{"id":58659,"date":"2013-02-08T20:40:51","date_gmt":"2013-02-08T23:40:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=58659"},"modified":"2013-02-08T20:40:51","modified_gmt":"2013-02-08T23:40:51","slug":"demarcacao-funai-um-modus-operandi-de-um-orgao-tipico-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/02\/08\/demarcacao-funai-um-modus-operandi-de-um-orgao-tipico-da-ditadura\/","title":{"rendered":"DEMARCA\u00c7\u00c3O: FUNAI UM MODUS OPERANDI DE UM ORG\u00c3O TIP\u00cdCO DA DITADURA."},"content":{"rendered":"<p><em><strong>por Edgard Siqueira<\/strong><\/em><\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Edgarg-Freitas-de-Siqueira-300x240.jpg\" width=\"300\" height=\"240\" \/><\/b>As atrocidades cometidas pela FUNAI s\u00e3o caracter\u00edsticas de um <b>ORG\u00c3O DE EXCESS\u00c3O<\/b>, com isso n\u00e3o fica a dever nada aos <b>\u00d3rg\u00e3os da Repress\u00e3o<\/b> da \u00e9poca da ditadura como <b>DOPS e o DOI-CODI<\/b>. Em nome de uma pol\u00edtica se acham acima do <b>BEM<\/b> e do <b>MAL<\/b>, cometendo impunemente as mais terr\u00edveis agress\u00f5es contra brasileiros inocentes.<\/p>\n<p>Os excessos cometidos nestas barb\u00e1ries pela <b>FUNAI<\/b> a cada dia t\u00eam aumentado \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o de quem tem tido a oportunidade de vivenci\u00e1-las, e um segmento important\u00edssimo tem se pronunciado cada vez mais de forma veemente contra esta viol\u00eancia. Estamos falando da <b>IMPRENSA LIVRE E INDEPENDENTE <\/b>que atrav\u00e9s do jornalismo investigativo tem buscado provas que nas reportagens veiculadas desmascaram esta <b>FARSA<\/b> chamada de <b>DEMARCA\u00c7\u00c3O INDIGENA<\/b>.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que existe uma parte deste segmento que n\u00e3o atua com autonomia e por contratos publicit\u00e1rios generosos apoiam esta pol\u00edtica desumana. Apoiam com o mesmo romantismo piegas contido no voto proferido pelo ex-ministro Ayres Brito (<b>um apaixonado pela causa<\/b>) no julgamento de Raposa Serra do Sol. Um voto impregnado de poesia e eufemismo, que n\u00e3o constata com a realidade da quest\u00e3o. Um voto que retrocedeu com uma utopia l\u00edrica, imaginando que ainda estamos vivendo nos idos de 1.500. Um voto passional. Esqueceu que estava usando uma TOGA.<\/p>\n<p>Felizmente na imprensa nem todos comungam com esta vis\u00e3o. Com uma opini\u00e3o unanime a <b>IMPRENSA LIVRE<\/b> chegou a uma conclus\u00e3o convergente <b>\u201cOS PROCESSOS<\/b> <b>DE DEMARCA\u00c7\u00c3O INDIGENA NO BRASIL TEM QUE MUDAR<\/b>\u201d. Vejam no v\u00eddeo o tamanho da revolta e da indigna\u00e7\u00e3o dos profissionais da <b>IMPRENSA<\/b> que vivenciaram estas barb\u00e1ries.<\/p>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" width=\"550\" height=\"315\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/j4ZtQJTCA4A\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/center><\/p>\n<p>Uma corre\u00e7\u00e3o. A jornalista no v\u00eddeo se refere a Sr. Ayres Brito como Ministro da Justi\u00e7a. Na realidade, \u00e0 \u00e9poca ele era Presidente da Suprema Corte do Brasil. O cargo mais alto da Justi\u00e7a Brasileira. De modo que o seu veredicto antecipado dos documentos que lhes fora entregue, no m\u00ednimo, sugere uma quebra de decoro do cargo que ocupava. Al\u00e9m do que, como Presidente do Supremo a sua opini\u00e3o po\u00e9tica sobre a quest\u00e3o, terminou produzindo uma tend\u00eancia de alinhamento nas decis\u00f5es dos demais pares. Uma parcialidade vergonhosa.<\/p>\n<p>Outra reportagem de grande repercuss\u00e3o foi a contundente entrevista \u00e0 Revista Infovias de janeiro de 2013 (ano 3, no. 11) o antrop\u00f3logo Edward M. Luiz, mestre e doutorando em antropologia pela Universidade de Bras\u00edlia, ex-funcion\u00e1rio da FUNAI e que j\u00e1 participou de oito processos de delimita\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas, fez graves acusa\u00e7\u00f5es ao aparato indigenista internacional e sua atua\u00e7\u00e3o no Brasil, cujo objetivo, em suas palavras, \u201c\u00e9 frear o processo de desenvolvimento do Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Em seguida, explicou o que est\u00e1 por tr\u00e1s desse