{"id":69321,"date":"2013-07-25T14:08:07","date_gmt":"2013-07-25T17:08:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=69321"},"modified":"2013-07-25T14:08:07","modified_gmt":"2013-07-25T17:08:07","slug":"umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/07\/25\/umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-iv\/","title":{"rendered":"UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE ( IV)"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\"><strong>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\" width=\"300\" height=\"129\" \/>O vapor ancorara pertinho da boca do Jequitinhonha, local onde, de acordo a empresa p\u00fablica brasileira CPRM- Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, e<b> <\/b>como fora relatado em Umas e Outras (III), existe uma mina submersa de diamantes.<\/p>\n<p>Disse-se ainda de viajantes que ao desbravarem o rio, muito contribu\u00edram com seus registros para a hist\u00f3ria do Brasil, a exemplo do pr\u00edncipe germ\u00e2nico Maximiliano Wied-Neuwied que o adentrou partindo da foz.<\/p>\n<p>Foz essa que, Tup\u00e3-Cavalo, o \u201ccentauro\u201d, o \u201cbicho mondrongo\u201d, certa vez, vindo do mar, penetrara e, ao casar-se com a \u201cM\u00e3e d\u2019\u00e1gua\u201d (a \u201ciara do Jequitinhonha\u201d), gesta Iararana, esplendido poema narrativo de Sos\u00edgenes Costa. Nascimento obviamente imposs\u00edvel se o Jequitinhonha n\u00e3o fosse visto com um olhar diferente, um olhar de poeta, grandioso, sobretudo. Diferentemente tamb\u00e9m da vis\u00e3o mais econ\u00f4mica dos primeiros viajantes, o viu Zanine Caldas, outro belmontense e artista pl\u00e1stico de variadas facetas encontrando na mata a musa inspiradora. Exaltando as origens, essenciais no desenvolvimento do dom e da inspira\u00e7\u00e3o do mestre, Zanine em 1987, de Paris, num de seus artigos para jornais, inseria o excerto: \u201cNasci em Belmonte, no sul da Bahia, que era rodeada de grandes florestas h\u00e1 setenta anos. Nunca pensei em ser arquiteto. Cresci fascinado com gente que faz coisas. Que transforma \u00e1rvore em mesas, cadeiras, colheres de pau, portas, janela e gamelas, panos em roupas, couros em sapatos, plantas em comida, papel e tinta em desenhos e poemas\u201d. Tornou-se famoso, e por motivos \u00f3bvios ficara conhecido como o \u201cMago da Madeira\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Era uma \u00e9poca de um Jequitinhonha caudaloso; suas enchentes atemorizavam a comunidade ribeirinha, mas logo o solo de aluvi\u00e3o fazia advir-lhe a bonan\u00e7a. O cen\u00e1rio, com \u201ctropeiros\u201d e \u201ccanoeiros\u201d em destaque, singularizava no contexto cultural da Civiliza\u00e7\u00e3o do Cacau: a Zona Cacaueira do Jequitinhonha. No cais belmontense chegaram a aportar barcos e navios de ferro de consider\u00e1veis calados no transporte de passageiros e cargas, especialmente as dos \u201cfrutos de ouro\u201d destinados a Ilh\u00e9us e Salvador. \u00a0A movimenta\u00e7\u00e3o efervescente do porto ditava o com\u00e9rcio da cidade. As amerissagens dos Junkers W-34 e JU-52, avi\u00f5es d\u2019\u00e1gua de 5 e 19 passageiros respectivamente da empresa Syndicato Condor Ltda., servindo-se \u00a0do rio em escala regular na liga\u00e7\u00e3o Salvador\/Rio e vice-versa. (dados extra\u00eddos de Tabu -1\u00aa quinzena de julho e 2\u00aa de agosto de 96, e de A Tarde de 23\/8\/1992) s\u00e3o mais evid\u00eancias de sua import\u00e2ncia. Mas eis que a voracidade capitalista por maiores lucros empreende uma continuada devasta\u00e7\u00e3o da mata ribeirinha. Da\u00ed em diante s\u00f3 restou ao Baixo Jequitinhonha, assim como se fossem coisas moderninhas do progresso, um assoreamento progressivo, entre outras consequ\u00eancias, como o afetar de sua piscosidade. Efeitos esses \u2018coadjuvados\u2019 pela Hidroel\u00e9trica Itapebi operando desde 2003 (no Alto Jequitinhonha a de Irap\u00e9 <b>\u2013<\/b>nos <b>\u00a0<\/b>munic\u00edpios de Gr\u00e3o Mogol e Berilo em Minas Gerais<b>\u2013 <\/b>fora inaugurada em 2006).<\/p>\n<p>O mais incr\u00edvel \u00e9 que antes as cheias, embora n\u00e3o se pudesse impedi-las, eram previs\u00edveis. \u00c0 amea\u00e7a, o brado de \u201co cacau t\u00e1 caindo nas cabeceiras\u201d, sinalizando chuvas nas nascentes da bacia, o margeava e, condicionava uma poss\u00edvel preven\u00e7\u00e3o. Obedecia-se, claro, \u00e0 m\u00e3e natureza. Hoje em dia <b>\u2013<\/b>\u00e9 por isso que se diz que em Bebel acontece cada uma de Deus duvidar! <b>\u2013,<\/b> veja voc\u00ea! pois<b> <\/b>n\u00e3o \u00e9 que com todo o secamento do rio, as enchentes persistem e s\u00e3o de arrombar! S\u00f3 que agora em vez de surgirem de modo natural, elas t\u00eam o dedo do bicho-homem: quando a Usina de Itapeb\u00ed resolve <b>\u2013<\/b>sem um alertazinha sequer<b>\u2013<\/b> soltar suas \u00e1guas, deixando em polvorosa a vida ribeirinha e citadina.\u00a0 Al\u00f4, al\u00f4 pessoal da Hidroel\u00e9trica: avisa, avisa. Viu a\u00ed como em Bebel at\u00e9 a neglig\u00eancia se torna inusitada? Bom, ainda bem que a mar\u00e9 alta permitir\u00e1 a embarca\u00e7\u00e3o prosseguir viagem sem a interfer\u00eancia implac\u00e1vel do duo natureza\/homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Heckel Janu\u00e1rio<\/p>\n<p>Para ler a PARTE III clique <a href = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/06\/11\/heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-i-i-i\/\" target = \"_news\"><b>AQUI<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) O vapor ancorara pertinho da boca do Jequitinhonha, local onde, de acordo a empresa p\u00fablica brasileira CPRM- Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, e como fora relatado em Umas e Outras (III), existe uma mina submersa de diamantes. 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