{"id":28301,"date":"2011-11-09T11:13:29","date_gmt":"2011-11-09T13:13:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=28301"},"modified":"2011-11-09T11:13:29","modified_gmt":"2011-11-09T13:13:29","slug":"alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-28","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/11\/09\/alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-28\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim da Silveira em: &#8220;10TAQUES&#8221;."},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1,<br \/>\nS\u00e3o in\u00fameros os &#8216;i-meios&#8217; que aqui chegam procurando saber mais dessa figura que vem desenvolvendo um excelente trabalho aqui no site. O problema de saber dele foi de dif\u00edcil solu\u00e7\u00e3o porque as poucas coisas que sei n\u00e3o s\u00e3o suficientes para &#8220;dizer dele&#8221;. A\u00ed eu procurei a pessoa mais preparada para responder sobre quem \u00e9 ALFREDO AMORIM DA SILVEIRA: Ele. Depois do susto ele aceitou.<br \/>\nQue rufem os tambores !!!!!<br \/>\nSenhoras e senhores, conhe\u00e7am Alfredinho.<br \/>\n&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-da-silveira-_eu.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-28302\" title=\"alfredo amorim da silveira _eu\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-da-silveira-_eu.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"379\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-da-silveira-_eu.jpg 290w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-da-silveira-_eu-229x300.jpg 229w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a><strong><em>Eu,<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Alfredo Amorim <em>da Silveira<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como sei que ningu\u00e9m vai falar, bem, de mim, mal, sei que todos falam, resolvi, como disse um grande fil\u00f3sofo ilheense do passado, Nelson Schaun, vou falar de mim para mim mesmo.<\/p>\n<p>Minha primeira irm\u00e3, Maria Alice, morreu no parto ao ser extra\u00edda com f\u00f3rceps. Por este motivo minha m\u00e3e, Nair Amorim da Silveira, ficou sem conseguir engravidar, oito anos depois meu pai, Renato Leite da Silveira, resolveu pegar um sobrinho, Rui Leite da Silveira, para criar, pois n\u00e3o acreditava que minha m\u00e3e viesse a engravidar novamente, foi a\u00ed que aconteceu um milagre, logo ap\u00f3s adotarem Rui minha m\u00e3e ficou gr\u00e1vida e em 1944 teve seu primeiro filho, Renato Jos\u00e9, depois em 1946 Maria Clara e em 16 de novembro de 1950, Eu, Alfredo. Por causa do seu problema de parto toda vez que um de nos ia nascer minha m\u00e3e ia para Salvador dar a luz no Hospital Portugu\u00eas, somos todos soteropolitanos de nascimento, mas ilheenses de cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No m\u00eas de setembro de 1950, dois meses antes do meu nascimento, aconteceu um fato muito triste para a fam\u00edlia, meu pai faleceu por causa de uma enfermidade muito grave, fiquei \u00f3rf\u00e3o antes mesmo de nascer; meu Pai foi um dos fundadores do Rotary Clube de Ilh\u00e9us, como era muito querido na cidade, seus amigos rotarianos deram o seu nome a Escola Rotary rec\u00e9m inaugurada n\u00e3o bairro da Barra, em frente ao 2\u00ba BPM.<\/p>\n<p>Apos o meu nascimento minha m\u00e3e resolveu voltar para Ilh\u00e9us, sendo acolhida por tio Pacheco na ch\u00e1cara da Boa Vista onde moramos por um bom tempo.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos escondidos, pois tio Pacheco e tia Esther n\u00e3o queriam que sa\u00edssemos de l\u00e1, fomos morar numa casa alugada na Rua S\u00e1 Oliveira, tempos depois minha m\u00e3e comprou uma casa na Rua 28 de Junho, onde moramos at\u00e9 o ano de 1959, hoje \u00e9 a loja \u201cA Gard\u00eania\u201d.<\/p>\n<p>Eu fazia parte da turma dos meninos que frequentavam a Pra\u00e7a Ruy Barbosa, os \u201cagulhas\u201d, como eram conhecidas as crian\u00e7as que andavam na dita pra\u00e7a.