{"id":41439,"date":"2012-05-23T12:17:22","date_gmt":"2012-05-23T15:17:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=41439"},"modified":"2012-05-23T12:17:22","modified_gmt":"2012-05-23T15:17:22","slug":"achado-o-ponto-fraco-da-vassoura-de-bruxa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/05\/23\/achado-o-ponto-fraco-da-vassoura-de-bruxa\/","title":{"rendered":"ACHADO O PONTO FRACO DA VASSOURA DE BRUXA"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<h5>Descoberta abre caminho para o desenvolvimento de drogas capazes de matar a principal praga que afeta a produ\u00e7\u00e3o de cacau no pa\u00eds. Doen\u00e7a derrubou produ\u00e7\u00e3o de cacau no Brasil (<em>divulga\u00e7\u00e3o<\/em>)<\/h5>\n<\/div>\n<h5>\u00a0Achado o ponto fraco da vassoura de bruxa<\/h5>\n<h5><strong>Por Karina Toledo<\/strong><\/h5>\n<h5><strong><a href=\"http:\/\/www.ateffaba.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/foto_dentro15623_1.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" title=\"foto_dentro15623_1\" src=\"http:\/\/www.ateffaba.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/foto_dentro15623_1.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"143\" \/><\/a><\/strong><\/h5>\n<h5><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>\u00a0\u2013 A estrat\u00e9gia usada pela praga vassoura-de-bruxa \u2013 principal doen\u00e7a que afeta a produ\u00e7\u00e3o de cacau no pa\u00eds \u2013 para resistir ao ataque da planta hospedeira e aos mais potentes fungicidas do mercado foi desvendada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/h5>\n<h5>A descoberta, publicada na revista\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/j.1469-8137.2012.04119.x\/abstract\" target=\"_blank\"><em>New Phytologist<\/em><\/a><\/strong>, abre caminho para o desenvolvimento de novas drogas capazes de combater a doen\u00e7a de forma efetiva.<\/h5>\n<h5>Causada pelo fungo\u00a0<em>Moniliophthora perniciosa<\/em>, a vassoura-de-bruxa tem esse nome porque deixa os ramos do cacaueiro secos como uma vassoura velha. As \u00e1reas afetadas n\u00e3o conseguem realizar fotoss\u00edntese e, para piorar, liberam subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que diminuem a produ\u00e7\u00e3o de frutos. Os poucos frutos produzidos se tornam invi\u00e1veis para a fabrica\u00e7\u00e3o de chocolate.<\/h5>\n<h5>\u201cNa fase inicial da infec\u00e7\u00e3o, a planta tenta deter a a\u00e7\u00e3o do invasor liberando grandes quantidades de \u00f3xido n\u00edtrico (NO), subst\u00e2ncia capaz de bloquear a cadeia respirat\u00f3ria do fungo. Mas descobrimos que a vassoura-de-bruxa possui um mecanismo alternativo de respira\u00e7\u00e3o que lhe permite resistir a esse ataque\u201d, explicou Gon\u00e7alo Amarante Guimar\u00e3es Pereira, coordenador do Laborat\u00f3rio de Gen\u00f4mica e Express\u00e3o da Unicamp, onde a pesquisa foi conduzida.<\/h5>\n<h5>Ironicamente, a pr\u00f3pria planta acaba sofrendo os efeitos t\u00f3xicos do NO. Os galhos infectados morrem e viram banquete para a\u00a0<em>M. perniciosa<\/em>. \u201cO fungo tem uma fase biotr\u00f3fica, na qual vive dentro da planta ainda viva, e outra necrotr\u00f3fica, em que se alimenta do tecido morto\u201d, disse Pereira.<\/h5>\n<h5>A equipe coordenada pelo pesquisador descobriu que, durante a fase biotr\u00f3fica, quando est\u00e1 sob o ataque da planta, a vassoura-de-bruxa produz uma enzima chamada oxidase alternativa. Essa prote\u00edna lhe permite gerar uma quantidade m\u00ednima de energia e garante sua sobreviv\u00eancia.<\/h5>\n<h5>\u201cNesse per\u00edodo o fungo praticamente n\u00e3o cresce, pois a energia dispon\u00edvel \u00e9 pequena, mas ele consegue resistir ao ataque\u201d, disse Pereira.<\/h5>\n<h5>Quando a planta finalmente d\u00e1 a batalha por vencida, envia sinais para as c\u00e9lulas do galho infectado se suicidarem \u2013 processo conhecido como apoptose. Como o \u00f3xido n\u00edtrico deixa de ser liberado, o fungo desliga o mecanismo alternativo de respira\u00e7\u00e3o e entra na fase necrotr\u00f3fica, passando a devorar vorazmente o tecido morto.<\/h5>\n<h5><strong>Em duas frentes<\/strong><\/h5>\n<p><!--more--><\/p>\n<h5>Os cientistas tiveram ent\u00e3o a ideia de testar uma combina\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios ativos \u2013 azoxistrobina e \u00e1cido salicil-hidrox\u00e2mico \u2013 capazes de inibir simultaneamente os dois mecanismos respirat\u00f3rios da praga.