conflito:<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cIsso acontece porque sem a bandeira comunista para se opor ao desenvolvimento do capitalismo, restou o ambientalismo e o indigenismo, que ao final do s\u00e9culo XX, uniram-se formando um movimento \u00e9tnico absolutamente contr\u00e1rio a qualquer projeto desenvolvimentista. No Brasil esse processo \u00e9 t\u00e3o forte a ponto de seguir freando por mais de tr\u00eas d\u00e9cadas o processo de desenvolvimento do Pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele \u201cForam poucos os projetos de desenvolvimento no Brasil que n\u00e3o esbarraram e estagnaram ante alguma resist\u00eancia, seja de terra ind\u00edgena, unidade de conserva\u00e7\u00e3o, comunidade quilombola ou comunidade tradicional. \u00a0Eles parecem ser contr\u00e1rios a aberturas de estradas, ferrovias, hidrovias ou usina hidrel\u00e9trica, o que gera animosidade crescente entre eles e o restante da sociedade brasileira que quer e precisa do desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>Questionado sobre os interesses que se encontram por tr\u00e1s dessa manipula\u00e7\u00e3o de minorias \u00e9tnicas, para coloc\u00e1-las contra os projetos de desenvolvimento brasileiros, ele respondeu:<br \/>\n\u201c Nossa elite pensante \u00e9 t\u00e3o comprometida que foi preciso pensadores de fora para detectar este fen\u00f4meno no Brasil, entre eles Elaine Dedar, Lorenzo Carrasco e Salva Pal\u00e1cios. A primeira \u00e9 canadense e os outros dois s\u00e3o mexicanos. Carrasco me parece ser o mais produtivo e que poder\u00edamos chamar de investigador sobre o assunto. \u00c9 ele quem responde estas perguntas, e eu reconhe\u00e7o\u00a0 que s\u00f3 consegui compreende-las depois de contato profundo com as obras dele: M\u00e1fia Verde 1 e 2, Ambienta lismo e servid\u00e3o do Governo Mundial\u201d.<\/p>\n<p>\u201c(&#8230;) A principal hip\u00f3tese que Carrasco levanta, \u00e9 que estes fatores somados, tornam o Brasil uma clara amea\u00e7a ao poder das superpot\u00eancias mundiais. Os Pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte, sobretudo os Pa\u00edses da Europa, se veem amea\u00e7ados por um Pa\u00eds emergente, \u00e1gil e agressivo em suas pol\u00edticas econ\u00f4micas e desenvolvimentistas. O Brasil \u00e9 atualmente a sexta economia do mundo e tem tudo para chegar apta em 2015 como a quinta maior economia mundial, amea\u00e7ando o ordenamento econ\u00f4mico do hemisf\u00e9rio norte, deixando potencias b\u00e9licas e econ\u00f4micas, como Inglaterra e Fran\u00e7a, para tr\u00e1s. Dai\u00ad o empenho de estados estrangeiros se utilizarem de ONGs para manipular as minorias \u00c9tnicas e botar freios e barreiras, capazes de impedir este crescimento. As primeiras e mais vers\u00e1teis barreiras s\u00e3o as socioambientais, ou seja, o vetor ind\u00edgena e as sociedades tradicionais e quilombolas, que somadas ao elemento vetor ambiental, que juntos formam um enorme ex\u00e9rcito irregular de ONGs, um aparato indigenista\/ambientalista no Pa\u00eds. Este \u00e9 o termo cunhado por Lorenzo Carrasco, que demonstra com dados estat\u00edsticos, que h\u00e1 um verdadeiro batalh\u00e3o de ONGs, institui\u00e7\u00f5es e pesquisadores orientados por uma agenda ideol\u00f3gica, escrita e orquestrada por potencias do hemisf\u00e9rio norte &#8211; Estados Unidos, Inglaterra, Canad\u00e1, Noruega, Dinamarca e Alemanha, que pagam a conta e financiam este aparato indigenista e ambientalista que opera vigorosamente no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu diria, uma parte significativa do movimento indigenista brasileiro, est\u00e1 sim recebendo dinheiro de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, de ag\u00eancias de coopera\u00e7\u00f5es internacionais dos Pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte. Por exemplo; a GTZ, ONG [na verdade, ag\u00eancia governamental.] alem\u00e3, foi quem financiou por d\u00e9cadas todas as iniciativas de demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas no Brasil. Praticamente todas as demarca\u00e7\u00f5es ocorridas na d\u00e9cada de 90 foram financiadas pela ag\u00eancia alem\u00e3 de coopera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em sua vis\u00e3o, h\u00e1 claras