{"id":32630,"date":"2012-01-05T16:55:29","date_gmt":"2012-01-05T18:55:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=32630"},"modified":"2012-01-05T16:55:29","modified_gmt":"2012-01-05T18:55:29","slug":"itabuna-o-paraiso-como-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/01\/05\/itabuna-o-paraiso-como-assim\/","title":{"rendered":"Itabuna o Para\u00edso (Como assim??????)"},"content":{"rendered":"<h3>Autor: Alberto Grimm<\/h3>\n<p>&#8220;Como podemos reconhecer o para\u00edso, se nada parece suficiente para n\u00f3s?&#8221;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>A ideia de um para\u00edso faz o homem esquecer que j\u00e1 o possui<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1rio do primeiro dia:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;O lugar, a julgar pelas constru\u00e7\u00f5es, que dessa dist\u00e2ncia podemos visualizar, parece ser povoado, embora ainda n\u00e3o tenhamos feito nenhum contato visual que possa comprovar esse fato. As constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o grandes e diversas em formatos, o que sugere, claramente, a exist\u00eancia de seres inteligentes na \u00e1rea. Portanto, todo cuidado \u00e9 pouco.&#8221;<\/div>\n<p><strong>Resumo do Segundo dia:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;Come\u00e7amos a explorar o local marcado como alvo. Ainda n\u00e3o nos aproximamos da cidade. Em volta, conforme j\u00e1 diziam os antigos relat\u00f3rios, h\u00e1 de fato muita \u00e1gua. Lagos e rios imensos. \u00c1gua l\u00edmpida, cristalina, perfeita para nossas futuras col\u00f4nias. Um dos nossos batedores foi enviado para uma varredura mais apurada nos arredores da cidade. Ele tem consigo todos os equipamentos e acess\u00f3rios necess\u00e1rios para a medi\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis locais de polui\u00e7\u00e3o ambiental, assim como da qualidade do ar. Aguardamos seu retorno com mais not\u00edcias.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<p><strong>Resumo do terceiro e quarto dias:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;De fato, o batedor nos informou via r\u00e1dio, que, numa primeira an\u00e1lise, o ar \u00e9 adequado. No entanto, n\u00e3o se sentiu pronto para fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o mais efetiva ao centro da cidade. Continua recolhendo amostras dos arredores e informa que ainda n\u00e3o viu nenhum habitante local. Pessoalmente, acredito que estamos diante da lend\u00e1ria terra prometida t\u00e3o falada nos poemas dos antigos profetas&#8230;&#8221;<\/div>\n<p><strong>In\u00edcio do quinto dia:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;Amanheceu h\u00e1 tr\u00eas horas e nenhuma not\u00edcia do batedor at\u00e9 agora tivemos. O combinado seria um relat\u00f3rio a cada seis horas. Talvez seja necess\u00e1rio enviarmos uma equipe ao local para verificar se algum imprevisto ocorreu. Enquanto isso, j\u00e1 coletamos amostras das \u00e1guas da regi\u00e3o e comprovamos que s\u00e3o de fato adequadas para uso. Mas, estamos em meio \u00e0 mata fechada, n\u00e3o sabemos se as reservas da cidade possuem a mesma qualidade. Dependemos de respostas do batedor para prosseguirmos em dire\u00e7\u00e3o ao alvo principal&#8230;&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<p><strong>Quinto dia, 14:00 horas:<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>&#8220;N\u00e3o tivemos nenhum contato com o batedor. Uma equipe t\u00e1tica j\u00e1 foi enviada ao local para averigua\u00e7\u00f5es. Encontramos, em meio \u00e0 selva, uma habita\u00e7\u00e3o e dela nos aproximamos. Os habitantes locais t\u00eam, por h\u00e1bito, o cultivo de plantas suspensas em pequenos vasos com pratos maiores embaixo, que ficam pendurados em suas varandas, ou espalhados pelo ch\u00e3o, todos com \u00e1gua dentro. No entanto, n\u00e3o fizemos contato visual com nenhum desses moradores. Um dos nossos t\u00e9cnicos constatou que n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m dentro da casa, talvez tenham viajado. Da\u00ed, segundo ele, o feliz costume de deixar nos recipientes das plantas, uma quantidade de \u00e1gua para v\u00e1rios dias. Vamos montar um posto de observa\u00e7\u00e3o perto da casa.