{"id":44360,"date":"2012-07-04T19:04:21","date_gmt":"2012-07-04T22:04:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=44360"},"modified":"2012-07-04T19:04:21","modified_gmt":"2012-07-04T22:04:21","slug":"o-pescador-inocente-e-o-carreteiro-malvado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/07\/04\/o-pescador-inocente-e-o-carreteiro-malvado\/","title":{"rendered":"O PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230;"},"content":{"rendered":"<p>De: Wagner Gentil <wagnergentililheus @gmail.com><br \/>\nAssunto: O PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230;<\/p>\n<p>Corpo da mensagem:<br \/>\n&#8230;<br \/>\nO PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230;<\/p>\n<p>Quem tiver mulher bonita<br \/>\nTraga presa na corrente.<br \/>\nEu tamb\u00e9m j\u00e1 tive a minha,<br \/>\nMas perdi num samba quente.<br \/>\n_____________________________<\/p>\n<p>O PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230;<\/p>\n<p>Ela chegou descabelada e faminta, eu, fui o taxista que a atendeu na rodovi\u00e1ria, apareceu como quem chega do nada, fedia a aguardente, e ao entrar no taxi pediu que a levasse para o Nelson Costa. Devagarzinho, como \u00e9 meu costume, dei partida, fui saindo da rodovi\u00e1ria com destino a Zona Sul da cidade; eram 11 horas da noite, seria minha ultima corrida do dia (ultima, tinha que ser!).<\/p>\n<p>O meu semblante amigo sempre desperta nas pessoas vontade de falar e, at\u00e9 sem querer, por educa\u00e7\u00e3o, ou talvez, por medo de n\u00e3o receber a corrida perguntei: Algum problema senhora?<\/p>\n<p>Foi o bastante para que ela fizesse uma enxurrada de confi\u00e7\u00f5es; larguei meu marido, abandonei o coitado, ele trabalhando, sabe mo\u00e7o ele \u00e9 pescador, eu fugi com o primeiro que me apareceu, um motorista de caminh\u00e3o, aquele maldito e mentiroso canalha.<\/p>\n<p>Chorou!<\/p>\n<p>Eu o conheci num bar, pertinho l\u00e1 de casa, fui comprar um refrigerante, ele me olhou com aqueles olhos gulosos, nunca que meu marido tinha me olhado assim, eu me apaixonei. Ele veio se achegando, me chamando de morena Gabriela, me perguntando meu nome, se eu era solteira, se tinha namorado, dizendo que como podia uma mulher t\u00e3o linda como eu estar sem dono e essas coisas que um golpista fala quando quer enganar a gente. Eu me encantei, ele tinha o peito peludo, o queixo quadrado, os bra\u00e7os longos e cheirava gostoso; me deixei levar&#8230;<\/p>\n<p>Meu marido estava pro mar, ele \u00e9 pescador, curtido do sol, queimado, pele grossa, m\u00e3os calejadas, chega sempre cansado, s\u00f3 vem quando a lua muda, passa dias trabalhando; sabe, ele \u00e9 pescador, tem cinco anos que a gente vive junto, ele \u00e9 um bruto, mas, diz me amar.<\/p>\n<p>O perfume do carreteiro me enfeiti\u00e7ou, branquelo, fala mansa, grandalh\u00e3o, me convidou pra passear na carreta dele, nunca entrei num caminh\u00e3o e com o meu marido l\u00e1 pro mar eu pensei que n\u00e3o tinha nada demais eu dar s\u00f3 uma voltinha.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>A Carreta era mais xique que a penteadeira de Maria Rita, tinha o mesmo cheiro dele, tinha, tamb\u00e9m, um barzinho cheio de bebidas e guloseimas. Eu me enchi de bombom, &#8220;serenata do amor&#8221;, e enquanto a gente se conhecia ele me serviu umas doses de uma bebida docinha e deliciosa; quando dei por mim estava era atracada nos bra\u00e7os dele e dava altos beijos; fizemos amor e depois quando acordei, no dia seguite, j\u00e1 passavamos por uma cidade que se chama S\u00e3o Mateus l\u00e1 no Espirito Santo.