{"id":49499,"date":"2012-09-10T11:43:06","date_gmt":"2012-09-10T14:43:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=49499"},"modified":"2012-09-10T11:43:06","modified_gmt":"2012-09-10T14:43:06","slug":"luiz-castro-em-decolores-82","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/09\/10\/luiz-castro-em-decolores-82\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p>\n<img loading=\"lazy\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro1.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"300\" height=\"118\" \/><strong>O Causo do Burro <\/strong><\/p>\n<p>Um pequeno sitiante possu\u00eda um burro do qual tinha a maior estima. Antigamente, cavalos, burros, carro\u00e7as e carros de bois eram os \u00fanicos meios de transporte para se locomover por estradas esburacadas e cheias de atoleiros em tempo de chuva. Valiam ouro!<br \/>\n\tUm pequeno roceiro entupia de carga o coitado do seu burrinho de estima\u00e7\u00e3o e ia \u00e0 cidade trocar suas mercadorias. Naquele tempo, n\u00e3o corria dinheiro. Trocava-se mercadoria! Produtos da ro\u00e7a por produtos da cidade, como: sal, querosene, ferramentas e outras coisas mais.<br \/>\n             Ent\u00e3o, de tanto ir \u00e0 cidade puxando seu burrinho, o danado do burro j\u00e1 fazia o trajeto sozinho depois de algum tempo e seu dono podia ficar cuidando do ro\u00e7ado. O dono da \u201cvenda\u201d, sabedor do que se tratava, retirava a sacaria do lombo do burrinho e de dentro dos sacos um bilhete instruindo sobre a troca:<br \/>\n\u201cUm litro de carozeni, sar, um masso di vela pra mui\u00e9 pag\u00e1 prom\u00e9\u00e7a, uma lamparina, uma foisse boa de corte, salamargo, 200 grama de porva e meio quilo de chumbo pra ispingarda, um par de butina, e&#8230; se desse, uns cumprimido pra dor de cabe\u00e7a da mui\u00e9&#8230;\u201d<br \/>\nTudo era embalado cuidadosamente e jogado no lombo do danado do burrinho e o dono da \u201cvenda\u201d o encaminhava de volta com uns bons tapas no traseiro.<br \/>\n\tAnos e anos o burrinho fazendo a mesma coisa&#8230;<br \/>\n\tPor\u00e9m, o dono do burro come\u00e7ou a notar que seu burrinho de estima\u00e7\u00e3o n\u00e3o vinha mais todas as manh\u00e3s no curral e sempre o encontrava pelo pasto encostado numa \u00e1rvore dormindo tranq\u00fcilamente. Praguejando, la\u00e7ava o danado e o entupia de mercadoria rumo \u00e0 cidade.<br \/>\n\tQuando olhou para a porteira j\u00e1 de tardinha, o coitado do burro estava l\u00e1 parado e como sempre de olhos completamente fechados! Mal seu dono acabou de retirar toda a carga o pobre animal cai pelo ch\u00e3o!<br \/>\n\tSurpreso, o roceiro o apalpou tentando encontrar uma explica\u00e7\u00e3o para aquilo! O danado do burro estava geladinho! Mortinho da Silva!<br \/>\n\tN\u00e3o acreditou no que via! Imediatamente mandou chamar na fazenda vizinha um veterin\u00e1rio que trabalhava para o governo fazendo vacina\u00e7\u00e3o contra febre aftosa nas redondezas&#8230;<br \/>\n\tO veterin\u00e1rio veio imediatamente!<br \/>\n\tExaminou! Examinou&#8230; e ficou olhando para o dono do burro&#8230;<br \/>\n\t\u2014 O que aconteceu com meu burrinho, seu \u201cdotor\u201d! Ele trabai\u00f4 diritinho int\u00e9 agora memo!<br \/>\n\t\u2014 Ele est\u00e1 morto h\u00e1 mais de uma semana, meu amigo! \u2014 exclamou o veterin\u00e1rio perplexo.<br \/>\n\t\u2014 Chiii! Int\u00e3o ele tava t\u00e3o custumado a ir na cidade e vort\u00e1&#8230; qui feis isso a semana intera morto! <\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<br \/>\nBacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Causo do Burro Um pequeno sitiante possu\u00eda um burro do qual tinha a maior estima. Antigamente, cavalos, burros, carro\u00e7as e carros de bois eram os \u00fanicos meios de transporte para se locomover por estradas esburacadas e cheias de atoleiros em tempo de chuva. Valiam ouro! 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