{"id":54432,"date":"2012-11-27T22:35:25","date_gmt":"2012-11-28T01:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=54432"},"modified":"2012-11-27T22:35:25","modified_gmt":"2012-11-28T01:35:25","slug":"igreja-de-sao-jorge-dos-ilheus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2012\/11\/27\/igreja-de-sao-jorge-dos-ilheus\/","title":{"rendered":"Igreja de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Texto de \u00c9lio Melo<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_54433\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Igreja-de-S\u00e3o-Jorge_alfredinho_elio-melo.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-54433\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-54433\" title=\"Igreja de S\u00e3o Jorge_alfredinho_elio melo\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Igreja-de-S\u00e3o-Jorge_alfredinho_elio-melo.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Igreja-de-S\u00e3o-Jorge_alfredinho_elio-melo.jpg 400w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Igreja-de-S\u00e3o-Jorge_alfredinho_elio-melo-300x273.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-54433\" class=\"wp-caption-text\">1<\/p><\/div>\n<p>Corria o ano de 1551, quando se iniciou a constru\u00e7\u00e3o da velha e tradicional capela de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, como um dos primeiro marcos da cristandade cat\u00f3lica no Brasil, cuja freguesia foi criada a esfor\u00e7os do Padre Francisco Pires, em 1536, como uma homenagem aos fidalgos dos Figueiredos, e, especialmente, ao ilustre intelectual Jorge de Figueiredo Correia, quando era nosso primeiro Bispo Dom Pedro Fernandes de Sardinha, uma das v\u00edtimas da a\u00e7\u00e3o mort\u00edfera dos Caet\u00e9s.<\/p>\n<p>O primeiro vig\u00e1rio da capela foi Padre Francisco Pires, auxiliado pelos Padres: Manoel Andrade e Jorge Rodrigues, que o ajudaram na constru\u00e7\u00e3o do templo.<\/p>\n<p>Em agosto de 1565 j\u00e1 o templo apresentava vultoso aspecto, com \u00f3timas propor\u00e7\u00f5es, quando foi inaugurado. Tinha tr\u00eas altares de talha de madeira de cedro, cancela de condur\u00fa, colunelos torneados, coro de pedra, piso em pedra lavrada e outras particularidades de fino gosto.<\/p>\n<p>A igreja fora visitada pelos ilustres personagens Men de S\u00e1, Est\u00e1cio de S\u00e1, Aspicuelta de Navarro, Manoel da N\u00f3brega, Anchieta, Gr\u00e3, etc. Nessa \u00e9poca foi tamb\u00e9m constru\u00edda a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Em 1560, porem, foi abandonada e danificada a Igreja, devido \u00e0 epidemia vari\u00f3lica e outras doen\u00e7as transmiss\u00edveis. Cessada a coa\u00e7\u00e3o epid\u00eamica, iniciou-se a reconstru\u00e7\u00e3o do castigado templo, que assistiu ao seguinte drama de injusti\u00e7a humana: era vig\u00e1rio dessa igreja o fidalgo e eloq\u00fcente prelado Padre Manoel de Paiva, um dos dirigentes do antigo col\u00e9gio de Ilh\u00e9us, ent\u00e3o situado no lugar, onde se acha chantado o edif\u00edcio da Prefeitura, cuja latitude de 15\u00b0 \u00e9 a cintura do Brasil.<\/p>\n<p>A fim de ser quebrada a inflexibilidade do orgulho do Padre Manoel de Paiva, sacerdote de alta linhagem racial e apreciada intelig\u00eancia, foi duramente punido pelo Padre Manoel da N\u00f3brega que mandou vende-lo em pra\u00e7a p\u00fablica, como escravo, a fim de torn\u00e1-lo humilde e diminuir a inteireza da sua vaidade, embora fosse um orador primoroso e descendente de fam\u00edlia da mais alta fidalguia.<\/p>\n<p>O povo, em massa, o adorava e o trazia, festivamente, sempre \u00e0 sua resid\u00eancia. N\u00f3brega resentiu-se, e, talvez, se arrependesse da puni\u00e7\u00e3o que mandou praticar, porque n\u00e3o sentiu o apoio de seus Pares e o sorriso dos fieis. N\u00f3brega era torturado pelos males do sofrimento de uma horr\u00edvel gagueira; enquanto isto Anchieta ganhava gl\u00f3ria perante Deus, o Brasil, a Bahia e Ilh\u00e9us.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p><strong>Enviada por Alfredo Amorim da Silveira<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de \u00c9lio Melo Corria o ano de 1551, quando se iniciou a constru\u00e7\u00e3o da velha e tradicional capela de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, como um dos primeiro marcos da cristandade cat\u00f3lica no Brasil, cuja freguesia foi criada a esfor\u00e7os do Padre Francisco Pires, em 1536, como uma homenagem aos fidalgos dos Figueiredos, e, especialmente, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54432"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54432"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54436,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54432\/revisions\/54436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}