{"id":52915,"date":"2012-11-02T20:03:12","date_gmt":"2012-11-02T23:03:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=52915"},"modified":"2012-11-02T20:03:12","modified_gmt":"2012-11-02T23:03:12","slug":"maria-regina-canhos-vicentin-em-quem-tem-medo-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/11\/02\/maria-regina-canhos-vicentin-em-quem-tem-medo-da-morte\/","title":{"rendered":"Maria Regina Canhos Vicentin em: Quem tem medo da morte?"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Maria-Regina-Canhos-Vicentin_cart%C3%A3o.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"117\" \/>Outro dia estava lendo um artigo do Gabriel Periss\u00e9 e ele dizia que a gente costuma conviver muito bem com a morte&#8230; dos outros, l\u00f3gico; pois, quando se trata da pr\u00f3pria morte quase todos ficam amedrontados. A morte \u00e9 um mist\u00e9rio. E, sendo mist\u00e9rio, por si s\u00f3 apavora. Quem gosta de viver costuma evitar o assunto morte. As funer\u00e1rias sabem bem disso, pois tiveram que associar aos seus planos alguns conv\u00eanios e os servi\u00e7os de outros profissionais, sem os quais certamente ficaria muito mais dif\u00edcil comercializar um plano funer\u00e1rio. Quase ningu\u00e9m quer saber de morrer e pensar em comprar o caix\u00e3o antecipadamente parece atrair maus fluidos, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Claro que isso \u00e9 crendice, mas a gente costuma se incomodar um pouco.<\/p>\n<\/div>\n<p>Tive uma professora de direito sucess\u00f3rio que dizia: &#8211; \u201cPessoal, voc\u00eas n\u00e3o imaginam o medo que as pessoas t\u00eam de fazer o invent\u00e1rio em vida. Pensam que est\u00e3o chamando a morte\u201d. E, \u00e0s vezes, o invent\u00e1rio demora tanto para ser conclu\u00eddo que, mesmo os herdeiros, s\u00f3 recebem depois de muitos anos. Alguns morrem antes.<\/p>\n<p>Quando pensamos na morte nos sentimos desprotegidos, principalmente porque, quando mortos, ficamos livres deste corpo que temos hoje. Sabemos pela ci\u00eancia e pela observa\u00e7\u00e3o que ele se decomp\u00f5e, e resta muito pouco para contar a nossa hist\u00f3ria depois que os \u201cbichinhos\u201d resolvem nos atacar. \u00c9 nessas horas que a gente percebe como o belo \u00e9 ef\u00eamero mesmo. E n\u00e3o s\u00f3 o belo, mas igualmente, nossas posses e tudo o que acumulamos de material aqui na Terra. Os fara\u00f3s eram sepultados com os seus pertences, pois acreditavam que as pessoas valiam pelo que possu\u00edam. Hoje sabemos que isso n\u00e3o passa de fic\u00e7\u00e3o, e que os bens se deterioram da mesma forma que o nosso corpo f\u00edsico. E agora, hein?!<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>H\u00e1 os que dizem que a morte \u00e9 o fim de tudo. N\u00e3o acredito nisso. Penso que procuram ignorar o temor do desconhecido simplesmente dizendo que nada restar\u00e1. Assim, resolvem seus conflitos \u00edntimos e n\u00e3o t\u00eam que se preocupar em como est\u00e3o vivendo presentemente. Esse tipo de verbaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 comum em marginais e cientistas. Uns porque acreditam que nada t\u00eam a perder e outros porque falta humildade para assumir que n\u00e3o encontram respostas aos seus questionamentos. Intimamente todos t\u00eam muito medo de morrer.<\/p>\n<p>Penso que negar esse medo n\u00e3o \u00e9 a melhor sa\u00edda. Interessante \u00e9 trabalhar no sentido de fortalecer o nosso lado espiritual, nosso \u201ceu interior\u201d, j\u00e1 que provavelmente \u00e9 somente com ele que poderemos contar quando chegar a nossa vez. Perceba que temos a no\u00e7\u00e3o do infinito sem nunca t\u00ea-lo visto ou apreendido; pois, como a pr\u00f3pria palavra diz: infinito \u00e9 tudo o que n\u00e3o tem fim. Como podemos compreender o significado de tal palavra se nada que conhecemos se assemelha a ela? Interessante, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Acredito que nosso car\u00e1ter \u00e9 algo que nos acompanhar\u00e1 aonde quer que estejamos. Nossos princ\u00edpios, nosso modo de ser. Ningu\u00e9m sabe ao certo o que iremos encontrar, mas todos, sem exce\u00e7\u00e3o, teremos que passar por essa experi\u00eancia. Ent\u00e3o, vamos investir no nosso conte\u00fado. Lembremos que a vida nos diferencia; principalmente em rela\u00e7\u00e3o ao que podemos acumular, mas a morte nos nivela. Cuidemos de cultivar nossos talentos para que possamos apresentar frutos na \u00e9poca da colheita.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><em>Maria Regina Canhos Vicentin (e.mail<\/em><\/strong>:<strong> contato@mariaregina.com.br)<em> \u00e9 psic\u00f3loga e escritora.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outro dia estava lendo um artigo do Gabriel Periss\u00e9 e ele dizia que a gente costuma conviver muito bem com a morte&#8230; dos outros, l\u00f3gico; pois, quando se trata da pr\u00f3pria morte quase todos ficam amedrontados. A morte \u00e9 um mist\u00e9rio. E, sendo mist\u00e9rio, por si s\u00f3 apavora. 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