&#8221;<\/div>\n<p><strong>Resumo do sexto dia:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;Fizemos o primeiro contato visual com um dos habitantes locais. N\u00e3o pareceu perigoso ou digno de maiores cuidados da nossa parte. Ainda n\u00e3o tivemos not\u00edcia do batedor, mas a equipe de resgate encontrou suas anota\u00e7\u00f5es espalhadas pela selva, assim como seus equipamentos de an\u00e1lises. Esperamos que nos digam algo sobre o que aconteceu&#8230;&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<p><strong>Noite do sexto dia:<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;Hoje, fizemos um plant\u00e3o noturno. As anota\u00e7\u00f5es recolhidas s\u00e3o bastante relevantes e precisavam ser estudadas com urg\u00eancia. Aqui, em nosso posto de observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o corremos perigo algum. N\u00e3o h\u00e1 predadores ou riscos aparentes para nenhum do grupo. Sobre as anota\u00e7\u00f5es, o batedor informa que fez contato direto com os habitantes locais e agora, se preparava para averiguar as condi\u00e7\u00f5es para implanta\u00e7\u00e3o do n\u00facleo de povoamento. Acreditava ele que encontrara o lugar perfeito. Observou ainda que, em quase todas as resid\u00eancias, as condi\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o adequadas. Temos o mapa da regi\u00e3o, iremos verificar pela manh\u00e3.&#8221;<\/div>\n<p><strong>Tarde do s\u00e9timo dia. Relat\u00f3rio final preliminar.<\/strong><\/p>\n<div>&#8220;Desculpe se pare\u00e7o euf\u00f3rico, mas, na verdade estou. Fizemos uma varredura completa do local indicado para o povoamento. S\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es, verdadeiramente excelentes. N\u00e3o h\u00e1 agentes t\u00f3xicos, para n\u00f3s, no meio ambiente, assim como n\u00e3o encontramos resist\u00eancia alguma, da parte dos residentes. Poucos moradores nativos se preocupam com a possibilidade de uma ocupa\u00e7\u00e3o pelos nossos colonos. O alimento, isso \u00e9 importante, \u00e9 farto e f\u00e1cil de se obter. Isso \u00e9 importante especialmente para os mais novos, da nossa esp\u00e9cie.&#8221;<\/div>\n<div>&#8220;Junto com esse relat\u00f3rio preliminar, na verdade quase final, estamos enviando um mapa completo com a localiza\u00e7\u00e3o perfeita para a instala\u00e7\u00e3o dos primeiros n\u00facleos habitacionais. Imagino que em pouco tempo seremos muitos. Mas, alimento e condi\u00e7\u00f5es para procria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um problema que tenhamos pela frente. S\u00f3 quero acrescentar que as antigas profecias estavam corretas, quando falavam da sonhada terra prometida para o nosso povo. Acredito que a encontramos. E, senhores, podemos afirmar com grande j\u00fabilo, que, uma nova etapa em nossa exist\u00eancia ter\u00e1 in\u00edcio. Finalizando, este lugar, a terra prometida para n\u00f3s, os Mosquitos Aedes Aegypti, ou mosquito da Dengue, \u00e9 o maior pa\u00eds do continente Sul-americano. Podemos come\u00e7ar j\u00e1 os planos de mudan\u00e7a para c\u00e1. Em tempo, sobre nosso batedor, ele sucumbiu por excessos, devido a fartura da alimenta\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-7pAwlXes2EU\/TvjofPTm37I\/AAAAAAAABWw\/2Ar6ItoazIo\/s1600\/imagesCAHFZAVE.jpg\"><img src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-7pAwlXes2EU\/TvjofPTm37I\/AAAAAAAABWw\/2Ar6ItoazIo\/s1600\/imagesCAHFZAVE.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<div><strong>N\u00c3O TINHA COMO N\u00c3O LEMBRAR DE ITABUNA\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p>Autor: Alberto Grimm &#8211;\u00a0\u00e9 escritor de hist\u00f3rias infantis, \u00e9 mestre em Filosofia e graduado tamb\u00e9m em Publicidade e Design Gr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Os contos s\u00e3o f\u00e1bulas modernas, das quais sempre podemos extrair formid\u00e1veis li\u00e7\u00f5es de vida, que muito favorece \u00e0 reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>email: alberto.grimm@gmail.com<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nNo <a href = \"http:\/\/conselhodecidadania.blogspot.com\/2012\/01\/itabuna-o-paraiso-como-assim.html\" target = \"_news\"><b>CONSELHO DE CIDADANIA PERMANENTE <\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Alberto Grimm &#8220;Como podemos reconhecer o para\u00edso, se nada parece suficiente para n\u00f3s?&#8221; &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; A ideia de um para\u00edso faz o homem esquecer que j\u00e1 o possui Di\u00e1rio do primeiro dia: &#8220;O lugar, a julgar pelas constru\u00e7\u00f5es, que dessa dist\u00e2ncia podemos visualizar, parece ser povoado, embora ainda n\u00e3o tenhamos feito nenhum contato visual que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[12],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32630"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32630"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32630\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32633,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32630\/revisions\/32633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32630"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32630"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32630"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}