{"id":28831,"date":"2011-11-16T20:48:08","date_gmt":"2011-11-16T22:48:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=28831"},"modified":"2011-11-16T20:58:17","modified_gmt":"2011-11-16T22:58:17","slug":"alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/11\/16\/alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-29\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim da Silveira em: &#8220;10TAQUES&#8221;"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/TOM-LAVIGNE-PRETO-E-BRANCO.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-28832\" title=\"TOM LAVIGNE PRETO E BRANCO\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/TOM-LAVIGNE-PRETO-E-BRANCO.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"280\" \/><\/a><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><em>Ant\u00f4nio Francisco Leal Lavigne de Lemos<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><em>(Ton Lavigne)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"300\" height=\"105\" \/>Descendente de uma das fam\u00edlias mais tradicionais de Ilh\u00e9us, filho de Francisco Lavigne de Lemos e de Cora Bastos Leal, que ao casar-se passou a chamar-se, Cora Leal Lavigne de Lemos, nasceu em Salvador, Bahia, no Hospital Portugu\u00eas, em 17 de outubro de 1942. Ton tinha mais seis irm\u00e3os: Eduardo, Luiz, Domingos Jos\u00e9, Jo\u00e3o, Maria Luiza e Carolina, sendo ele o mais velho de todos.<\/p>\n<p>Assim que nasceu veio para Ilh\u00e9us indo morar com o av\u00f4 paterno na Fazenda Ros\u00e1rio, \u00e0s margens do Rio Almada, no Iguape.<\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a teve uma grave enfermidade que o fez perder o movimento das pernas, todos pensavam que n\u00e3o haveria cura para o seu problema, foi levado para Salvador, Rio de Janeiro e n\u00e3o encontraram solu\u00e7\u00e3o. Sua M\u00e3e, desesperada, come\u00e7ou a lev\u00e1-lo para a Catedral de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e coloc\u00e1-lo sobre o t\u00famulo de Dom Eduardo, pedindo-lhe que curasse o seu filho. Um dia, milagrosamente, ao ser colocado sobre a l\u00e1pide, Ton come\u00e7ou a andar. O caso de Ton \u00e9 um dos milagres atribu\u00eddos a Dom Eduardo Herberhold. A partir deste dia passou a ser devoto de Dom Eduardo, sempre fazendo ora\u00e7\u00f5es sobre o seu t\u00famulo na Catedral.<\/p>\n<p>Fez a sua alfabetiza\u00e7\u00e3o numa escola do Estado, na Fazenda Ros\u00e1rio, com a professora Aldice Pinto da Silva, indo depois estudar no \u201cAteneu Fernando Caldas\u201d, onde concluiu o curso prim\u00e1rio. Fez o curso ginasial no Instituto Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, IME. Com o curso ginasial conclu\u00eddo foi estudar em Salvador, no Col\u00e9gio Maristas, e no Col\u00e9gio Central. Voltando a Ilh\u00e9us concluiu o curso secund\u00e1rio no IME. Formou-se em Bacharel em Direito pela faculdade de Direito de Ilh\u00e9us em 19 de dezembro de 1970. Na mesma \u00e9poca em que fez a faculdade de direito, fez tamb\u00e9m o curso de filosofia na Faculdade de Filosofia de Ilh\u00e9us, n\u00e3o concluindo o curso.<\/p>\n<p>Com a morte de seu pai quando tinha 20 anos de idade, assumiu a administra\u00e7\u00e3o dos bens da fam\u00edlia.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Muito culto, grande conhecedor da hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us, entusiasmado pela beleza e exuber\u00e2ncia do Rio Almada aos dezoito anos tornou-se poeta, nunca publicou um livro, mas sempre publicava seus poemas e suas cr\u00f4nicas em jornais e revistas da cidade, publicou seu primeiro poema no jornal \u201cA Voz do Estudante\u201d. Em 26 de junho de 1981 tomou posse na Academia de Letras de Ilh\u00e9us, cadeira de n\u00ba 18, cadeira esta que tem como patrono Fernando Caldas e Joaquim Lopes Filho como fundador, depois sendo ocupada por Ele, sendo por sua morte ocupada por Ruy P\u00f3voas.