{"id":67905,"date":"2013-06-26T12:31:49","date_gmt":"2013-06-26T15:31:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=67905"},"modified":"2013-06-26T12:31:49","modified_gmt":"2013-06-26T15:31:49","slug":"por-que-algumas-pessoas-so-dao-valor-quando-perdem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/06\/26\/por-que-algumas-pessoas-so-dao-valor-quando-perdem\/","title":{"rendered":"Por que algumas pessoas s\u00f3 d\u00e3o valor quando perdem?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Rosana Braga<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/R2CPRESS_CART%C3%83O_ROSANA.jpg\" width=\"300\" height=\"179\" class=\"alignleft\" \/>N\u00e3o sei o que \u00e9 pior: j\u00e1 ter conhecido algu\u00e9m que s\u00f3 d\u00e1 valor ao que tem depois de perder, ou ser algu\u00e9m assim. N\u00e3o estou julgando. N\u00e3o se trata de valores morais ou avalia\u00e7\u00f5es do tipo \u201ccerto\u201d ou \u201cerrado\u201d. O que quero dizer \u00e9 que \u00e9 mesmo lament\u00e1vel s\u00f3 conseguir se dar conta de algo ou algu\u00e9m quando j\u00e1 \u00e9 tarde demais!<\/p>\n<p>Sei que, aos mais c\u00e9ticos, parece conversinha in\u00fatil. Mas tenho visto, ouvido e at\u00e9 acompanhado algumas hist\u00f3rias de dar pena. Triste mesmo! De gente que parece estar contra si mesmo. De homens e mulheres botando a perder o que t\u00eam de melhor e de mais importante em suas vidas, simplesmente por n\u00e3o conseguirem enxergar o belo, o bom, o que, aos seus olhos fechados, parece pouco&#8230;<\/p>\n<p>Muito j\u00e1 se repetiu que temos dois caminhos para aprender qualquer li\u00e7\u00e3o nesta vida: pelo amor ou pela dor. Em geral, infelizmente, escolhemos o segundo caminho. Claro, inconscientemente. Mas isso n\u00e3o nos torna v\u00edtimas ou inocentes. Nem culpados ou algozes, no entanto.<\/p>\n<p>Trata-se, sobretudo, de uma constata\u00e7\u00e3o que deve, sim, servir para nos tornar mais atentos. \u00c9 fato que j\u00e1 passou da hora de muitos de n\u00f3s tomarmos uma boa sacudidela. Um susto suficientemente grande para nos fazer acordar e manter os olhos bem abertos!<\/p>\n<p> <!--more--><\/p>\n<p>Por todos os lados, vemos pessoas sendo amadas sem sequer notar, qui\u00e7\u00e1 valorizar ou retribuir! Pessoas recebendo oportunidades incr\u00edveis, vivendo com familiares e amigos maravilhosos, estando em lugares imperd\u00edveis&#8230; e nada! S\u00f3 reclamando, s\u00f3 se lamentando, s\u00f3 desperdi\u00e7ando. Pecando a vida!<\/p>\n<p>Acreditam que a fonte nunca seca. Apostam que podem ignorar, disfar\u00e7ar e adiar o amor \u00e0 seu bel prazer que nada vai mudar. E pior: acham que se mudar, nada v\u00e3o perder, nada v\u00e3o sentir, nada v\u00e3o sofrer.<\/p>\n<p>Mas quando chega o tal dia em que o outro se cansa e vai embora, ahhh, quando chega esse dia, \u00e9 inacredit\u00e1vel o que j\u00e1 vi acontecer! Alguns, primeiro d\u00e3o de ombros, como se nem se importassem. Mas com mais ou menos dias&#8230; para quase todos o desespero bate! A lucidez chega e a impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que, ap\u00f3s curto-circuito, suas luzes se acenderam!<\/p>\n<p>Mas agora? Agora acabou. Finito. O outro n\u00e3o quer mais. Cansou de tentar. Cansou n\u00e3o de sua perfei\u00e7\u00e3o, porque isso n\u00e3o existe. Cada qual tem sua parte no enredo vivido. Mas, sim, cansou de se relacionar no escuro do outro!<\/p>\n<p>E assim, diante da falta, do suposto abandono, arregalam os olhos! Reagem como se estivessem surpresos! \u201cComo assim?!? O que houve?!?\u201d E a fim de tentar reverter a situa\u00e7\u00e3o, tornam-se tudo o que poderiam ter sido, mas nunca se dispuseram a ser! Flores, cartas, galanteios e declara\u00e7\u00f5es. L\u00e1grimas, pedido de perd\u00e3o, reconhecimentos e elogios.<\/p>\n<p>As certezas at\u00e9 ent\u00e3o inexistentes brotam de um n\u00e3o sei onde, baseadas num n\u00e3o sei o que, recheadas de propostas t\u00e3o aguardadas, mas que jamais foram feitas. Onde estava esse desejo? Onde estava essa pessoa? Onde estava esse cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Preso em sua pr\u00f3pria armadilha! Certamente escondido, defendido, entorpecido de falsas verdades, cren\u00e7as distorcidas e enganos, tristes enganos. Sim, estou certa de que sua dor \u00e9 mesmo real agora. Talvez tenha mesmo acordado. Mas talvez seja s\u00f3 a dor do vazio, da perda. Talvez seja a frustrante constata\u00e7\u00e3o de sua incapacidade de se entrela\u00e7ar. Talvez&#8230; Quem pode saber o que se passa?<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o posso! Quem esperou por atitudes durante tanto tempo tamb\u00e9m n\u00e3o tem como saber. Sem garantias. Sem certezas. S\u00f3 quem pode descobrir qual a real disponibilidade, quais s\u00e3o os sentimentos pelos quais est\u00e1 pronto para viver \u00e9 quem, de fato, acordou!<\/p>\n<p>Portanto, se voc\u00ea \u00e9 quem se cansou de esperar e foi embora&#8230; ou se voc\u00ea \u00e9 quem, enfim, se deu conta de que estava dormindo, minha sugest\u00e3o \u00e9 que se aquiete, pare, respire, medite&#8230; D\u00ea tempo ao tempo. D\u00ea tempo ao outro e a si mesmo. Tente ser o mais honesto poss\u00edvel com seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. A resposta vir\u00e1 de dentro. Da sua ess\u00eancia e n\u00e3o da sua tormenta.<\/p>\n<p>E, por fim, se voc\u00ea nunca passou por isso, esteja atento ao seu amor para evitar as armadilhas. Porque n\u00e3o me restam d\u00favidas de que sucumbir a elas d\u00f3i. D\u00f3i demais! E n\u00e3o h\u00e1 analg\u00e9sico que fa\u00e7a passar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rosana Braga N\u00e3o sei o que \u00e9 pior: j\u00e1 ter conhecido algu\u00e9m que s\u00f3 d\u00e1 valor ao que tem depois de perder, ou ser algu\u00e9m assim. N\u00e3o estou julgando. N\u00e3o se trata de valores morais ou avalia\u00e7\u00f5es do tipo \u201ccerto\u201d ou \u201cerrado\u201d. 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