{"id":67671,"date":"2013-06-21T11:26:58","date_gmt":"2013-06-21T14:26:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=67671"},"modified":"2013-06-21T11:26:58","modified_gmt":"2013-06-21T14:26:58","slug":"o-dia-do-basta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/06\/21\/o-dia-do-basta\/","title":{"rendered":"O dia do basta"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>por Michael Cardoso<\/strong><\/em><\/p>\n<p><div id=\"attachment_67672\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/michael_lions_1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-67672\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/michael_lions_1.jpg\" alt=\"Michael Cardoso.\" width=\"240\" height=\"302\" class=\"size-full wp-image-67672\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/michael_lions_1.jpg 240w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/michael_lions_1-238x300.jpg 238w\" sizes=\"(max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-67672\" class=\"wp-caption-text\">Michael Cardoso.<\/p><\/div>Hoje \u00e9 um dia diferente do habitual. Diferente porque em mais de 100 cidades do nosso Brasil, al\u00e9m das grandes capitais, param perplexas e surpresas diante da como\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o baseado em um sentimento que \u00e9 comum a todos: do jeito que est\u00e1 n\u00e3o pode continuar.<\/p>\n<p>S\u00e3o tantas as indigna\u00e7\u00f5es de uma na\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o cabe nas ruas, nos cartazes, nas vozes que soam de uma angustia internalizada que a muito vem batendo a porta dos Brasileiros. Somos muitos: crian\u00e7as, jovens, adultos e idosos. Representados n\u00e3o por partidos, entidades, sindicatos \u2013 alias muitos movimentos sindicais j\u00e1 n\u00e3o mais representam lutas de classes, mas interesses pol\u00edticos e partid\u00e1rios \u2013 mas de um agrupamento de pessoas que representa anseios e insatisfa\u00e7\u00f5es que parecem n\u00e3o antes serem ouvidas.<\/p>\n<p>O movimento que vem se denominado \u201cpasse-livre\u201d, segue um coro de sensibilidades: n\u00e3o \u00e9 anarquista, apesar de pequenos grupos de v\u00e2ndalos, baderneiros e antidemocr\u00e1ticos tentarem fazer como se fosse; n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtico partid\u00e1rio, pois n\u00e3o se admite bandeiras sen\u00e3o aquelas que falem das reivindica\u00e7\u00f5es do povo; n\u00e3o se procura derrubar ou destituir governos, mas faze-los respeitar o povo, no qual os elegeu democraticamente. Desrespeito este, que se apresenta nos sal\u00e1rios e benef\u00edcios absurdos, nos transportes e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de m\u00e1 qualidade, nos altos impostos, na corrup\u00e7\u00e3o generalizada, na falta de transpar\u00eancia de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, na cria\u00e7\u00e3o de leis que beneficia pol\u00edticos e os protege para cometer irregularidades em um corporativismo sem precedente, entre muitas e muitas outras mazelas de uma na\u00e7\u00e3o que est\u00e1 entre as 10 maiores economias do mundo.<\/p>\n<p> <!--more--><\/p>\n<p>A tantas se fala nas bancadas do Brasil em democracia, mas fica claro na mente da popula\u00e7\u00e3o, que para muitos pol\u00edticos o processo democr\u00e1tico se d\u00e1 apenas nos comerciais de TV, que se seguem durante os meses de campanha eleitoral, finalizado pelo voto na urna. Muitos n\u00e3o mais ouviam as vozes da rua. Alias, \u201cnunca antes na hist\u00f3ria recente deste pa\u00eds\u201d se presenciou mobiliza\u00e7\u00e3o como est\u00e1, onde as bandeiras suspensas n\u00e3o precisaram ser financiadas por campanhas, por vezes inescrupulosas. \u00c9 sabido tamb\u00e9m, que a mente daqueles que foram eleitos pelo povo, ao findar de dias como estes, passar\u00e3o a pensar mais intrinsicamente nas suas condutas e a\u00e7\u00f5es perante as responsabilidades que lhe foram incumbidas.<\/p>\n<p>Em Itabuna, demos exemplo de democracia plena. Cantamos, falamos em alta voz, expressamos em diversos cartazes indigna\u00e7\u00f5es locais e nacionais e o som do hino nacional brasileiro cantado em coro foi, em suma, emocionante. Sem viol\u00eancia, cant\u00e1vamos todos, pois isto \u00e9 democracia, o poder de mobilizar e protestar, n\u00e3o esquecendo de todo apoio pacifico dado pela Pol\u00edcia Militar. N\u00e3o obstante, \u00e9 de entendimento geral que os nossos policiais fazem parte do povo, e mesmo muitos no exerc\u00edcio da sua fun\u00e7\u00e3o, demostraram tamb\u00e9m orgulho em contemplar a mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Tenho a impress\u00e3o de que um dos grandes historiadores do Brasil, Sergio Buarque de Holanda, se aqui estivesse entre n\u00f3s, escreveria um novo livro com o t\u00edtulo: As NOVAS ra\u00edzes do Brasil. Sim! Daqui pra frente, se escreve uma hist\u00f3ria diferente, as pessoas ler\u00e3o mais sobre pol\u00edtica, se informar\u00e3o mais sobre acontecimentos das nossas cidades, ter\u00e3o orgulho de ser Brasileiro. Queremos virar a p\u00e1gina do \u201crouba mais faz\u201d, do que \u201cse n\u00e3o tem coisa melhor, serve este mesmo\u201d, queremos as reformas e a reforma pol\u00edtica que o Brasil tanto precisa. E por fim, o n\u00e3o imaginado torna-se uma realidade, os brasileiros passaram de expectadores para autores de sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u201cO gigante acordou\u201d!<\/p>\n<p>Itabuna, 21 de junho de 2013<\/p>\n<p>Michael Cardoso<br \/>\nServidor P\u00fablico e Graduando do curso de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o \/ UESC<br \/>\n@michaelhcardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Michael Cardoso Hoje \u00e9 um dia diferente do habitual. Diferente porque em mais de 100 cidades do nosso Brasil, al\u00e9m das grandes capitais, param perplexas e surpresas diante da como\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o baseado em um sentimento que \u00e9 comum a todos: do jeito que est\u00e1 n\u00e3o pode continuar. 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