{"id":6391,"date":"2011-01-12T10:43:05","date_gmt":"2011-01-12T13:43:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=6391"},"modified":"2011-01-12T10:43:05","modified_gmt":"2011-01-12T13:43:05","slug":"10taques-7","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/12\/10taques-7\/","title":{"rendered":"&#8220;10TAQUES&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Viajando pela minha velha Ilh\u00e9us que n\u00e3o volta mais (6\u00aa e \u00faltima parte)<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<center><strong>(O velho Jeep)<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jeep.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jeep-214x300.jpg\" alt=\"\" title=\"jeep\" width=\"214\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6392\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jeep-214x300.jpg 214w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jeep.jpg 539w\" sizes=\"(max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\"\/>A pra\u00e7a dos jipes na Rua do Dend\u00ea (Rua Araujo Pinho), o carro funer\u00e1rio da funer\u00e1ria Nossa Senhora da Vit\u00f3ria de Maneca do Caix\u00e3o, que sempre era acompanhado pela banda de m\u00fasica da Pol\u00edcia Militar nos enterros.<\/p>\n<p>O meretr\u00edcio da cidade, tamb\u00e9m na Rua do Dend\u00ea e adjac\u00eancias, com suas l\u00e2mpadas vermelhas nas portas. A Casa de Zue na Barra perto do canal dos Jesu\u00edtas. A Boate OK, de Nan\u00e3, na Avenida 2 de Julho (N\u00e3o me lembro o motivo, mas foi por causa dela que Romeu ganhou o apelido de \u201cRomeu Nan\u00e3\u201d). A Ritanzinha, assim chamada por que ficava junto a fabrica de biscoitos Ritan de Acid\u00e1lio Mendon\u00e7a, na Av. Itabuna, logo depois do Posto Dom Eduardo.<\/p>\n<p>Das figuras hil\u00e1rias da \u00e9poca, Jeep; P\u00f3 de Arroz; Gabi cad\u00ea Buz\u00fa; a \u00cdndia com seus cachorros; Bigode de Arame; Pirreu, com suas frases hil\u00e1rias como: \u201cNa Pimenta de cima s\u00f3 tem corno, menos meu amigo (N\u00e3o posso dizer o nome)\u201d, que era o \u00fanico chifrudo da rua; Seu Ant\u00f4nio o \u201cBuraco\u201d; Sete Esp\u00edritos; Jo\u00e3o Torpedo, corretor da Sul Am\u00e9rica Seguros que s\u00f3 se vestia com terno branco; Noronha (Fernando Messias Laranjeira Levita), tinha o apelido de \u201cNoronha&#8221; porque as pessoas associavam seu nome ao do arquip\u00e9lago de Fernando de \u201cNoronha\u201d. Dele, n\u00e3o sei se \u00e9 verdade, me recordo de uma hist\u00f3ria: No seu enterro, na subida da Ladeira da Vit\u00f3ria (naquela \u00e9poca os caix\u00f5es eram levados na m\u00e3o e a ladeira s\u00f3 ia at\u00e9 o Hospital S\u00e3o Jos\u00e9 onde havia uma escadaria) ele levantou-se do caix\u00e3o, n\u00e3o estava morto, os carregadores soltaram o caix\u00e3o no ch\u00e3o e sa\u00edram correndo apavorados. <\/p>\n<p>E os emplacados de Paulo Patury: <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Nunes, Kung-Fu, Nozinho, Sapa Veiga, Kid Marival, Palito, Luvai\u00e1 e muitos outros.<\/p>\n<p> Lininho e seu velho jeep \u201cAl\u00e7a de Caix\u00e3o\u201d assim chamado por que todo mundo pegava. Lininho \u00e0s vezes sumia da cidade e quando pergunt\u00e1vamos onde ele estava dizia que estava em Ipanema, quem n\u00e3o sabia pensava que ele estava no Rio de Janeiro, s\u00f3 que ele estava era no s\u00edtio de seu pai, logo depois de Oliven\u00e7a que se chamava Ipanema. <\/p>\n<p>Quem se lembra de Nagib Daneu? com seu grande len\u00e7o pendurado no bolso, e um grande bigode, que figura! Freq\u00fcentador ass\u00edduo do Bar Mar\u00e9 Mansa, em baixo do Cine Brasil mais conhecido como Cine Poeira onde hoje est\u00e1 a Igreja Universal; e