{"id":3333,"date":"2010-11-29T19:59:28","date_gmt":"2010-11-29T22:59:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=3333"},"modified":"2010-11-29T19:59:28","modified_gmt":"2010-11-29T22:59:28","slug":"instante-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/11\/29\/instante-da-morte\/","title":{"rendered":"Instante da morte"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, perguntou aos Esp\u00edritos:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a d\u00favida, o temor, ou a esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>Os Benfeitores responderam:<\/p>\n<p>A d\u00favida, nos descrentes contumazes; o temor, nos culpados; a esperan\u00e7a, nos homens de bem.<\/p>\n<p>Em todos os tempos, o homem se preocupou com o seu futuro para l\u00e1 do t\u00famulo e isso \u00e9 muito natural.<\/p>\n<p>Qualquer que seja a import\u00e2ncia que d\u00ea \u00e0 vida presente, n\u00e3o pode ele deixar de considerar o quanto essa vida \u00e9 curta.<\/p>\n<p>E, sobretudo, prec\u00e1ria, pois que, a cada instante est\u00e1 sujeita a interromper-se, nenhuma certeza lhe sendo permitida acerca do dia seguinte.<\/p>\n<p>Que ser\u00e1 dele, ap\u00f3s o instante fatal?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Quest\u00e3o grave esta, porquanto n\u00e3o se trata de alguns anos apenas, mas da eternidade.<\/p>\n<p>Aquele que tem de passar longo tempo em pa\u00eds estrangeiro, se preocupa com a situa\u00e7\u00e3o em que l\u00e1 se achar\u00e1.<\/p>\n<p>Como, ent\u00e3o, n\u00e3o nos haveria de preocupar a situa\u00e7\u00e3o em que nos veremos, deixando este Mundo?<\/p>\n<p>Advindo da vida imortal, o homem guarda vaga lembran\u00e7a do que sabe e do que viu no plano espiritual.<\/p>\n<p>Isso faz com que, no instante da morte ele sinta que n\u00e3o estar\u00e1 definitivamente liquidado.<\/p>\n<p>Chegando, assim, o instante da morte, conforme ensinam os Esp\u00edritos, cada um se sentir\u00e1 de acordo com sua consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Se traz a consci\u00eancia culpada, sentir\u00e1 temor. Se foi um homem c\u00e9ptico, descrente, sentir\u00e1, inelutavelmente, a d\u00favida.<\/p>\n<p>Mas, se foi um homem de bem, um homem bom, a esperan\u00e7a lhe far\u00e1 companhia, ao despedir-se do corpo que lhe serviu de instrumento para bem viver.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 simples: morre-se como se vive. Tal vida, tal morte, diz a sabedoria popular.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o nos diz que o fato de deixarmos o inv\u00f3lucro carnal, n\u00e3o nos tornar\u00e1 melhores nem piores do que fomos at\u00e9 ent\u00e3o. A natureza n\u00e3o d\u00e1 saltos.<\/p>\n<p>O que podemos, e isso nos \u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 buscar viver de conformidade com as Leis Divinas desde agora, enquanto estamos a caminho.<\/p>\n<p>Poderemos, se quisermos, vencer a descren\u00e7a, buscando estudar as obras que falam de imortalidade, da realidade objetiva que nos aguarda ap\u00f3s o decesso carnal.<\/p>\n<p>Poderemos, ainda, aliviar a consci\u00eancia culpada atrav\u00e9s da reformula\u00e7\u00e3o de valores, da reforma moral, envidando esfor\u00e7os para melhorar a nossa paisagem \u00edntima, desde j\u00e1.<\/p>\n<p>Todavia, isso \u00e9 de foro \u00edntimo de cada um de n\u00f3s, de quem depende, exclusivamente, a vontade de conquistar um estado d\u00b4alma tranq\u00fcilo, n\u00e3o s\u00f3 no instante da morte, mas em todos os instantes da vida, que \u00e9 eterna.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>A id\u00e9ia do nada no Al\u00e9m-t\u00famulo tem qualquer coisa que repugna \u00e0 raz\u00e3o.<\/p>\n<p>O homem, por mais despreocupado seja durante a vida, em chegando o momento supremo, pergunta a si mesmo o que vai ser dele, e sem o querer espera algo mais que o nada.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o nos diz que crer em Deus, sem admitir a vida futura, \u00e9 um contra-senso.<\/p>\n<p>O sentimento de uma exist\u00eancia melhor reside em todos os homens e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que Deus a\u00ed o tenha colocado em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Pensemos nisso!<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nReda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base nas quest\u00f5es 958 a 961 de O livro dos esp\u00edritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEnviada por Melck Rabelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, perguntou aos Esp\u00edritos: Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a d\u00favida, o temor, ou a esperan\u00e7a? Os Benfeitores responderam: A d\u00favida, nos descrentes contumazes; o temor, nos culpados; a esperan\u00e7a, nos homens de bem. 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