{"id":4304,"date":"2010-12-12T07:39:02","date_gmt":"2010-12-12T10:39:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=4304"},"modified":"2010-12-12T07:40:12","modified_gmt":"2010-12-12T10:40:12","slug":"o-porteiro-do-puteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/12\/12\/o-porteiro-do-puteiro\/","title":{"rendered":"O Porteiro do Puteiro"},"content":{"rendered":"<p>O t\u00edtulo \u00e9 um tanto feio mas, a hist\u00f3ria \u00e9 muito interessante, aconselho que leia.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o.<\/p>\n<p>    Uma li\u00e7\u00e3o para todos&#8230;. <\/p>\n<p>O Porteiro do Puteiro<\/p>\n<p>N\u00e3o havia no povoado pior of\u00edcio do que &#8216;porteiro do prost\u00edbulo&#8217;.<br \/>\nMas que outra coisa poderia fazer aquele homem?<br \/>\nO fato \u00e9 que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, n\u00e3o tinha nenhuma outra atividade ou of\u00edcio.<br \/>\nUm dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias,  criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.<br \/>\nFez mudan\u00e7as e chamou os funcion\u00e1rios para as novas instru\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAo porteiro disse:<br \/>\n&#8211; A partir de hoje, o senhor, al\u00e9m de ficar na portaria, vai preparar um relat\u00f3rio semanal onde registrar\u00e1 a quantidade de pessoas que entram e seus coment\u00e1rios e reclama\u00e7\u00f5es sobre os servi\u00e7os.<br \/>\n&#8211; Eu adoraria fazer isso, senhor. &#8211; Balbuciou &#8211; Mas eu n\u00e3o sei ler nem escrever!<br \/>\n&#8211; Ah! Quanto eu sinto! Mas se \u00e9 assim, j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 seguir trabalhando aqui.<br \/>\n&#8211; Mas senhor, n\u00e3o pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida  inteira, n\u00e3o sei fazer outra coisa. &#8211; Olhe, eu compreendo, mas n\u00e3o posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indeniza\u00e7\u00e3o e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.<br \/>\nSem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?<br \/>\nLembrou que no prost\u00edbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.<br \/>\nPensou que esta poderia ser uma boa ocupa\u00e7\u00e3o at\u00e9 conseguir um emprego.<br \/>\nMas s\u00f3 contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nUsaria o dinheiro da indeniza\u00e7\u00e3o para comprar uma caixa de ferramentas completa.<br \/>\nComo o povoado n\u00e3o tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais pr\u00f3ximo para realizar a compra.<br \/>\nE assim o fez.<br \/>\nNo seu regresso, um vizinho bateu \u00e0 sua porta:<br \/>\n&#8211; Venho perguntar se voc\u00ea tem um martelo para me emprestar.<br \/>\n&#8211; Sim, acabo de compr\u00e1-lo, mas eu preciso dele para trabalhar &#8230; j\u00e1 que..<br \/>\n &#8211; Bom, mas eu o devolverei amanh\u00e3 bem cedo.<br \/>\n &#8211; Se \u00e9 assim, est\u00e1 bom.<br \/>\nNa manh\u00e3 seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu \u00e0 porta e disse:<br \/>\n&#8211; Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque voc\u00ea n\u00e3o o vende para mim?<br \/>\n&#8211; N\u00e3o, eu preciso dele para trabalhar e al\u00e9m do mais, a casa de ferragens  mais pr\u00f3xima est\u00e1 a dois dias de viagem sobre a mula.<br \/>\n&#8211; Fa\u00e7amos um trato &#8211; disse o vizinho.<br \/>\nEu pagarei os dias de ida e volta  mais o pre\u00e7o do martelo, j\u00e1 que voc\u00ea est\u00e1 sem trabalho no momento. Que lhe parece?<br \/>\nRealmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias&#8230;. aceitou.<br \/>\nVoltou a montar na sua mula e viajou.<br \/>\nNo seu regresso, outro vizinho o  esperava na porta de sua casa.<br \/>\n&#8211; Ol\u00e1, vizinho. Voc\u00ea vendeu um martelo a nosso amigo.