{"id":6098,"date":"2011-01-08T14:12:02","date_gmt":"2011-01-08T17:12:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=6098"},"modified":"2011-01-08T14:12:02","modified_gmt":"2011-01-08T17:12:02","slug":"risco-de-contrair-hiv-em-transfusao-e-maior-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/08\/risco-de-contrair-hiv-em-transfusao-e-maior-no-brasil\/","title":{"rendered":"Risco de contrair HIV em transfus\u00e3o \u00e9 maior no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa feita em tr\u00eas hemocentros brasileiros no per\u00edodo entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfus\u00f5es de sangue no Brasil \u00e9 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que 1 em cada 100 mil bolsas de sangue do Pa\u00eds pode estar contaminada pelo v\u00edrus causador da Aids. Nos EUA, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1 para cada 2 milh\u00f5es de bolsas.<\/p>\n<p>Embora muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns pa\u00edses europeus, os \u00edndices brasileiros melhoraram. Vers\u00e3o anterior da pesquisa, de 2006, indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderia estar contaminada pelo HIV. &#8220;Precisamos avan\u00e7ar na seguran\u00e7a. Mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que muito j\u00e1 foi feito&#8221;, afirma a coordenadora do trabalho, Ester Sabino, da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Sangue de S\u00e3o Paulo. Com n\u00fameros atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado. Na vers\u00e3o de 2006, a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem se infectar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Financiado pelo Instituto Nacional de Sa\u00fade dos EUA (NIH, em ingl\u00eas), o estudo coordenado por Ester foi feito a partir da an\u00e1lise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de S\u00e3o Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho, em Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Bancos de Sangue, Ester classificou como &#8220;alto&#8221; o risco residual para HIV durante transfus\u00f5es no Brasil.<\/p>\n<p>Uma das alternativas para melhorar a seguran\u00e7a \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica tra\u00e7os do v\u00edrus no sangue e n\u00e3o de anticorpos, como exames tradicionais. Ester calcula que, com o in\u00edcio do exame, o risco de infec\u00e7\u00e3o por HIV passaria de 1 a cada 100 mil para 1 em cada 250 mil. &#8220;O exame, sozinho, n\u00e3o basta&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O coordenador da Pol\u00edtica de Sangue e Hemoderivados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Guilherme Genovez, afirmou que at\u00e9 o in\u00edcio do segundo semestre estar\u00e3o em funcionamento pelo menos oito plataformas para realiza\u00e7\u00e3o de exames NAT. Mas Genovez contesta os \u00edndices apresentados no trabalho: &#8220;Eles est\u00e3o mais para um or\u00e1culo. Foram feitos por estat\u00edstica, n\u00e3o podem ser considerados fato.&#8221; Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, S\u00e3o Paulo, Rio e Pernambuco, no qual o v\u00edrus n\u00e3o foi identificado em nenhuma amostra. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nAg\u00eancia Estado<br \/>\nNo <a href = \"http:\/\/atarde.com.br\/brasil\/noticia.jsf?id=5671106\" target = \"_news\"><b>A TARDE <\/b><\/a> On Line<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa feita em tr\u00eas hemocentros brasileiros no per\u00edodo entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfus\u00f5es de sangue no Brasil \u00e9 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. 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