evid\u00eancias de que interesses internacionais est\u00e3o engajados em frear o desenvolvimento nacional, manipulando causas aparentemente leg\u00edtimas:<\/p>\n<p>\u201cContudo est\u00e1 se tornando um instrumento descontrolado de reforma agr\u00e1ria \u00e0s avessas e de cria\u00e7\u00e3o de conflitos sociais que joga os ind\u00edgenas contra a sociedade nacional\u201d. \u201cO problema \u00e9: a forma de demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas atualmente vigentes no Brasil, n\u00e3o se preocupa com os custos sociais e econ\u00f4micos das demarca\u00e7\u00f5es, n\u00e3o busca o consenso, e, sobretudo, n\u00e3o garante seguran\u00e7a constitucional e jur\u00eddica a ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Adiante, o antrop\u00f3logo explica os v\u00e1rios v\u00edcios do processo demarcat\u00f3rio:<\/p>\n<p>\u201c \u00c9 um monop\u00f3lio que n\u00e3o oferece seguran\u00e7a jur\u00eddica, nem a produtores e nem a entes federados. Na verdade o que h\u00e1 \u00e9 um processo totalmente controlado por um \u00f3rg\u00e3o do executivo, que \u00e9 a FUNAI, um \u00f3rg\u00e3o pr\u00f3-ind\u00edgena. Parece-me \u00f3bvio e urgente a necessidade de uma reformula\u00e7\u00e3o do processo demarcat\u00f3rio, que garanta e assegure os direitos \u00e0s sociedades tradicionais ind\u00edgenas, mas ao mesmo tempo, assegure os direitos da outra parte afetada com total imparcialidade. Seja ela privada ou governamental. (&#8230;\u201d).<\/p>\n<p>Voltei. Para confirmar tudo aquilo que foi dito na reportagem da Revista, podemos afirmar que o Processo Demarcat\u00f3rio dos Tupinamb\u00e1s de Oliven\u00e7a tamb\u00e9m foi obra de um intervencionismo internacional na\u00a0 nossa regi\u00e3o. Todo processo foi montado por uma antrop\u00f3loga portuguesa Suzana Matos Viegas, que aplicou aqui uma tese de doutorado que foi defendida na Universidade de Coimbra. Toda esta opera\u00e7\u00e3o foi custeada por um organismo internacional, a <b>UNESCO<\/b>. A malandragem internacional veio atuar no nosso quintal.<\/p>\n<p>Como temos dito, o que menos interessa s\u00e3o os problemas dos verdadeiros \u00edndios brasileiros. O que interessa s\u00e3o os neg\u00f3cios escusos, que d\u00e3o frutos de papel da cor verde.<\/p>\n<p>Para finalizar, algu\u00e9m me d\u00e1 noticias da Associa\u00e7\u00e3o dos Peq. Agricultores. O que anda fazendo? Por que a pergunta? Porque \u00e9 inaceit\u00e1vel esta sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 tudo resolvido. H\u00e1 algum tempo responsabilizaram o enfraquecimento do movimento a meia d\u00fazia de membros que discordavam da maneira equivocada como o processo estava sendo conduzido. E agora? De quem \u00e9 a culpa? Temos ouvido queixas com desanimo porque tudo que foi dito nada foi cumprido (<b>principalmente no aeroporto<\/b>). Se n\u00e3o tem mais o que prometer vai daqui uma sugest\u00e3o. Os assuntos semanalmente postados neste espa\u00e7o s\u00e3o suficientemente relevantes para estimular uma discuss\u00e3o. O resultado seria uma maior consci\u00eancia da gravidade do problema que enfrentamos. \u00c9 imprescind\u00edvel que os afetados tenham conhecimento do que aconteceu, do que est\u00e1 acontecendo e o que pode acontecer. \u00a0Estamos em uma batalha que promete que a guerra vai ser longa e esta desmobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 intrigante. Sigamos os ensinamentos de <b>JESUS CRISTO \u201cORAI E VIGIAI<\/b>\u201d. Agricultores, temos que ficar <b>ATENTOS E VIGILANTES. <\/b>No momento n\u00e3o est\u00e1 acontecendo nem uma coisa e nem outra<b>. <\/b>As pessoas diariamente discutem os sexos dos anjos, futebol, o tititi das novelas e n\u00e3o discutem regularmente o maior problema das suas vidas. \u00a0Um <b>DESCASO IMPOSTO <\/b>por outra<b> DITADURA.<\/b><\/p>\n<p><b>ACORDA ILH\u00c9US!\u00a0 \u00a0OLIVEN\u00c7A SER\u00c1 A NOSSA SUI\u00c1 MISS\u00da.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Edgard Siqueira As atrocidades cometidas pela FUNAI s\u00e3o caracter\u00edsticas de um ORG\u00c3O DE EXCESS\u00c3O, com isso n\u00e3o fica a dever nada aos \u00d3rg\u00e3os da Repress\u00e3o da \u00e9poca da ditadura como DOPS e o DOI-CODI. 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