<br \/>\nEu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem,  mais um pequeno lucro para que voc\u00ea as compre para mim, pois n\u00e3o disponho de tempo para viajar para fazer compras.<br \/>\nQue lhe parece?<br \/>\nO ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.   E nosso amigo guardou as palavras que escutara: &#8216;n\u00e3o disponho de tempo para viajar para fazer compras&#8217;.<br \/>\nSe isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.<br \/>\nNa viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.<br \/>\nDe fato, poderia economizar algum tempo em viagens.<br \/>\nA not\u00edcia come\u00e7ou a  se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam  encomendas.<br \/>\nAgora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.<br \/>\nCom o tempo, alugou um galp\u00e3o para estocar as ferramentas e alguns meses depois,  comprou uma vitrine e um balc\u00e3o e transformou o galp\u00e3o na primeira  loja de ferragens do povoado.<br \/>\nTodos estavam contentes e compravam dele.<br \/>\nJ\u00e1 n\u00e3o viajava, os fabricantes  lhe enviavam seus pedidos.<br \/>\nEle era um bom cliente.<br \/>\nCom o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.<br \/>\nUm dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabe\u00e7as dos martelos.<br \/>\nE logo, por que n\u00e3o, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc &#8230;<br \/>\nE ap\u00f3s foram os pregos e os parafusos&#8230;<br \/>\nEm poucos anos, nosso amigo se  transformou, com seu trabalho, em um rico e pr\u00f3spero fabricante de ferramentas.<br \/>\nUm dia decidiu doar uma escola ao povoado.<br \/>\nNela, al\u00e9m de ler e escrever,  as crian\u00e7as aprenderiam algum of\u00edcio.<br \/>\nNo dia da inaugura\u00e7\u00e3o da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abra\u00e7ou e lhe disse: &#8211; \u00c9 com grande orgulho e gratid\u00e3o que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira p\u00e1gina do livro de atas desta nova escola.<br \/>\n&#8211; A honra seria minha &#8211; disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu n\u00e3o sei ler nem escrever, sou  analfabeto.<br \/>\n&#8211; O Senhor?!?! &#8211; Disse o prefeito sem acreditar.<br \/>\nO senhor construiu um  imp\u00e9rio industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.  Eu pergunto:<br \/>\n&#8211; O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?<br \/>\n&#8211; Isso eu posso responder. &#8211; Disse o homem com calma.<br \/>\nSe eu soubesse ler e escrever&#8230; ainda seria o<br \/>\n<strong>PORTEIRO DO PUTEIRO!!!<\/strong><\/p>\n<p> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Geralmente as mudan\u00e7as s\u00e3o vistas como adversidades.<\/p>\n<p>As adversidades podem  ser b\u00ean\u00e7\u00e3os.<\/p>\n<p>As crises est\u00e3o cheias de oportunidades.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m lhe bloquear a porta, n\u00e3o gaste energia com o confronto, procure as janelas.<\/p>\n<p>Lembre-se da sabedoria da \u00e1gua:<\/p>\n<p>&#8216;A \u00e1gua nunca discute com seus obst\u00e1culos, mas os contorna&#8217;.<\/p>\n<p>Que a sua vida seja cheia de vit\u00f3rias, n\u00e3o importa se s\u00e3o grandes ou pequenas, o importante \u00e9 comemorar cada uma delas.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,<\/p>\n<p>acima de tudo, reconhecer suas virtudes.<\/p>\n<p>Isso realmente \u00e9 ver\u00eddico, contado por um grande industrial chamado&#8230;.. &#8230;.  <\/p>\n<p><strong><br \/>\nSr. Tramontina &#8230; <\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEnviada por Jorge Menezes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O t\u00edtulo \u00e9 um tanto feio mas, a hist\u00f3ria \u00e9 muito interessante, aconselho que leia. 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