{"id":39370,"date":"2012-04-25T11:57:40","date_gmt":"2012-04-25T14:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=39370"},"modified":"2012-04-25T11:57:40","modified_gmt":"2012-04-25T14:57:40","slug":"industria-da-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/04\/25\/industria-da-seca\/","title":{"rendered":"IND\u00daSTRIA DA SECA"},"content":{"rendered":"<p>De: JUVENTINO RIBEIRO <juventinoribeiro @hotmail.com><br \/>\nAssunto: INDUSTRIA DA SECA<\/p>\n<p>Corpo da mensagem:<br \/>\nIND\u00daSTRIA DA SECA<br \/>\nRevirando meus alfarr\u00e1bios para descartar inutilidades, encontrei alguns artigos que publiquei h\u00e1 alguns anos. Um deles, publicado no extinto Di\u00e1rio da Tarde, de Ilh\u00e9us, a 7 de maio de 1998, me remeteu \u00e0s not\u00edcias atuais sobre a seca que assola nosso sofrido Nordeste Brasileiro.<br \/>\nEm Aracaju, a Presidenta Dilma e governadores nordestinos, firmaram acordo para alavancar recursos e definir estrat\u00e9gias que aliviem os mun\u00edcipios afetados pela seca, repetindo-se mais um cap\u00edtulo de uma hist\u00f3ria que nos remete a 1877, quando  uma grande seca assolou o Nordeste.<br \/>\n Naquele ano o ent\u00e3o Imperador manifestou preocupa\u00e7\u00e3o e tomou diversas medidas que visavam a reduzir os efeitos da seca e tamb\u00e9m a desenvolver a Regi\u00e3o, criando uma  comiss\u00e3o especial para estudar o problema, que se transformou no embri\u00e3o de um sistema que  ainda vigora at\u00e9 os dias atuais. Seca vem, seca vai, recursos somem e problemas continuam.<br \/>\nEm 1909 a cria\u00e7\u00e3o da Inspetoria de Obras Contra as Secas marcou definitivamente o in\u00edcio de uma s\u00e9rie de medidas apenas paliativas que perdurariam at\u00e9 hoje, mudando apenas de nomes.<br \/>\nEm 1919 uma p\u00e1lida mudan\u00e7a apenas alterou o nome para Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas. Em 1920, com mais pompa, instituiu-se a Caixa Especial das Obras em Terras Cultiv\u00e1veis do Nordeste Brasileiro.<br \/>\nUma medida efetiva ocorreu na promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1934, quando um dispositivo promovia a destina\u00e7\u00e3o de 4 por cento dos recursos federais da Regi\u00e3o para amenizar os efeitos das secas.<br \/>\nA Constitui\u00e7\u00e3o Federal promulgada em 1945, atrav\u00e9s do artigo 198, destinava 3 por cento da renda tribut\u00e1ria da Uni\u00e3o ao combate dos efeitos da seca nordestina. Nesse ano foi tamb\u00e9m criado o DNOCS-Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 Inspetoria Federal.<br \/>\nEm 1948 criou-se a CODEVASF-Comiss\u00e3o de Desenvolvimento do Vale do S\u00e3o Francisco e a CHESF-Compania Hidro-El\u00e9trica do S\u00e3o Francisco. Em 1952, criou-se o Banco do Nordeste Brasileiro S. A.<br \/>\nDentre tantas institui\u00e7\u00f5es, programas, companhias e bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1s, a mais importante institui\u00e7\u00e3o foi a SUDENE-Supeintend\u00eancia de Desenvolvimento do Nordeste, idealizada em 1959 pelo renomado economista Celso Monteiro Furtado, da qual foi o primeiro superintendente.<br \/>\nNascia, ent\u00e3o, uma institui\u00e7\u00e3o s\u00e9ria porque Celso Furtado era s\u00e9rio, competente e homem do bem. Chefiava uma divis\u00e3o da CEPAL, \u00f3rg\u00e3o da ONU, quando fora convidado para uma diretoria do BNDE. Aceitou o convite, impondo a condi\u00e7\u00e3o de que tal diretoria viesse a se transformar num \u00f3rgao que cuidasse com compet\u00eancia dos problemas do seu sofrido Nordeste.<br \/>\nQuem conhece bem a hist\u00f3ria contempor\u00e2nea do Brasil sabe o que ocorrreu com a SUDENE e sobre o naufr\u00e1gio dos ideais de um homem que praticava a verdadeira pol\u00edtica altruista.<br \/>\nA partir de ent\u00e3o, o que temos testemunhado \u00e9 a continuidade de medidas paliativas e populistas, benesses e barganhas eleitoreiras, tal qual uma intermin\u00e1vel linha de montagem de uma ind\u00fastria da seca, que leva polpudas verbas para o submundo da corrup\u00e7\u00e3o. Lembrete: 2012 \u00e9 ano de elei\u00e7\u00f5es. Que a bolsa estiagem n\u00e3o as influencie.<br \/>\nJuventino Ribeiro &#8211; 25\/04\/2012<br \/>\n(juventinoribeiro@hotmail.com \u2013 Facebook \u2013 Twitter \u2013 Linkedin)<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEsta mensagem foi enviada atrav\u00e9s do formul\u00e1rio de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1<\/juventinoribeiro><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De: JUVENTINO RIBEIRO Assunto: INDUSTRIA DA SECA Corpo da mensagem: IND\u00daSTRIA DA SECA Revirando meus alfarr\u00e1bios para descartar inutilidades, encontrei alguns artigos que publiquei h\u00e1 alguns anos. 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