusto Chagas, presidente da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) e conselheiro do CDES que realizou a apresenta\u00e7\u00e3o dos dados de educa\u00e7\u00e3o, apontou em sua fala outros indicadores que ainda n\u00e3o constam do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Segundo Chagas, o Brasil avan\u00e7ou de forma significativa no n\u00famero de bibliotecas e na informatiza\u00e7\u00e3o das escolas, mas ficou estagnado na marca de laborat\u00f3rios e quadras esportivas. Al\u00e9m disso, ele lembrou da quest\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o: v\u00e1rios estados n\u00e3o cumprem o piso salarial nacional, que \u00e9 objeto de lei. <\/p>\n<p>No <a href = \"http:\/\/www.observatoriodaeducacao.org.br\/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=990:indicadores-de-educacao-avancaram-nos-ultimos-4-anos-mas-em-ritmo-insuficiente&#038;catid=48:sugestoes-de-pautas&#038;Itemid=98\" target = \"_news\"><b>Observat\u00f3rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social apresenta diagn\u00f3stico sobre as desigualdades na educa\u00e7\u00e3o e estabelece a \u00e1rea como fator estruturante para o novo ciclo de desenvolvimento em curso no pa\u00eds Nos \u00faltimos quatro anos, as desigualdades na escolariza\u00e7\u00e3o no Brasil foram reduzidas, mas em ritmo extremamente lento. 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