{"id":50460,"date":"2012-09-23T17:57:38","date_gmt":"2012-09-23T20:57:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=50460"},"modified":"2012-09-23T17:57:38","modified_gmt":"2012-09-23T20:57:38","slug":"voce-sabe-reconhecer-um-alcoolatra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/09\/23\/voce-sabe-reconhecer-um-alcoolatra\/","title":{"rendered":"&#8220;VOC\u00ca SABE RECONHECER UM ALCO\u00d3LATRA?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 do tipo que n\u00e3o dispensa uma cervejinha nos finais de semana? Bebe goles a mais nos happy hours da empresa? Ser\u00e1 que est\u00e1 virando um dependente da bebida? Melhor responder com calma, porque n\u00e3o \u00e9 nada simples diferenciar o bebedor comum do alco\u00f3latra (ou alcoolista). O que define o alcoolismo \u00e9 a perda de controle no padr\u00e3o de consumo das bebidas.<\/p>\n<p>\u00c9 isso mesmo: de acordo com os especialistas, nem sempre quem bebe demais \u00e9 um alco\u00f3latra. &#8220;O dependente \u00e9 aquele que pretende beber um determinado tanto, mas n\u00e3o consegue parar&#8221;, explica o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp, de S\u00e3o Paulo, especialista em depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n<p><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que a compuls\u00e3o pela bebida torna-se um dos sintomas mais evidentes da doen\u00e7a. O alco\u00f3latra ainda pode ser identificado quando passa a deixar rela\u00e7\u00f5es profissionais e afetivas em segundo plano; demora mais tempo para ficar embriagado, pois come\u00e7a a se acostumar com o efeito do \u00e1lcool, al\u00e9m de apresentar tremores e alucina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O fator gen\u00e9tico, quando h\u00e1 incid\u00eancia de casos de alcoolismo em parentes pr\u00f3ximos, a depress\u00e3o, ansiedade e problemas familiares s\u00e3o considerados os principais desencadeadores da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 comprovado que o componente gen\u00e9tico existe. Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel medir qual \u00e9 seu peso como fator de risco&#8221;, diz Silveira. No entanto, especialistas afirmam que ele \u00e9 menos decisivo do que a personalidade e as influ\u00eancias do ambiente.<\/p>\n<p>Em uma pesquisa feita pelo psiquiatra na Unifesp, ele demonstrou que, em um grupo de 100 dependentes, 77 j\u00e1 tinham ansiedade ou depress\u00e3o antes de se tornarem alco\u00f3latras. Essas pessoas procuram no \u00e1lcool uma forma de automedica\u00e7\u00e3o, seja para relaxar ou sentir prazer, explica.<\/p>\n<p>O problema pode aparecer em qualquer faixa-et\u00e1ria, mas atinge com mais frequ\u00eancia jovens entre 20 e 30 anos. O estudante Carlos come\u00e7ou a beber aos 13 anos de idade. &#8220;Antes de ir para as aulas do cursinho pr\u00e9-vestibular, aos 17 anos, meu caf\u00e9 da manh\u00e3 era um copo de vodka&#8221;, relembra.<\/p>\n<p>Hoje Carlos est\u00e1 com 24 anos e s\u00f3brio h\u00e1 um ano e meio. Mas a ficha demorou a cair. Foram longos anos, investidas em outras drogas e uma interna\u00e7\u00e3o com tratamentos (sem uso de rem\u00e9dios) antes de a consci\u00eancia bater. A reeduca\u00e7\u00e3o no seu modo de viver \u00e9 algo fundamental. &#8220;Nem a salada que eu como \u00e9 temperada com vinagre&#8221;, conta.<\/p>\n<p><strong>Tratamentos<\/strong><\/p>\n<p>O alcoolismo \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e que pode dar origem a outras in\u00fameras complica\u00e7\u00f5es para o dependente. A lista de problemas \u00e9 enorme, considerando n\u00e3o apenas os associados ao alcoolismo, como a depress\u00e3o.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio uso abusivo da bebida acarreta uma s\u00e9rie de graves transtornos, como a cirrose alco\u00f3lica (inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do f\u00edgado), pancreatite alco\u00f3lica (inflama\u00e7\u00e3o do p\u00e2ncreas), hepatite, gastrite, hipertens\u00e3o, problemas no cora\u00e7\u00e3o e s\u00edndrome de abstin\u00eancia, que pode levar o paciente \u00e0 morte.<\/p>\n<p>Para quem quer dar um basta na embriaguez existem terapias, subst\u00e2ncias que provocam mal-estar em contato com o \u00e1lcool, homeopatia, e medicamentos. As drogas podem ter dois princ\u00edpios: tirar a vontade de encher o copo ou eliminar o prazer de degustar um drinque. Mas o que conta muitos pontos a favor do alco\u00f3lico \u00e9 a velha e boa for\u00e7a de vontade.<\/p>\n<p>Desde que saiu da cl\u00ednica de reabilita\u00e7\u00e3o, Carlos frequenta religiosamente, ao menos uma vez por semana, as reuni\u00f5es dos Alco\u00f3licos An\u00f4nimos e dos Narc\u00f3ticos An\u00f4nimos. &#8220;Nosso lema \u00e9 S\u00f3 por Hoje. Os grupos de apoio s\u00e3o importantes porque o conv\u00edvio com os nossos semelhantes, com dramas parecidos, nos fazem lembrar o tempo todo que temos uma doen\u00e7a incur\u00e1vel que vai nos acompanhar para o resto da vida, mas que pode ser controlada. Nossa forma de encarar isso \u00e9 viver um dia de cada vez&#8221;, explica.<\/p>\n<p><strong>Copo na medida certa<\/strong><\/p>\n<p>Veja qual \u00e9 o patamar m\u00e1ximo recomendado de ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas para n\u00e3o correr o risco de desenvolver o alcoolismo.<\/p>\n<p>Mulheres: 8 doses por semana<br \/>\nHomens: 12 doses por semana<\/p>\n<p>N\u00e3o se deve beber mais de 3 doses de uma s\u00f3 vez &#8211; quantidade que varia de acordo com a bebida, como apresentamos abaixo:<br \/>\n1 dose de u\u00edsque ou 45 ml<br \/>\n1 lata de cerveja ou 350 ml<br \/>\n1 ta\u00e7a de vinho ou 170 ml<\/p>\n<p><strong>Como lidar com um membro da fam\u00edlia que precisa de tratamento?<\/strong><\/p>\n<p>Pode ser muito dif\u00edcil conviver com um familiar que tem problemas com bebida. Ao inv\u00e9s de tentar controlar esta pessoa ou encobrir o problema, o melhor \u00e9 encoraj\u00e1-la a buscar tratamento m\u00e9dico. Ainda que seu familiar se recuse a pedir socorro, pode ser importante voc\u00ea ir atr\u00e1s de ajuda e suporte para voc\u00ea mesmo.<\/p>\n<p>* Fonte: alcoolismo.com.br<\/p>\n<p>Infinitas 24 Horas.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEnviada por Risomar Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 do tipo que n\u00e3o dispensa uma cervejinha nos finais de semana? Bebe goles a mais nos happy hours da empresa? Ser\u00e1 que est\u00e1 virando um dependente da bebida? Melhor responder com calma, porque n\u00e3o \u00e9 nada simples diferenciar o bebedor comum do alco\u00f3latra (ou alcoolista). 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