{"id":6823,"date":"2011-01-18T09:26:14","date_gmt":"2011-01-18T12:26:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=6823"},"modified":"2011-01-18T09:26:14","modified_gmt":"2011-01-18T12:26:14","slug":"marginais-ocupam-modulos-desativados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/18\/marginais-ocupam-modulos-desativados\/","title":{"rendered":"Marginais ocupam m\u00f3dulos desativados"},"content":{"rendered":"<p>Imagine esta cena: Um ladr\u00e3o perseguido por populares corre desesperado pelo Largo dos Dois Le\u00f5es, pr\u00f3ximo \u00e0 Baixa de Quintas. Sem op\u00e7\u00e3o de fuga entra num estabelecimento comercial situado quase defronte de um posto policial. Funcion\u00e1rios e clientes da loja entram em desespero com o clima de revolta que toma conta do ambiente. Algu\u00e9m, com uma faca em punho, amea\u00e7a cortar o marginal. P\u00e2nico geral.<\/p>\n<p>\u201cChamem a pol\u00edcia!\u201d, algu\u00e9m grita, entretanto nenhum policial se encontrava no m\u00f3dulo que, desativado, \u00e9 mais um ponto sossegado para elementos como o ladr\u00e3o em quest\u00e3o utilizar na madrugada.<\/p>\n<p>Felizmente aparece uma guarni\u00e7\u00e3o, os \u00e2nimos se acalmam e o fugitivo \u00e9 levado para a delegacia. O drama aqui narrado \u00e9 inspirado num fato real, assim como \u00e9 uma realidade a inseguran\u00e7a que paira em v\u00e1rios bairros da cidade que possuem m\u00f3dulos, por\u00e9m desativados e ocupados por pedintes, marginais e usu\u00e1rios de droga.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 esclareceu h\u00e1 algum tempo a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica da Bahia e o Comando da Pol\u00edcia Militar, o fechamento dos m\u00f3dulos \u00e9 uma estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a a n\u00edvel nacional. Os postos policiais funcionavam como alvo f\u00e1cil para o crime organizado, o que n\u00e3o ocorre com rondas efetuadas por viaturas. Entretanto, o abandono destes equipamentos continua a assustar as pessoas de bem, principalmente as residentes em bairros com \u00edndice de viol\u00eancia acima da m\u00e9dia.    <\/p>\n<p>\u201cEste m\u00f3dulo desativado \u00e9 um absurdo!\u201d, diz o motoboy Paulo Matos de Jesus, 23, que presta servi\u00e7o \u00e0 loja invadida pelo grupo que percebia o ladr\u00e3o. \u201cJ\u00e1 tem mais de um ano que este m\u00f3dulo policial fechou. J\u00e1 foi reformado, em seguida atacado, botaram fogo e nunca mais nenhum policial apareceu. Uma viatura para de vez em quando ao lado, mas depois vai embora.<\/p>\n<p>Estamos aqui desprovidos de seguran\u00e7a. A nossa loja j\u00e1 foi assaltada duas vezes e teve at\u00e9 ato de vandalismo quando da persegui\u00e7\u00e3o ao marginal que entrou aqui. A noite aqui \u00e9 muito dif\u00edcil pra gente\u201d, relatou Ita C\u00e1ssia da Costa, 39, do setor administrativo da empresa onde o fugitivo tentou se refugiar.<\/p>\n<p>\u201cOs mendigos j\u00e1 tomaram conta da maioria dos m\u00f3dulos policiais aqui da \u00e1rea\u201d, diz Maria do Ros\u00e1rio da Silva, 32, ao se referir aos m\u00f3dulos situados entre o Largo do Tamarineiro, a Liberdade e o fim de linha do Pero Vaz. O primeiro ganhou c\u00e2mara de filmar do lado externo, soldados da Pol\u00edcia Militar est\u00e3o sempre parando ao lado do equipamento, mas essas iniciativas ainda n\u00e3o devolveram a tranquilidade que os moradores e comerciantes do largo desejam da seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cEu gostaria de ver o m\u00f3dulo funcionando normal, inclusive durante a noite toda. \u00c9 muito importante ter os policiais por perto. Temos um banco aqui e deveria haver ronda 24 horas. A nossa farm\u00e1cia j\u00e1 foi assaltada e continuamos correndo este risco. Ainda bem que colocaram uma c\u00e2mara em cima do posto\u201d, comentou a balconista Adinalva Nascimento, 34, do setor administrativo da drogaria, que revelou se sentir mais seguro hoje, gra\u00e7as \u00e0 ronda incrementada pela PM no local.<\/p>\n<p>Espa\u00e7o degradado<\/p>\n<p>Ocupada com o movimento da banca localizada no Largo do Tamarineiro, Jaqueliana Romano, 36, tamb\u00e9m clama por mais seguran\u00e7a na regi\u00e3o. \u201cEstou h\u00e1 12 anos aqui. Os policiais aparecem, mas n\u00e3o ficam efetivamente no posto. Eles sempre saem\u201d, observou.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo policial do Largo da Ribeira lembra a do posto do Largo dos Dois Le\u00f5es: espa\u00e7o degradado, sujo, praticamente em ru\u00edna. \u201cA Pol\u00edcia Militar anda sempre por aqui, mas o posto est\u00e1 abandonado. Sofreu um atentado h\u00e1 cerca de um ano e de l\u00e1 pra c\u00e1 n\u00e3o funcionou mais. Est\u00e1 entregue as baratas. A gente quer que, mesmo que feche a noite, que funcione durante o dia\u201d, disse Maria Cardoso Lopes, 46, moradora do apraz\u00edvel bairro da pen\u00ednsula itapagipana.<\/p>\n<p>O comerciante Francisco Carlos, da Sorveteria da Ribeira, considera a desativa\u00e7\u00e3o do m\u00f3dulo policial do bairro \u201cuma vergonha! N\u00f3s vamos receber milhares de turistas neste ver\u00e3o, o carnaval chegando, e \u00e9 esta a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a que vivemos. O m\u00f3dulo foi metralhado h\u00e1 mais de seis meses e, depois disso, as autoridades se acomodaram e n\u00e3o tomaram mais nenhuma atitude. A popula\u00e7\u00e3o da Ribeira est\u00e1 precisando de um policiamento mais extensivo para tomar conta das fam\u00edlias que aqui residem\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Para Mois\u00e9s Cafezeiro, 55, agente de viagens residente no bairro, o m\u00f3dulo  deveria ser transformado em posto de informa\u00e7\u00e3o tur\u00edstica. \u201cN\u00f3s estamos solicitando a Pol\u00edcia Militar para n\u00e3o demolir. N\u00f3s queremos fazer aqui um posto para atender aos turistas.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio isto pra Ribeira. A comunidade mesmo pode reformar o m\u00f3dulo, que ter\u00e1 computador, internet, telefone. Eu, particularmente, acho que a pen\u00ednsula est\u00e1 muito bem segura, com policiamento ostensivo, que funciona muito mais do que o m\u00f3dulo. A seguran\u00e7a melhorou oitenta por cento aqui no bairro\u201d, admitiu. <\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nNelson Rocha<br \/>\n<a HREF = \"http:\/\/www.tribunadabahia.com.br\/news.php?idAtual=70659\" TARGET = \"_NEWS\"><b>Tribuna da Bahia<\/b><b><\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine esta cena: Um ladr\u00e3o perseguido por populares corre desesperado pelo Largo dos Dois Le\u00f5es, pr\u00f3ximo \u00e0 Baixa de Quintas. Sem op\u00e7\u00e3o de fuga entra num estabelecimento comercial situado quase defronte de um posto policial. Funcion\u00e1rios e clientes da loja entram em desespero com o clima de revolta que toma conta do ambiente. 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