{"id":59216,"date":"2013-02-19T21:49:06","date_gmt":"2013-02-20T00:49:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=59216"},"modified":"2013-02-19T21:49:06","modified_gmt":"2013-02-20T00:49:06","slug":"praca-castro-alves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/02\/19\/praca-castro-alves\/","title":{"rendered":"PRA\u00c7A CASTRO ALVES"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/zecarlos-r2cpress_reduzida.jpg\" width=\"300\" height=\"207\" \/>Ant\u00f4nio Frederico de CASTRO ALVES, jovem poeta baiano 1847-1871, nascido a 14 de mar\u00e7o, entre os livros publicados destaca-se o NAVIO NEGREIRO, onde denunciava os maus tratos a que os negros eram submetidos.<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Castro Alves fica na Avenida Soares, em frente ao hist\u00f3rico Col\u00e9gio Municipal General Os\u00f3rio, hoje totalmente abandonado, sendo destru\u00eddo lentamente e onde funcionava a nossa biblioteca p\u00fablica.<\/p>\n<p>A pra\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como Pra\u00e7a da Irene ou Pra\u00e7a de Irene.<\/p>\n<div id=\"attachment_59217\" style=\"width: 149px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/irene_acaraj\u00e9.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-59217\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-59217\" alt=\"Irene\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/irene_acaraj\u00e9.jpg\" width=\"139\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/irene_acaraj\u00e9.jpg 200w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/irene_acaraj\u00e9-185x300.jpg 185w\" sizes=\"(max-width: 139px) 100vw, 139px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-59217\" class=\"wp-caption-text\">Irene<\/p><\/div>\n<p>Nos velhos e bons tempos que n\u00e3o voltam jamais, nossa querida amiga Irene, montava seu tabuleiro ao lado do port\u00e3o principal do col\u00e9gio, se aproveitando da sombra patrocinada pela grande amendoeira.<\/p>\n<p>Lembro-me que na \u00e9poca das mar\u00e9s altas, a \u00e1gua jorrava at\u00e9 junto ao passeio onde ficava o tabuleiro, com seus quitutes acaraj\u00e9, abar\u00e1, cocada amoda e o tradicional bolinho de estudante.<\/p>\n<p>Irene n\u00e3o usava os paramentos de baiana, se trajava normalmente.<\/p>\n<p>Vai algum tempo dessa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O que \u00e9 a nossa pra\u00e7a hoje?<\/p>\n<p>Freq\u00fcentada por fam\u00edlias, crian\u00e7as, pela turma do Senadinho, pelos herdeiros de Irene e outros amigos que ali montaram seus neg\u00f3cios e que fazem daquele espa\u00e7o um local apraz\u00edvel para curtir um bate-papo e, claro, as suas deliciosas guloseimas.<\/p>\n<p>At\u00e9 a\u00ed tudo muito bem, tudo muito bom, tudo na mais perfeita ordem.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>S\u00f3 que por tr\u00e1s dessa calmaria aparecem de vez em quando os vendilh\u00f5es do templo e transformam a pacata pra\u00e7a numa bagun\u00e7a, numa esculhamba\u00e7\u00e3o, numa viol\u00eancia, numa pra\u00e7a de guerra, com direito aos mij\u00f5es da vida e aos indecentes carros de som, nova epidemia nacional sem nenhum controle, atentando inclusive contra a vida de pessoas que se arriscam a ir a algum evento que venha a ser realizado.<\/p>\n<p>Sinceramente n\u00e3o sabemos a quem apelar para que a ordem p\u00fablica volte a prevalecer naquela pra\u00e7a.<\/p>\n<p>Realmente a Pra\u00e7a Castro Alves n\u00e3o \u00e9 mais do povo, n\u00e3o tem o respeito de outrora, est\u00e1 causando medo e pavor aos seus frequentadores e poder\u00e1 um dia perder a sua refer\u00eancia, como j\u00e1 aconteceu com outros espa\u00e7os p\u00fablicos por esse Brasil afora.<\/p>\n<p>Triste realidade! Quem poder\u00e1 modificar a situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>De minha parte vou continuar freq\u00fcentando o tabuleiro de Irene, s\u00f3 que em dias menos tumultuados e no meio de pessoas racionais e educadas.<\/p>\n<p>Meu grande poeta CASTRO ALVES, ser jovem hoje \u00e9 um pouco diferente, entendeu o recado?<\/p>\n<p>Z\u00c9CARLOS JUNIOR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant\u00f4nio Frederico de CASTRO ALVES, jovem poeta baiano 1847-1871, nascido a 14 de mar\u00e7o, entre os livros publicados destaca-se o NAVIO NEGREIRO, onde denunciava os maus tratos a que os negros eram submetidos. 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