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em 1959 nos mudamos para Salvador, para estudar, fomos morar na Rua Teixeira Leal, Ed. Catarina Paragua\u00e7u, no bairro da Gra\u00e7a. Estudei na Escola Modelo, Escola Nova, Col\u00e9gio Ant\u00f4nio Vieira, de onde fui expulso por ter mandado um padre ir&#8230;.., por \u00faltimo \u201cestudei\u201d numa escola no bairro de Nazar\u00e9, Col\u00e9gio Nossa Senhora de Lourdes, foi quando resolvi deixar de estudar.<\/p>\n<p>Quando fiz quinze anos, todo cheio de mim, pedi permiss\u00e3o a minha m\u00e3e para fumar, pois se ela\u00a0 n\u00e3o deixasse iria fumar escondido, a sua resposta foi que o problema era meu, a sa\u00fade era minha e o dinheiro tamb\u00e9m, sai todo cheio, comprei uma carteira de MInister, coloquei no bolso, o resultado \u00e9 que adiante dei o ma\u00e7o de cigarro e nunca mais fumei. Se a velha tivesse proibido, talvez n\u00e3o estivesse aqui contando estas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Em 1967 meu irm\u00e3o foi estudar na It\u00e1lia, e eu ganhei o seu carro, um fusca, que s\u00f3 seria meu depois que tirasse a carteira de motorista, \u201cmas\u201d, como sempre, resolvi dar uma roubada no carro para levar um amigo em casa, ele morava no bairro do Canela, foi ai que aconteceu a mis\u00e9ria, era mais ou menos 7 horas da noite quando desci a ladeira da Gra\u00e7a, um guarda apitou, me mandando parar, como n\u00e3o tinha carteira de habilita\u00e7\u00e3o, apaguei os far\u00f3is do carro e fugi, foi ai que deu a mis\u00e9ria, o guarda queria avisar que a rua estava interditada, estavam construindo o viaduto do Canela, bati de frente numa ruma de aterro, o carro ficou imprest\u00e1vel, eu quebrei o maxilar superior, fiquei trinta dias em casa com a cabe\u00e7a engessada, meu amigo tomou um corte na testa, trinta e seis pontos. Tomei a maior li\u00e7\u00e3o de moral da minha vida, minha m\u00e3e me deu um carro novo, um fusca azul, disse-me que a minha vida era mais importante que um carro.<\/p>\n<p>Voltei a morar em Ilh\u00e9us no fim de 1967, era s\u00f3 curti\u00e7\u00e3o, poucos rapazes tinham carro pr\u00f3prio naquela \u00e9poca, virei o maior playboy.<\/p>\n<p>Em 1970 fiz o curso de avia\u00e7\u00e3o civil no Aero Clube, fui o primeiro colocado nas provas te\u00f3ricas, s\u00f3 que quando fui fazer a prova pr\u00e1tica o instrutor n\u00e3o veio de Recife, foi quando fiz amizade com uns caras de Lavras, Minas Gerais, atrav\u00e9s de Andre Maur\u00edcio Carvalho, e fui conhecer a tal cidade mineira, foi quando o instrutor chegou, n\u00e3o fiz a prova e teria que fazer tudo de novo, prova te\u00f3rica e tudo o mais, ent\u00e3o desisti.<\/p>\n<p>Era para passar uma semana em Lavras, fiquei dois anos, era bom demais. Voltei de Lavras em 1972 e comecei a tomar conta da fazenda, minha m\u00e3e transferiu a responsabilidade pra mim, foi a\u00ed que virei playboy mesmo, cheio de dinheiro, era s\u00f3 farra e mulheres bonitas, n\u00e3o tirando as responsabilidades, \u00e9 claro, foi quando conheci a minha primeira esposa, M\u00f4nica, nos casamos em janeiro de 1974, tivemos dois filhos, Renato e Carolina, que me deu outra coisa linda, que adoro, minha neta Maria Gabriela, acho que foi a \u00fanica coisa boa que fiz na vida, s\u00e3o meus orgulhos, \u00f3timos filhos, me orgulho muito deles. O casamento n\u00e3o deu certo e em 1977 nos separamos.<\/p>\n<p>Voltei \u00e0 vida pregressa novamente, comecei a frequentar o bar do \u201cN\u00eago D\u00e1u\u201d, Adalberto Claudio de Oliveira, o Luanda Beira Bahia, no fim da Avenida Soares Lopes, foi quando conheci a turma da CIB, Companhia Ilheense da Bebedeira, era uma farra s\u00f3, um famoso Opala preto, mulheres bonitas, se me vissem agarrado com uma mulher feia podia correr para apartar que com certeza era briga.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participava de um grupo de ca\u00e7adores, pescadores e outros mentirosos, que viajavam \u00a0para Bom Jesus da Lapa, no in\u00edcio dos anos de 1980, onde \u00edamos ca\u00e7ar e pescar, fic\u00e1vamos acampados \u00e0s margens do rio Corrente, afluente do Rio S\u00e3o Francisco, que maravilha, um verdadeiro para\u00edso.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca tive uma orquite, em decorr\u00eancia de uma papeira, fui hospitalizado e tive que ficar um m\u00eas de repouso em casa, fiquei est\u00e9ril, n\u00e3o podia mais ter filhos, se n\u00e3o fosse isto acho que hoje teria uns dez.