{"id":6466,"date":"2011-01-13T12:44:00","date_gmt":"2011-01-13T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=6466"},"modified":"2011-01-13T12:44:00","modified_gmt":"2011-01-13T15:44:00","slug":"o-segredo-e-soltar-devagar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/13\/o-segredo-e-soltar-devagar\/","title":{"rendered":"O segredo \u00e9 soltar devagar"},"content":{"rendered":"<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Maria-Regina-Canhos-Vicentin_cart%C3%A3o.jpg\"\/>\u201cMaria estava preocupada com seu filho de treze anos. Ele insistia em sair com os amigos e retornar para casa quase meia-noite. Dizia que todos podiam chegar mais tarde, menos ele, que tinha uma m\u00e3e chata. Maria ficava triste com as palavras do filho, mas estava convencida de que ainda era cedo para ampliar seu hor\u00e1rio de chegada. Falando a respeito do assunto com uma colega de trabalho, a mesma lhe sugeriu que deixasse o filho ir e ficar at\u00e9 o hor\u00e1rio em que todos ficavam; indo busc\u00e1-lo de carro posteriormente. A justificativa apresentada: j\u00e1 que todos ficam, deixe-o ficar tamb\u00e9m, sen\u00e3o ir\u00e1 se sentir envergonhado.\u201d Ora, \u00e9 interessante como grande parte das pessoas se preocupa excessivamente com a opini\u00e3o alheia, e faz de tudo para agir conforme a maioria. N\u00e3o importa se est\u00e1 certo ou errado. Pressup\u00f5e-se que est\u00e1 certo e ponto final.<\/p>\n<p> <!--more--><\/p>\n<p>Atualmente, os jovens come\u00e7am a sair de casa ainda na puberdade, per\u00edodo que vai mais ou menos dos nove aos doze anos de idade. A\u00ed ingressam na adolesc\u00eancia propriamente dita, que deveria ir at\u00e9 os dezoito anos, mas tem se estendido at\u00e9 os vinte e um, ou mais. O que acontece \u00e9 que, fisicamente, nossos jovens est\u00e3o crescendo e se desenvolvendo muito. Assim, \u00e9 comum encontrarmos meninas de oito anos que parecem ter dez ou onze; e meninos de doze ou treze que parecem ter dezessete. Nossas meninas ganham seios cedo demais, enquanto os meninos cal\u00e7am 42\/43 facilmente. Est\u00e3o ficando cada vez mais altos, e muitos deles ultrapassam a altura dos pais j\u00e1 na puberdade. Acontece que s\u00f3 t\u00eam tamanho, mas maturidade que \u00e9 bom&#8230; S\u00e3o homenzarr\u00f5es com mentalidade infantil.<\/p>\n<p>Os pais veem o tamanh\u00e3o e pensam que est\u00e1 na hora de voar, mas muitos desastres est\u00e3o ocorrendo em fun\u00e7\u00e3o dessa percep\u00e7\u00e3o equivocada. N\u00e3o basta ter tamanho, \u00e9 preciso ter maturidade, no\u00e7\u00e3o do certo e errado, firmeza para dizer \u201cn\u00e3o\u201d quando necess\u00e1rio. Que adianta deixar o filho de quinze anos dirigir, se ele nem ao menos possui ainda os reflexos necess\u00e1rios para um bom desempenho automobil\u00edstico? No caso de um acidente de tr\u00e2nsito, quem vai responder judicialmente? Ser\u00e1 que d\u00e1 certo colocar camisinha na carteira do filho de dezesseis anos? Com que dinheiro ele vai sustentar seu filhinho caso ela se rompa? Que tal dar cerveja para o menino de quatorze anos? Talvez com dezoito j\u00e1 esteja dependente do \u00e1lcool e promovendo desordens. Permita que seu filho fume aos treze, e aos quinze achar\u00e1 natural experimentar outras coisas.<\/p>\n<p>Tamanho n\u00e3o traz responsabilidade. Devemos ensinar isso a nossos filhos, principalmente atrav\u00e9s de nosso exemplo. Cada coisa a seu tempo. N\u00e3o precisamos colocar a carro\u00e7a na frente dos bois. \u00c9 natural que nossos filhos adolescentes desejem saborear o mundo de uma s\u00f3 vez. N\u00f3s tamb\u00e9m fomos adolescentes e passamos por isso. No entanto, aprendemos que quando se come demais e, principalmente, quando se come cru, surge o mal-estar. Precisamos dosar a liberdade de nossos filhos para que eles n\u00e3o se percam diante da falta de limites. O segredo \u00e9 soltar devagar, para que eles assimilem cada experi\u00eancia. \u201cDevagar e sempre\u201d \u00e9 um ditado popular antigo que aprecio muito. <\/p>\n<p>\u2014<br \/>\nMaria Regina Canhos Vicentin<br \/>\ncontato@mariaregina.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMaria estava preocupada com seu filho de treze anos. Ele insistia em sair com os amigos e retornar para casa quase meia-noite. Dizia que todos podiam chegar mais tarde, menos ele, que tinha uma m\u00e3e chata. 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