{"id":42939,"date":"2012-06-11T12:07:07","date_gmt":"2012-06-11T15:07:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=42939"},"modified":"2012-06-11T12:07:07","modified_gmt":"2012-06-11T15:07:07","slug":"luiz-castro-em-decolores-68","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/06\/11\/luiz-castro-em-decolores-68\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em><strong>\u00a0\u201cDepois que o sol desaparece no horizonte, o c\u00e9u ainda brilha por uma hora inteira. Quando uma pessoa desaparece, o c\u00e9u deste mundo ainda continua iluminado por muito tempo, depois de sua partida. A figura de uma pessoa assim n\u00e3o se apaga deste mundo. Quando vai, deixa na terra muito de si. Estando morta, ainda fala.\u201d<\/strong><\/em> <strong>Brecher<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"118\" \/>TRIBUTO PARA ITASSUC\u00ca\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Esse pensamento diz muito sobre pessoas que convivi nestes 40 anos e que muito marcaram minha vida a exemplo de \u00a0S\u00e1 Barretto e Dona Itassuc\u00ea.\u00a0 Foi atrav\u00e9s do Movimento de Cursilho que fui acolhido pelo casal e freq\u00fcentei sua resid\u00eancia e viajamos in\u00fameras vezes para o interior da Diocese de Ilh\u00e9us pregando a palavra de Deus.<\/p>\n<p>Dona Itassuc\u00ea foi uma mulher din\u00e2mica, capaz, simples por natureza, nunca ostentou vaidade financeira apesar de ser de fam\u00edlia tradicional da cidade.<\/p>\n<p>Lembro-me quando era comerciante na Rua Dom Pedro II onde recebia suas clientes e amigas da sociedade. Estava sempre disposta\u00a0 para \u00a0fazer o bem em prol dos mais necessitados. Sua escola foi a Associa\u00e7\u00e3o das Senhoras de Caridade e sua mestra foi Dona Esther Pacheco que junto a Concei\u00e7\u00e3o Lopes, Maria Aparecida Sim\u00f5es, Lizete Ribeiro, L\u00eadicleia (L\u00eada) da Hora, Mariza Vieira, Janira Carvalhoe Tudinha entre diariamente se reuniam no Sal\u00e3o ao lado da Maternidade Santa Isabel para tra\u00e7ar planos de a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Dona Itassuc\u00ea gostava sempre de passar dias nas fazendas de Almadina e Buerarema, l\u00e1 respirava o ar puro do campo, cuidava de suas leras e convivia com o povo da fazenda.<\/p>\n<p>Certa vez um trabalhado precisou de cuidados m\u00e9dicos. \u00a0Imediatamente ela \u00a0\u00a0conduziu o trabalhador ao Sesp para iniciar o tratamento de uma ferida na perna. E ap\u00f3s os cuidados m\u00e9dicos ,\u00a0 ela cuidou \u00a0da ferida da perna do trabalhador at\u00e9 curar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em outra ocasi\u00e3o S\u00e1 Barreto e Dona Itassuc\u00ea viajaram \u00a0\u00a0para os festejos da romaria de\u00a0 Bom Jesus da Lapa. L\u00e1 participamos de v\u00e1rias missas, visitamos as grutas da Lapa e percorremos a feira livre e\u00a0 ao passar por onde comercializava \u00a0papagaios e araras, ela questionou o pre\u00e7o das aves ao\u00a0 comerciante por sua vez ao perceber que se tratava de pessoas de posse imediatamente\u00a0 ar britou os pre\u00e7os. N\u00e3o se conformando com os pre\u00e7os ela\u00a0 questionou\u00a0 o comerciante\u00a0 e o mesmo \u00a0tirou por menos e fez um bom desconto. Na sua resid\u00eancia ela\u00a0 criava papagaios e araras e\u00a0\u00a0\u00a0 o seu loby\u00a0 era \u00a0cuidar de suas plantas e n\u00e3o dispensava os servi\u00e7os do caseiro Eduardo que atentamente cuidava da extensa \u00e1rea com bastante zelo. Aos s\u00e1bados gostava de\u00a0 ir a feira livre do malhado e o motorista Chico do Povo ficava atento desde cedo. L\u00e1 ela fazia sua terapia peculiar, especulava os pre\u00e7os das verduras e outros g\u00eaneros aliment\u00edcios. Ao chegar a casa\u00a0\u00a0 comentava \u00e0 respeito da feira sobre os pre\u00e7os das mercadorias , maneira peculiar de\u00a0 eximia economista do lar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os afazeres di\u00e1rios, organizava o card\u00e1pio com sua cozinheira Alzira, que fazia majestosos pratos. Nas horas vagas\u00a0\u00a0 gostava\u00a0 ficava na varanda a contemplar a natureza, fumando seu cigarrinho e jogando paci\u00eancia.<\/p>\n<p>Com o falecimento de\u00a0 S\u00e1 Barreto, ela\u00a0 saiu de cena e se retirou para Fazenda em Buerarema,\u00a0 onde foi viver a vida como sempre gostou junto \u00a0a natureza.<\/p>\n<p>Como serve de Nossa Senhora e filha de Jesus, foi contemplada com uma morte serena e tranq\u00fcila.<\/p>\n<p>Um grande filosofo \u00a0escreveu: \u201c Se n\u00e3o poder ser uma estrela a fulgurar no c\u00e9u, s\u00ea ao menos uma estrela na terra&#8230;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o podes ser uma estrela na terra, s\u00ea o fogo no alto da montanha&#8230;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o podes ser o fogo no alto da montanha, s\u00ea a l\u00e2mpada da casa&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Dona Itassuc\u00ea foi para n\u00f3s uma grande estrela\u00a0 que iluminou \u00a0todos \u00a0que a amavam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luiz Castro<\/p>\n<p>Bacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n<p>Fespi 1991,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u201cDepois que o sol desaparece no horizonte, o c\u00e9u ainda brilha por uma hora inteira. Quando uma pessoa desaparece, o c\u00e9u deste mundo ainda continua iluminado por muito tempo, depois de sua partida. A figura de uma pessoa assim n\u00e3o se apaga deste mundo. Quando vai, deixa na terra muito de si. 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