o grande Col\u00f3? (Jos\u00e9 Claudino Dias) que trabalhava no Banco de Ilh\u00e9us que depois foi vendido ao Banco Nacional, onde tamb\u00e9m trabalhava Agnaldo Tavares, pai do Dr. Virg\u00edlio Ant\u00f4nio Leite Tavares, todo domingo Col\u00f3 ia tomar umas cervejinhas no Clube dos Banc\u00e1rios na Cidade Nova, na volta chapad\u00e3o, voltava pela linha do trem para n\u00e3o se perder, pois morava nos fundos do Pr\u00e9dio Escolar General Os\u00f3rio, no percurso sempre tinha um que lhe perguntava: \u201cComo \u00e9 que Col\u00f3 caminha?\u201d (coloca a minha); e ele respondia: \u201cCol\u00f3 caminha de banda\u201d, freq\u00fcentador do bar de Jorge (Jorge Medauar Massri) em frente \u00e0 subida da ladeira do caf\u00e9, quando estava de bom humor ia at\u00e9 a Pra\u00e7a Castro Alves e em frente ao busto do mesmo declamava suas poesias, quando estava de mau humor esculhambava o pobre do Castro Alves. Col\u00f3 era flamenguista doente. <\/p>\n<p>Tio Sil\u00fa (Silvio Berbert de Amorim, pai do primo Virgilhinho, filho do Cel. Virg\u00edlio Calasans de Amorim), era um grande gozador. Numa de suas viagens, chegando \u00e0 janela do hotel viu que passava pela rua um senhor que n\u00e3o tinha um dos bra\u00e7os, come\u00e7ou ent\u00e3o a gritar da janela: cot\u00f3, cot\u00f3, o cara no come\u00e7o fingiu n\u00e3o ouvir, mas ele continuou: \u201ccot\u00f3, cot\u00f3\u201d, o cara foi perdendo as estribeiras e come\u00e7ou a xinga-lo, ele gritava mais alto: \u201ccot\u00f3, cot\u00f3\u201d, o cara j\u00e1 no m\u00e1ximo de raiva, e ele \u201cCot\u00f3, cot\u00f3\u201d, quando viu que o cara j\u00e1 estava pra morrer de raiva levantou o seu bra\u00e7o, ele tamb\u00e9m era cot\u00f3, e disse:\u201ddiga a\u00ed colega\u201d. O cara s\u00f3 faltou morrer de tanto rir.<\/p>\n<p>Por onde andar\u00e1 Toninho Pipoca; Nelson Bombom, que imitava Caub\u00ed Peixoto como ningu\u00e9m; Dudu Sofia, Miguel Trovoada, desapareceram!<\/p>\n<p>\tMeu grande amigo C\u00e2ndido Garcia Neto (Netinho), que s\u00f3 me chamava de Afrod\u00edsio; Paul\u00e3o Badar\u00f3; Osvaldo Jos\u00e9 Galv\u00e3o Ramos, irm\u00e3o de Rui Titica; Saul Barbosa; o irreverente Pedro Mattos; Ninho Louro; Ruy my friend (Nascimento); que Deus os tenha e a mim n\u00e3o desampare.<\/p>\n<p>Que tempos bons, hoje com sessenta anos, bem vividos, as recorda\u00e7\u00f5es me v\u00eam \u00e0 tona como nunca, ser\u00e1 que estou ficando velho, ou ser\u00e1 saudade daqueles tempos!<\/p>\n<p>\tMeus amigos Ilh\u00e9us n\u00e3o tem hist\u00f3ria, Ilh\u00e9us \u00e9 historia, por isso que Jorge Amado se deu bem, n\u00e3o sei por que ele n\u00e3o gostava desta cidade, pelo menos quando jovem, depois n\u00e3o sei se mudou de id\u00e9ia.<\/p>\n<p>\u00c9 melhor parar por aqui, sen\u00e3o vira livro, pois dizem que o cara nasce , cresce, se casa, tem um filho, planta uma \u00e1rvore, escreve um livro e morre. J\u00e1 fiz isso tudo s\u00f3 n\u00e3o escrevi o livro e n\u00e3o pretendo morrer t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>\u00c9, agora parem, procurem uma rede, para pregui\u00e7oso de prefer\u00eancia, e comecem a recordar dos bons tempos que n\u00e3o voltam mais, \u00e9 t\u00e3o bom&#8230; int\u00e9.\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viajando pela minha velha Ilh\u00e9us que n\u00e3o volta mais (6\u00aa e \u00faltima parte) (O velho Jeep) A pra\u00e7a dos jipes na Rua do Dend\u00ea (Rua Araujo Pinho), o carro funer\u00e1rio da funer\u00e1ria Nossa Senhora da Vit\u00f3ria de Maneca do Caix\u00e3o, que sempre era acompanhado pela banda de m\u00fasica da Pol\u00edcia Militar nos enterros. 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