{"id":44363,"date":"2012-07-04T19:22:27","date_gmt":"2012-07-04T22:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=44363"},"modified":"2012-07-04T19:22:27","modified_gmt":"2012-07-04T22:22:27","slug":"decisoes-sobre-remuneracao-de-advogados-sao-privativas-dos-tribunais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/07\/04\/decisoes-sobre-remuneracao-de-advogados-sao-privativas-dos-tribunais\/","title":{"rendered":"Decis\u00f5es sobre remunera\u00e7\u00e3o de advogados s\u00e3o privativas dos tribunais"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) decidiu, nesta quarta-feira (4\/7), n\u00e3o interferir em decis\u00f5es de dois magistrados que reduziram, por iniciativa pr\u00f3pria, honor\u00e1rios advocat\u00edcios pactuados entre clientes e advogados em processos julgados por eles. Por maioria, o Conselho entendeu que as decis\u00f5es s\u00e3o atos jurisdicionais e que n\u00e3o devem ser objeto de revis\u00e3o pelo \u00f3rg\u00e3o, por fugirem de sua compet\u00eancia constitucional.<\/p>\n<p>\u201cO pedido de provid\u00eancias se volta contra ato jurisdicional. Se o ato \u00e9 correto ou n\u00e3o, esse \u00e9 um tema a ser analisado por meio do recurso processual cab\u00edvel, e n\u00e3o em pedido de provid\u00eancias a este \u00f3rg\u00e3o. N\u00e3o cabe ao CNJ inserir-se nesta esfera, por n\u00e3o se tratar de mat\u00e9ria de sua compet\u00eancia\u201d, afirmou o conselheiro Wellington Cabral Saraiva, autor de voto divergente que prevaleceu no julgamento do pedido de provid\u00eancias (0004690-19.2011.2.00.0000), que n\u00e3o foi conhecido pela maioria dos conselheiros.<\/p>\n<p>No pedido, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul (OAB-RS) pedia que o Conselho determinasse \u00e0 ju\u00edza M\u00f4nica Aparecida Canato, da 3a Vara do Juizado Especial Federal C\u00edvel de Novo Hamburgo, que se abstivesse de interferir nos contratos de honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<br \/>\nO mesmo assuntou foi alvo de consulta (0005475-78.2011.2.00.0000) da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Cear\u00e1 (OAB-CE), que questionou a possibilidade de ju\u00edzes federais reduzirem de of\u00edcio o percentual de honor\u00e1rios pactuados entre cliente e advogados.<br \/>\nRelator da consulta, o conselheiro Jos\u00e9 Lucio Munhoz, sugeriu que o Conselho emitisse uma recomenda\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica estabelecendo o procedimento a ser adotado, caso os magistrados avaliem que h\u00e1 abusividade nos contratos. Nesse caso, sugeriu o conselheiro, os ju\u00edzes deveriam liberar os honor\u00e1rios, por\u00e9m retendo o valor considerado excessivo e remeter o caso \u00e0 OAB e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>Seguindo o entendimento firmado no julgamento do pedido de provid\u00eancias, o Conselho julgou pela improced\u00eancia do pedido e rejeitou a sugest\u00e3o de fazer recomenda\u00e7\u00e3o aos ju\u00edzes. \u201cO plen\u00e1rio entendeu que a mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 de compet\u00eancia do CNJ e deve ser objeto de recurso dentro do pr\u00f3prio processo. Com isso, o CNJ fortalece a autonomia dos ju\u00edzes\u201d, afirmou o conselheiro Wellington Saraiva.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nConselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) decidiu, nesta quarta-feira (4\/7), n\u00e3o interferir em decis\u00f5es de dois magistrados que reduziram, por iniciativa pr\u00f3pria, honor\u00e1rios advocat\u00edcios pactuados entre clientes e advogados em processos julgados por eles. 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