{"id":36029,"date":"2012-02-11T21:17:23","date_gmt":"2012-02-11T23:17:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=36029"},"modified":"2012-02-11T21:17:23","modified_gmt":"2012-02-11T23:17:23","slug":"termina-a-greve-de-policiais-militares-e-bombeiros-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/02\/11\/termina-a-greve-de-policiais-militares-e-bombeiros-na-bahia\/","title":{"rendered":"Termina a greve de policiais militares e bombeiros na Bahia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Categoria finaliza acordo com o governo estadual e retomar\u00e1 imediatamente \u00e0s atividades<\/strong><\/p>\n<p>Depois de 12 dias de paralisa\u00e7\u00e3o, o comando de greve do grupo de policiais militares e bombeiros baianos, paralisados desde a noite do \u00faltimo dia 31 de janeiro, retomar\u00e3o as atividades a partir deste domingo (12). A decis\u00e3o de encerrar a greve foi tomada durante assembleia realizada neste s\u00e1bado (11), no Sindicato dos Banc\u00e1rios, no bairro dos Aflitos, no Centro de Salvador. <\/p>\n<p>Os militares ter\u00e3o reajuste de 6,5% retroativo a janeiro deste ano. Em contrapartida, os militares abriram m\u00e3o da revoga\u00e7\u00e3o do decreto de pris\u00e3o dos policiais e bombeiros envolvidos nas a\u00e7\u00f5es grevista.<\/p>\n<p>De acordo com a categoria, a via judicial ser\u00e1 o caminho direto para tentar negociar a libera\u00e7\u00e3o dos PM&#8217;s presos. Al\u00e9m disso, os policias militares garantiram que far\u00e3o o policiamento ostensivo durante os dias de Carnaval. <\/p>\n<p>Na manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira (09), policiais ligados a Aspra (Associa\u00e7\u00e3o de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia) desocupou o pr\u00e9dio da Assembleia da Assembleia Legislativa do Estado (ALBA), no Centro Administrativo (CAB).<\/p>\n<p>Desocupa\u00e7\u00e3o da Assembleia: o come\u00e7o do fim<br \/>\nDesde que os grevistas entraram no pr\u00e9dio, logo ap\u00f3s a assembleia do dia 31 de janeiro, o local se transformou no palco principal dos impasses e tamb\u00e9m dos conflitos. Cerca de 250 pessoas, entre membros da corpora\u00e7\u00e3o e familiares, ocupavam o local e transformaram o Centro Administrativo em uma \u00e1rea militarizada. <\/p>\n<p>No come\u00e7o da semana, mais de 1.400 militares do Ex\u00e9rcito, 200 PM&#8217;s de companhias especiais, 50 homens da For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a e agentes da Pol\u00edcia Federal fizeram um cord\u00e3o de isolamento em toda a \u00e1rea e controlaram o fluxo de pessoas at\u00e9 o \u00faltimo de ocupa\u00e7\u00e3o. Durante o per\u00edodo, houve momentos diversos de tens\u00e3o entre os manifestantes, os apoiadores e as For\u00e7a Armadas, que tinham como ordem a reintegra\u00e7\u00e3o de posse do pr\u00e9dio.  Bombas de g\u00e1s de efeito moral, cassetetes e spray de pimenta foram usados para manter a ordem. <\/p>\n<p>Com a divulga\u00e7\u00e3o de conversas em que o l\u00edder do movimento, Marco Prisco, foi flagrado conversando com um colega grevista e tratando de a\u00e7\u00f5es de intimida\u00e7\u00e3o como queima de viaturas e fechamento de rodovias, na noite de quarta-feira (08), o clima de tens\u00e3o aumentou na Assembleia. Na madrugada, o advogado de Prisco informou que negociava a rendi\u00e7\u00e3o e a sa\u00edda do grupo, sem Prisco que foi detido dentro do pr\u00e9dio, se deu de forma tranquila. <\/p>\n<p>Mesmo com a vis\u00edvel perda de for\u00e7a do movimento, o grupo ligado a Aspra decidiu manter a greve esperando tamb\u00e9m a ades\u00e3o de outras associa\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o ocorreu. Em diversas cidades do interior, a rotina de trabalho foi voltando ao normal. <\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7o nas negocia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o da \u00faltima ter\u00e7a-feira (07), o governador Jaques Wagner deu sinais de que as negocia\u00e7\u00f5es estariam avan\u00e7ando e que a greve poderia acabar a qualquer momento. Segundo ele, o di\u00e1logo se estendeu e o \u00fanico