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u201cO Rio\u201d<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>\u00e9<\/strong> um de seus poemas, escrito em mar\u00e7o de 1972.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">A \u00e1gua escura escorrendo<\/p>\n<p align=\"center\">livre por entre as pedras,<\/p>\n<p align=\"center\">levando a areia grossa encardida<\/p>\n<p align=\"center\">nos caminhos do mar de Ilh\u00e9us&#8230;<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">O Cachoeira vive murmurando<\/p>\n<p align=\"center\">a conversa da \u00e1gua e da pedra,<\/p>\n<p align=\"center\">em suas pequenas corredeiras<\/p>\n<p align=\"center\">entre po\u00e7os negros e calmos.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Singelo, vem de n\u00e3o muito longe<\/p>\n<p align=\"center\">misturado do Salgado e do Col\u00f4nia,<\/p>\n<p align=\"center\">trazendo da vida o gosto do sal e a<\/p>\n<p align=\"center\">bravura livre dos patax\u00f3s.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">Rio calmo, na sua tranq\u00fcilidade,<\/p>\n<p align=\"center\">vestido de luz e tenro vento gostoso,<\/p>\n<p align=\"center\">deslizando maneiroso as pedras negras,<\/p>\n<p align=\"center\">imprevis\u00edveis nas suas enchentes.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p align=\"center\">O Cachoeira \u00e9 o mais belo poema<\/p>\n<p align=\"center\">que a inspirada natureza daqui escreveu.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p>Com a aposentadoria de Jos\u00e9 Calazans Bastos, Oficial do Registro de Im\u00f3veis do 1\u00ba Of\u00edcio da Comarca de Ilh\u00e9us, foi nomeado interinamente Oficial do Registro pelo Governador do Estado da Bahia em 16 de junho de 1967, depois \u00a0habilitado por concurso, foi nomeado definitivamente Oficial do Registro de Im\u00f3veis do 1\u00ba Of\u00edcio em 10 de mar\u00e7o de 1969, aos 27 anos de idade.<\/p>\n<p>Cacauicultor, dono da Fazenda Alegrias, na rodovia Ilh\u00e9us \u2013 Itabuna, junto a UESC, fazenda que pertencia a sua fam\u00edlia desde 1800; funcion\u00e1rio p\u00fablico, poeta, acad\u00eamico, grande defensor da hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us, sua terra de cora\u00e7\u00e3o. Foi Presidente do \u201cDiret\u00f3rio Central do Estudante\u201d no IME, militante do movimento estudantil contra a ditadura militar; Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Ilh\u00e9us no governo de Edmon Darwich; Editor-chefe da Revista Desfile, publicada em Ilh\u00e9us; Diretor da Escola de Samba de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, de onde foi autor, junto com Saul Barbosa, de sambas enredo da Escola; fez parte diversas vezes do corpo de jurados em concursos culturais da cidade. Muitas vezes foi convidado a ser candidato a Prefeito de Ilh\u00e9us, nunca aceitando os convites.<\/p>\n<p>Em 22 de junho de 1980 casou-se com Suely Hage da Silva com quem teve os seguintes filhos: Leonor, Ant\u00f4nio e Geraldo.<\/p>\n<p>Faleceu na madrugada do dia 5 de abril de 2004, cinco minutos depois da meia noite, no \u201cHospital da Cidade\u201d, em Salvador, cidade onde havia nascido h\u00e1 62 anos.<\/p>\n<p>Seu corpo foi sepultado no Cemit\u00e9rio da Vit\u00f3ria, no mesmo dia do seu falecimento, \u00e0s cinco horas da tarde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f4nio Francisco Leal Lavigne de Lemos (Ton Lavigne) Descendente de uma das fam\u00edlias mais tradicionais de Ilh\u00e9us, filho de Francisco Lavigne de Lemos e de Cora Bastos Leal, que ao casar-se passou a chamar-se, Cora Leal Lavigne de Lemos, nasceu em Salvador, Bahia, no Hospital Portugu\u00eas, em 17 de outubro de 1942. 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