{"id":33622,"date":"2012-01-16T20:02:29","date_gmt":"2012-01-16T22:02:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=33622"},"modified":"2012-01-16T20:02:29","modified_gmt":"2012-01-16T22:02:29","slug":"destino-da-terra-e-causas-das-miserias-humanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/01\/16\/destino-da-terra-e-causas-das-miserias-humanas\/","title":{"rendered":"DESTINO DA TERRA E CAUSAS DAS MIS\u00c9RIAS HUMANAS"},"content":{"rendered":"<p><strong>ALLAN KARDEC<\/strong><\/p>\n<p>Admira-se de haver sobra a Terra tantas maldades e tantas paix\u00f5es inferiores, tantas mis\u00e9rias e enfermidades de toda a sorte, concluindo-se que miser\u00e1vel coisa \u00e9 a esp\u00e9cie humana. Esse julgamento decorre de uma vis\u00e3o estreita, que d\u00e1 uma falsa ideia do conjunto.<br \/>\nFar\u00edamos uma ideia muito falsa da popula\u00e7\u00e3o de uma grande cidade, se a julg\u00e1ssemos pelos moradores dos bairros mais pobres e s\u00f3rdidos. Num hospital, s\u00f3 vemos doentes e estropiados; numa gal\u00e9, vemos todas as torpezas, todos os v\u00edcios reunidos; nas regi\u00f5es insalubres, as maiores partes dos habitantes s\u00e3o p\u00e1lidos, fracos, doentes e oprimidos pela falta de prote\u00e7\u00e3o e da uni\u00e3o trazida da paz e do amor.<br \/>\nPois bem: consideremos a Terra como um arrabalde, um hospital, uma penitenciaria, um pantanal, porque ela \u00e9 tudo isso a um s\u00f3 tempo, e compreenderemos porque as suas afli\u00e7\u00f5es sobrepujam os prazeres.<br \/>\nPorque n\u00e3o se enviam aos hospitais as pessoas sadias, nem \u00e0s Casas de Corre\u00e7\u00e3o os que n\u00e3o praticam crimes, e nem os hospitais, nem as casas de corre\u00e7\u00e3o, s\u00e3o lugares de del\u00edcias!<br \/>\nOra, da mesma maneira que, numa cidade, toda a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se encontra nos hospitais ou nas pris\u00f5es, assim a humanidade inteira n\u00e3o se encontra na Terra. E como sa\u00edmos do hospital quando estamos curados, e da pris\u00e3o quando cumprimos a pena, o homem sai da Terra para mundos mais felizes, quando se acham curados de suas enfermidades morais.<br \/>\nO homem n\u00e3o procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfei\u00e7oando-se.<br \/>\nUm sentimento de amor e fraternidade une a todos os homens, e os mais fortes ajudam os mais fracos. Todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana apresentam-se engrandecidos e purificados.<br \/>\nOs \u00f3dios, as mesquinharias do ci\u00fame, as baixas cobi\u00e7as da inveja, s\u00e3o conjuntos sistem\u00e1ticos ainda utilizados por seres irracionais.<br \/>\nO duelo pode, sem d\u00favida, em certos casos, ser uma prova de coragem f\u00edsica, de menosprezo pela vida, mas \u00e9 incontestavelmente uma prova de covardia moral, como o suic\u00eddio.<br \/>\nOs suicidas n\u00e3o t\u00eam coragem de enfrentar as adversidades da vida. Os duelistas n\u00e3o a t\u00eam para suportar as ofensas.<br \/>\nS\u00f3 \u00e9 verdadeiramente grande aquele que, considerando a vida como uma viagem que tem destino certo, n\u00e3o se incomoda com as asperezas do caminho, n\u00e3o se deixa desviar por um instante da rota certa.<br \/>\nUma maravilhosa p\u00e1gina de exemplo nos oferece o humilde e grande autor dessa reflex\u00e3o!<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEnviado por Eduardo Afonso<br \/>\n73 8844-9147<br \/>\nIlh\u00e9us \u2013 Bahia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ALLAN KARDEC Admira-se de haver sobra a Terra tantas maldades e tantas paix\u00f5es inferiores, tantas mis\u00e9rias e enfermidades de toda a sorte, concluindo-se que miser\u00e1vel coisa \u00e9 a esp\u00e9cie humana. Esse julgamento decorre de uma vis\u00e3o estreita, que d\u00e1 uma falsa ideia do conjunto. 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