<\/p>\n<p>Em 1980 conheci a minha segunda esposa, Claudia, no bar do amigo Tiago S\u00e1 Barreto, no Jardim Savoia. Casei com Claudia em 1986, passamos a lua de mel na Espanha, cinco meses viajando pela Europa, que maravilha, queria ficar por l\u00e1 mas Claudia n\u00e3o, levamos seis anos casados, mas novamente n\u00e3o deu certo, acho que sou muito chato, n\u00e3o tivemos filhos, nos separamos em 1994. Ou fiquei vacinado ou foi praga que me jogaram, nunca mais me casei.<\/p>\n<p>Quando voltei da Espanha, tudo come\u00e7ou a dar errado comigo, antes mesmo da praga da vassoura de bruxa, n\u00e3o choveu durante tr\u00eas ou quatro meses na fazenda, n\u00e3o colhi quase nada, tinha comprado um terreno no Jardim Savoia e estava construindo uma casa, fiquei todo pipinado. Tr\u00eas anos depois quando estava me recuperando, novamente outra praga, a podrid\u00e3o parda detonou toda a minha produ\u00e7\u00e3o de cacau, foi quando chegou a \u201cVassoura de Bruxa\u201d, ai terminou de lascar com tudo. Tive que vender a fazenda, pois n\u00e3o tinha como mante-la, e o pre\u00e7o estava l\u00e1 em baixo, fazenda de cacau n\u00e3o valia mais nada!<\/p>\n<p>Tentei fazer varias coisas , mas nada dava certo, pelo contr\u00e1rio, piorava tudo. Resolvi ficar parado, sem fazer nada, foi ai que as coisas se estabilizaram, n\u00e3o melhorei, mas tamb\u00e9m parou de piorar.<\/p>\n<p>Comecei a frequentar a Igreja Messi\u00e2nica onde encontrei apoio, e foi como consegui me estabilizar e ver que Paulo Coelho estava certo no seu pensamento: Riqueza \u00e9 uma quest\u00e3o de esp\u00edrito, dinheiro \u00e9 uma coisa tempor\u00e1ria. S\u00e3o nestas horas que conhecemos os verdadeiros amigos e vi que tenho muitos.<\/p>\n<p>Em 1995 deixei de beber, bebi tanto que enjoei, a foto acima \u00e9 pura goza\u00e7\u00e3o de meu genro Jorge Cajueiro.<\/p>\n<p>H\u00e1 uns quinze anos atr\u00e1s resolvi fazer pesquisas sobre a minha fam\u00edlia no Arquivo P\u00fablico Municipal de Ilh\u00e9us, saber mais sobre meus antepassados, me apaixonei pela hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us, \u00e9 muito rica, muita gente maravilhosa que viveu aqui, por isso que Jorge Amado se deu bem! Descobri que meu tatarav\u00f4, Jos\u00e9 Pinto da Silva Amorim, veio de Portugal para Ilh\u00e9us no come\u00e7o dos anos de 1800, que seu filho, meu bisav\u00f4, Alfredo Navarro de Amorim, foi quem lavrou a ata de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Ilh\u00e9us; meu outro bisav\u00f4, Ant\u00f4nio Pessoa da Costa e Silva, o Coronel Pessoa, foi chefe pol\u00edtico da cidade por mais de trinta anos, do come\u00e7o dos anos 1900 at\u00e9 1930; os Calasans Bittencourt vieram com a comitiva do Rei de Portugal, D. Jo\u00e3o VI, se instalaram em Est\u00e2ncia, Estado de Sergipe, e depois vieram para Ilh\u00e9us; meu tio, irm\u00e3o de meu pai, Arthur Leite da Silveira, foi Prefeito de Ilh\u00e9us de 1946 at\u00e9 1951; cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o s\u00f3 conhe\u00e7o a hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us, que fa\u00e7o parte dela. Por ter adquirido tanto conhecimento sobre Ilh\u00e9us, meu primo Manoel Carlos Amorim da Almeida convidou-me para ser membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Ilh\u00e9us, de onde fa\u00e7o parte da diretoria.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou morrer t\u00e3o cedo, mas quando eu morrer sei que n\u00e3o vou pro C\u00e9u, muito menos para o inferno, o Diabo n\u00e3o me quer l\u00e1, por isso vou continuar vivendo aqui no Para\u00edso, mas quando eu morrer, n\u00e3o quero choro nem vela, muito menos uma fita amarela gravada com o nome delas, quando eu morrer, n\u00e3o vou nem no meu enterro, vou mandar uma procura\u00e7\u00e3o, quem quiser que v\u00e1 no meu lugar!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, S\u00e3o in\u00fameros os &#8216;i-meios&#8217; que aqui chegam procurando saber mais dessa figura que vem desenvolvendo um excelente trabalho aqui no site. 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