{"id":67014,"date":"2013-06-11T09:51:51","date_gmt":"2013-06-11T12:51:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=67014"},"modified":"2013-06-11T09:51:51","modified_gmt":"2013-06-11T12:51:51","slug":"heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-i-i-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/06\/11\/heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-i-i-i\/","title":{"rendered":"Heckel Janu\u00e1rio em: UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE ( I I I)"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>\u00a0(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\" width=\"300\" height=\"129\" \/>Em raz\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o, falar de Bebel sem o Jequitinhonha, como mencionei no (Umas e Outras II), mesmo do inusual, n\u00e3o teria como.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, levanto \u00e2ncora para prosseguir nas \u00e1guas que em 1816, o pr\u00edncipe Maximiliano Wied-Neuwied partindo de sua foz, n\u00e3o hesitara aventurar-se chegando \u00e0 Cachoeirinha, distrito belmontense que se transformaria em importante entreposto comercial entre o litoral baiano e interior mineiro. Em 1817 o naturalista franc\u00eas Auguste De Saint-Hilare percorre suas margens e, em 1820 foi a vez do m\u00e9dico e bot\u00e2nico Johann Emanuel Pohl <b>\u2013<\/b>um integrante \u00a0da Miss\u00e3o Austr\u00edaca que viera ao Brasil quando do casamento do pr\u00edncipe D. Pedro com a arquiduquesa Leopoldina<b>\u2013<\/b>, subir o Jequitinhonha e chegar at\u00e9 o Salto da Divisa, limite de baianos e mineiros nessas bandas. Registrando os variados aspectos, a passagem desses homens por essas plagas, contribu\u00edra de maneira significativa para a hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>Em 1916, um s\u00e9culo depois, o belmontense Eduardo Santos Maia ao empreender viagem e registrar em seu \u201cImpress\u00f5es de viagem de Belmonte a Arassua\u00ed&#8230;\u201d, deixava sua colabora\u00e7\u00e3o. Recentemente, ou para ser preciso, no ano de 2010, o itapebiense\u00a0 Milson do Carmo Nascimento <b><i>\u2013<\/i><\/b>fruto \u00a0de preciosa pesquisa e fortes doses de conhecimento in loco<b><i>\u2013<\/i><\/b> acrescia ao patrim\u00f4nio do\u00a0 Jequitinhonha,\u00a0 \u201cCachoeirinha\u201d, livro historiado, e pode-se dizer, um relato da vida ribeirinha deste rio, sobretudo a do percurso de sua embocadura \u00e0 cidade mineira de Salto da Divisa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Milson exp\u00f5e tintim por tintim o cotidiano dos \u201ctropeiros\u201d e suas tropas, e dos \u201ccanoeiros\u201d. Feitas de um s\u00f3 tronco de \u00e1rvore as canoas mediam, na maioria, 22 metros de comprimento, 1,6 de largura e 80 cm de altura, e suportava 6 toneladas de peso. Essas figuras <b>\u2013<\/b>enfrentando\u00a0 em terra ou nas caudalosas \u00e1guas do rio \u00a0todo tipo de agruras<b>\u2013<\/b> foram as respons\u00e1veis diretas por um pujante com\u00e9rcio entre Bahia Minas, significando preservar uma liga\u00e7\u00e3o litoral-interior, possivelmente a primeira no territ\u00f3rio brasileiro. \u00a0Produtos dos mais diversos, inclusive de fora do pa\u00eds, eram comercializados, percorrendo de maneira rec\u00edproca a rota: Europa \u2013porto de Salvador \u2013porto de Ilh\u00e9us \u2013 de Belmonte \u2013 de Cachoeirinha \u2013norte de Minas.<\/p>\n<p>O tempo passou e com ele o pico desta rela\u00e7\u00e3o comercial curvou para baixo. Mas eis que reluz a cobi\u00e7a por uma nova mercadoria: a de uma esp\u00e9cie diferente de ouro, este, surpreendente, vegetal! <b>\u2013<\/b> o Cacau, que, ir\u00e1 incrementar novamente a vida ribeirinha, mas desta feita limitada aos 120 quil\u00f4metros do rio a partir de sua boca.<\/p>\n<p>J\u00e1 estamos em plena Regi\u00e3o Cacaueira, bem povoada e abrangente de munic\u00edpios, mas mais que isso: numa Civiliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 o plantio do \u201cfruto ouro\u201d que, fazia prosperar uma regi\u00e3o, apesar de algumas crises. \u00a0\u00a0Na zona do Jequitinhonha, efeito das enchentes e vazantes, o aluvi\u00e3o de suas margens somado ao tropeiro e o canoeiro singularizavam esse trecho cacaueiro. Vixe! De repente, o \u201ccacau caiu\u201d. N\u00e3o! n\u00e3o s\u00e3o aquelas \u00e1guas ben\u00e9ficas \u00e0 lavoura que, quando chovia se dizia: \u201co cacau caiu!\u201d. Ele caiu literalmente, idem a riqueza de uma regi\u00e3o, que governos e governos <b>\u2013<\/b>baiano e central<b>\u2013<\/b> persistem olhar de bin\u00f3culos. Dizem ter sido maldi\u00e7\u00e3o de \u201cbruxas\u201d penduradas em \u201cvassouras\u201d!<\/p>\n<p>Anotava o trajeto de outros viajantes, quando o comandante da embarca\u00e7\u00e3o pediu sil\u00eancio \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o para anunciar a mais nova e meio bomb\u00e1stica de Bebel: a de que a empresa p\u00fablica CPRM &#8211; Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais d\u00e1 conta da exist\u00eancia atrav\u00e9s de pesquisa, de uma mina de diamantes submersa na barra do Jequitinhonha. Em seguida bradou euf\u00f3rico: \u201csalva\u00e7\u00e3o da lavoura!\u201d.<\/p>\n<p>Heckel Janu\u00e1rio<\/p>\n<p><strong>Para ler a PARTE II clique<\/strong> <a href = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/05\/14\/heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-i-i\/\" target = \"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) Em raz\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o, falar de Bebel sem o Jequitinhonha, como mencionei no (Umas e Outras II), mesmo do inusual, n\u00e3o teria como. 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