<\/p>\n<p>Ele, ao me ver acordada, falou que n\u00e3o tinha resistido a vontade de fugir comigo e que como tinha se apaixonado, estava me levando para morar com ele em S\u00e3o Paulo; eu, cansada da vida de mulher de pescador, quase enlouqueci de alegria. O resto da viagem durou dois dias e foi s\u00f3 amor, de todo jeito, debaixo de arvores no acostamento, em cachoeiras existentes nas beiradas da rodovia, em beira de praia; foi uma loucura e eu achei que minha vida, dali pra frente, seria s\u00f3 felicidade. Paramos em Vit\u00f3ria e ele me comprou um vestido lindo e roupas de baixo.<\/p>\n<p>A viagem seguiu maravihosa!!!!!<\/p>\n<p>Chegamos em S\u00e3o Paulo e fomos direto para uma empresa mosntruosa e dormimos ainda mais uma noite, no p\u00e1tio da empresa, na boleia da carreta, tudo era s\u00f3 amor, esperando para descarregar a carga no dia seguite.<\/p>\n<p>No dia seguinte, depois de descarregar a carreta, Seguimos para um lugar chamado Itaquera, onde me disse o meu maravilhoso carreteiro que iria receber o dinheiro do frete. Paramos num restaurante Italiano e almo\u00e7amos uma lazanha do tipo igual nunca havia comido. Ele ent\u00e3o me disse que iria receber o dinheiro do frete numa filial da transportadora, logo ao lado do restaurante, e que n\u00e3o ficava bem eu entrar na filial por que s\u00f3 dava homens mau educados e que o local n\u00e3o era recomendado para uma dama como eu; que eu o esperasse ali.<\/p>\n<p>Feliz da vida com tanto amor, carinho e respeito, assenti com a cabe\u00e7a e fiquei ligada na televis\u00e3o do restaurante enquanto ele saia para resolver seus assuntos.<\/p>\n<p>A noite chegou e nada do carreteiro voltar, eu ja estava desesperada; o maldito sumiu, despareceu, nem a conta do restaurante pagou, eu fui jogada na rua pelo gar\u00e7on como se fosse uma vadia qualquer. Estava atirada na rua, na maior cidade do Brasil, sem nada, sem dinheiro, sem documento, sem saber onde estava.<\/p>\n<p>Eu dormi na rua, frio, drogados, assaltantes, bebedos, tudo de ruim e desesperador; de manh\u00e3 passa por mim uma viatura da policia, dei com as m\u00e3os, contei minha hist\u00f3ria, fui levada a uma unidade da prefeitura, depois de ser catalogada como uma pe\u00e7a qualquer fui encaminhada \u00e0 rodovi\u00e1ria e socada dentro de um onibus da S\u00e3o Geraldo de volta pra Ilh\u00e9us. Sou um lixo!<\/p>\n<p>Estou com fome, quase tres dias sem comer, bebendo agua de torneira, parecendo uma mendinga; o que foi que eu fiz com a minha vida?<\/p>\n<p>Chegamos na porta da casa dela, luzes acesas, ela desceu, bateu na porta, chamou o nome do pescador baixinho; a porta se abre e um homem apareceu em estado de euforia, gritava seu nome, abra\u00e7ava e beijava a mulher que acreditava perdida. Ela, l\u00edvida, olhou para mim como que pedindo segredo, mandou o marido me pagar a corrida e entrou em &#8220;SUA CASA&#8221;.<\/p>\n<p>Que  loucura! &#8211; Um carreteiro! &#8211; Uma aventura! &#8211; SEXO! &#8211; Um vestido novo! &#8211; uma Lazanha! &#8211;  Um desencanto! &#8211; Um corno! &#8211; e, o amor?  &#8211; O amor estava em casa!<\/p>\n<p>O amor estava em casa!<\/p>\n<p>Cuidado Gabrielas!<\/p>\n<p>Amem seus PESCADORES INOCENTES e fujam de CARRETEIROS MALVADOS!<\/p>\n<p>Wagner Gentil<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEsta mensagem foi enviada atrav\u00e9s do formul\u00e1rio de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1<\/wagnergentililheus><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De: Wagner Gentil Assunto: O PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230; Corpo da mensagem: &#8230; O PESCADOR INOCENTE E O CARRETEIRO MALVADO &#8230; Quem tiver mulher bonita Traga presa na corrente. 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