<\/h5>\n<h5>\u201cObservamos que quando a respira\u00e7\u00e3o principal \u00e9 bloqueada pela azoxistrobina e a respira\u00e7\u00e3o alternativa se mant\u00e9m, o fungo permanece na fase biotr\u00f3fica. Mas, quando combinamos essa droga com um inibidor da oxidase alternativa, o fungo cessa completamente seu crescimento\u201d, contou Pereira.<\/h5>\n<h5>Embora tenha se mostrado promissora nos testes de laborat\u00f3rio, essa combina\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas n\u00e3o pode ser usada como um fungicida comercial. \u201cA f\u00f3rmula \u00e9 altamente inst\u00e1vel e se degrada com facilidade. E isso inviabiliza o uso no campo\u201d, disse.<\/h5>\n<h5>A equipe agora trabalha, em parceria com a fabricante de defensivos agr\u00edcolas Ihara, para achar uma mol\u00e9cula com a\u00e7\u00e3o semelhante e capaz de se manter est\u00e1vel por longos per\u00edodos de prateleira.<\/h5>\n<h5>\u201cTemos a oportunidade de criar um produto realmente eficaz para fungos tropicais. Hoje n\u00e3o existe fungicida assim em nenhum lugar do mundo. \u00c9 algo de grande import\u00e2ncia tecnol\u00f3gica\u201d, avaliou Pereira.<\/h5>\n<h5>Os pesquisadores est\u00e3o testando a mesma combina\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas capaz de bloquear a enzima oxidase alternativa contra outras esp\u00e9cies de fungos tropicais, como a ferrujem da soja e do caf\u00e9. \u201cOs resultados em laborat\u00f3rio indicam que estamos na dire\u00e7\u00e3o certa\u201d, disse.<\/h5>\n<h5>Realizada com financiamento da FAPESP, a pesquisa faz parte do projeto de doutorado de\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/101539\/importancia-proteinas-alternativas-cadeia-respiratoria\/\" target=\"_blank\">Daniela Thomazella\u00a0<\/a><\/strong>e\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/108809\/construcao-atlas-transcriptomico-estudo-doenca\/\" target=\"_blank\">Paulo Teixeira\u00a0<\/a><\/strong>, e est\u00e1 sendo realizada no \u00e2mbito do Projeto Tem\u00e1tico\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/projetos-tematicos\/2271\/estudo-integrado-comparativo-tres-doencas\" target=\"_blank\">\u201cEstudo integrado e comparativo de tr\u00eas doen\u00e7as f\u00fangicas do cacau \u2013 vassoura-de-bruxa, monil\u00edase e mal do fac\u00e3o \u2013 visando \u00e0 compreens\u00e3o de mecanismos de patogenicidade para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias de controle\u201d, coordenado por Pereira.<\/a><\/strong>.<\/h5>\n<h5>Os esfor\u00e7os brasileiros para elucidar o mecanismo de a\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a que h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas afeta drasticamente a produ\u00e7\u00e3o de cacau no Brasil come\u00e7aram por volta do ano 2000, com o mapeamento do genoma da\u00a0<em>M. perniciosa<\/em>.<\/h5>\n<h5>Quando chegou ao sul da Bahia, em 1989, provavelmente vinda da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, a vassoura-de-bruxa fez com que a produ\u00e7\u00e3o nacional ca\u00edsse de aproximadamente 400 mil toneladas ao ano para pouco mais de 120 mil. O Brasil, antes um dos maiores exportadores de cacau, passou a importar sementes de pa\u00edses como a Indon\u00e9sia, com qualidade inferior.<\/h5>\n<h5>Atualmente, a doen\u00e7a est\u00e1 presente em todos os pa\u00edses produtores de cacau da Am\u00e9rica Central e do Sul.<\/h5>\n<p>Fonte: Internet<\/p>\n<p>Ascom-Rezende<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta abre caminho para o desenvolvimento de drogas capazes de matar a principal praga que afeta a produ\u00e7\u00e3o de cacau no pa\u00eds. Doen\u00e7a derrubou produ\u00e7\u00e3o de cacau no Brasil (divulga\u00e7\u00e3o) \u00a0Achado o ponto fraco da vassoura de bruxa Por Karina Toledo Ag\u00eancia FAPESP\u00a0\u2013 A estrat\u00e9gia usada pela praga vassoura-de-bruxa \u2013 principal doen\u00e7a que afeta a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41439"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41439"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41439\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41442,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41439\/revisions\/41442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}