impasse para o fim da greve era sobre a anista aos PMs acampados na ALBA. Sobre o pagamento de gratifica\u00e7\u00f5es, um dos pedidos dos PMs, o governador admitiu a possibilidade de incorporar o benef\u00edcio ao soldo dos policiais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, ao longo de cinco anos, concedemos 30% de aumento real. E eu tenho limite na folha. As negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o em torno desse valor, da chamada GAP 4, e eventualmente at\u00e9 da GAP 5, mas evidentemente isso ter\u00e1 que ser partilhado ao longo de 2013, 2014 e at\u00e9 2015. Se for para pagar alguma coisa imediatamente agora, n\u00e3o h\u00e1 menor espa\u00e7o, porque eu n\u00e3o tenho espa\u00e7o fiscal para faz\u00ea-lo&#8221;, afirmou mais cedo o governador.<\/p>\n<p>Na quarta-feira, o l\u00edder dos grevistas Marco Prisco, presidente da Aspra e l\u00edder dos grevistas, disse em entrevista a emissoras locais de televis\u00e3o que as negocia\u00e7\u00f5es sobre o pagamento de gratifica\u00e7\u00f5es de atividade policial V e IV (GAPs) podem ficar para depois, pois a prioridade \u00e9 a anistia dos PMs.<\/p>\n<p>&#8220;Tem uma pauta que tem que ser discutida primeiro, que \u00e9 a quest\u00e3o da revoga\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es. Sem a discuss\u00e3o dessa pauta, n\u00e3o h\u00e1 outra discuss\u00e3o. A pauta n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o da GAP&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Prisco chegou a defender os policiais, afirmando que n\u00e3o estariam envolvidos em atos de vandalismo cometidos na cidade desde o in\u00edcio da greve. \u201cApesar de nos acusarem, os atos de vandalismo n\u00e3o foram cometidos por mim nem por outros policiais. N\u00e3o cometemos crime nenhum. A prova \u00e9 que o crime aumentou tr\u00eas vezes depois que iniciamos a greve. E estamos todos aqui dentro (na Assembleia Legislativa)\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Dias de tens\u00e3o<\/strong><br \/>\nAssim que chegou de Cuba, o governador Jaques Wagner solicitou a presen\u00e7a do Ex\u00e9rcito Brasileiro e da For\u00e7a Nacional para fazer a seguran\u00e7a das avenidas e bairros da capital baiana e tamb\u00e9m nas cidades do interior.<\/p>\n<p>Durante todo o per\u00edodo em que estiveram paralisados, uma onda de saques, de viol\u00eancia e tamb\u00e9m de boatos imp\u00f4s o temor e o p\u00e2nico em diversas partes do estado. \u00d4nibus foram queimados, estabelecimentos comerciais foram fechados, aulas suspensas, preju\u00edzos nos bares e restaurantes foram contabilizados, dezenas de eventos cancelados, tiroteio, arrast\u00f5es e homic\u00eddios cometidos na capital baiana. <\/p>\n<p>No total, o efetivo de policias militares da Bahia \u00e9 de cerca de 30 mil profissionais. De acordo com a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP) somente 10% da categoria teria aderido \u00e0 greve. Entretanto, para as diversas associa\u00e7\u00f5es de policiais, este n\u00famero teria sido muito maior. O sargento Agnaldo Pinto, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Pra\u00e7as da Pol\u00edcia Militar da Bahia (APPM), chegou a afirmar que 90% teria cruzado os bra\u00e7os e, mesmo os que n\u00e3o participara da ocupa\u00e7\u00e3o da Assembleia, ficaram recolhidos nos quart\u00e9is ou companhias. <\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n<strong>Gilvan Reis e Mayra Lopes <\/strong><br \/>\n<a href = \"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticias\/detalhes\/detalhes-1\/artigo\/termina-a-greve-de-policiais-e-bombeiros-militares-da-bahia\/\" target = \"_news\"><b>CORREIO DA BAHIA<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Categoria finaliza acordo com o governo estadual e retomar\u00e1 imediatamente \u00e0s atividades Depois de 12 dias de paralisa\u00e7\u00e3o, o comando de greve do grupo de policiais militares e bombeiros baianos, paralisados desde a noite do \u00faltimo dia 31 de janeiro, retomar\u00e3o as atividades a partir deste domingo (12). 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