{"id":7041,"date":"2011-01-20T21:51:34","date_gmt":"2011-01-21T00:51:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=7041"},"modified":"2011-01-20T21:51:34","modified_gmt":"2011-01-21T00:51:34","slug":"a-baia-do-pontal-do-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/20\/a-baia-do-pontal-do-passado\/","title":{"rendered":"A BA\u00cdA DO PONTAL DO PASSADO"},"content":{"rendered":"<p><center><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-300x176.jpg\" alt=\"\" title=\"baia do pontal\" width=\"300\" height=\"176\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7042\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-300x176.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal.jpg 736w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/rezende-novo-email.jpg\"\/>Hoje, tive o prazer de encontrar um amigo pontalense de inf\u00e2ncia, que paramos por alguns momentos ficamos contemplando a Ba\u00eda do Pontal. Lembramos dos idos anos de 50 e 60, quando esta ba\u00eda nos proporcionava uma agita\u00e7\u00e3o salutar que achamos dif\u00edcil um dia voltar ao que era. E para matar a saudade transcrevo aqui algumas lembran\u00e7as daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Vamos come\u00e7ar a falar da entrada ou \u201cboca da barra\u201d, pois era assim que cham\u00e1vamos o local onde come\u00e7ava o avan\u00e7o do mar na foz do Rio Cachoeira. Era o local mais temido por todos os condutores das lanchas, besouros, canoas, saveiros, lanchinhas, rebocadores, \u201calvarengas\u201d, navios etc. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Os profissionais que conduziam os navios para o porto eram conhecidos como \u201cpr\u00e1ticos\u201d. Os \u201crebocadores\u201d eram uns tipos de embarca\u00e7\u00f5es de porte m\u00e9dio que puxavam as \u201calvarengas\u201d e nestas eram armazenados os sacos de cacau para os navios que ficavam em alto mar, pois n\u00e3o conseguiam chegar at\u00e9 o cais do porto na ba\u00eda do Pontal por serem de \u201cgrande calado\u201d (navios grandes).<\/p>\n<p>Nesta ba\u00eda e ou em suas proximidades, ocorreram v\u00e1rios naufr\u00e1gios e acidentes, como encalhar em \u201cbancos\u2019\u201d de areias, recifes, etc. E na minha mem\u00f3ria est\u00e3o: Os navios Nossa Senhora de Lourdes (transportava gado, em 1957), Urubatan (transportava betume asf\u00e1ltico, em 1959), o rebocador Sampaio Ferraz, em 1956\/1957) e o Jangadeiro (transportava caf\u00e9, em 1975).<\/p>\n<p>Aqui tamb\u00e9m acontecia um verdadeiro aglomerado de embarca\u00e7\u00f5es de todos os tipos, que circulavam todos os dias, deixando os moradores atentos, curiosos e acima de tudo vivenciando o dia-a-dia deste lugar.<\/p>\n<p>N\u00f3s crian\u00e7as, perd\u00edamos horas e horas admirando o entre e sai dessas embarca\u00e7\u00f5es. J\u00e1 sab\u00edamos de cor quando o navio Capela se aproximava da barra, pois seu apito era inconfund\u00edvel e anunciava a sua chegada, como tamb\u00e9m a sua sa\u00edda.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o se lembra mais, o navio Capela era o maior e mais luxuoso no transporte de passageiros, principalmente para a capital do estado, que curiosamente n\u00e3o cham\u00e1vamos de Salvador e sim de Bahia, (\u201cVou pra Bahia\u201d, assim diziam nossos pais quando se deslocavam para a capital do estado). <\/p>\n<p>Outra coisa curiosa era o costume de ficarmos acenando com len\u00e7os ou panos brancos para nossos entes queridos que partiam para Salvador ou adjac\u00eancias. Al\u00e9m do Capela, existiam diversos outros navios de transporte de passageiros que partiam de Ilh\u00e9us por toda costa baiana da Companhia Baiana de Navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Era comum ficar afundiado na Ba\u00eda do Pontal, no cais do porto, mais cinco navios de uma s\u00f3 vez, aguardando para o carregamento do nosso principal produto de exporta\u00e7\u00e3o o cacau.<\/p>\n<p><center><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-2-300x198.jpg\" alt=\"\" title=\"baia do pontal 2\" width=\"300\" height=\"198\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7043\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-2-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-2-1024x679.jpg 1024w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-2.jpg 1363w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n<p>Visto pelo lado do lazer, a Ba\u00eda do Pontal nos proporcionava belos babas ou peladas. Locais n\u00e3o faltavam como: Banca do peixe, Alvorada, Chafariz e Ponta de Eust\u00e1quio.<\/p>\n<p><center><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-3-300x143.jpg\" alt=\"\" title=\"baia do pontal 3\" width=\"300\" height=\"143\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7044\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-3-300x143.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-3.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m n\u00e3o teve o prazer de pescar siri com \u201cpelanca\u201d de carne de boi, v\u00edsceras da galinha e outras iscas? Para isso us\u00e1vamos como instrumento de pesca um peda\u00e7o de pau amarrado por um cord\u00e3o (barbante) e uma pedra junto com a pelanca. N\u00e3o podia faltar a panela, caldeir\u00e3o ou lata para armazenar os crust\u00e1ceos, que peg\u00e1vamos com a maior facilidade. Quem n\u00e3o se lembra de ter comido uma boa moqueca de \u201cpeito de siri\u201d? Hoje eu pergunto pra onde foi a fartura dos siris da Ba\u00eda do Pontal?!<\/p>\n<p>Nos finais de semanas as praias do Pontal ficavam repletas de banhistas, onde havia uma mistura de sombreiros de praia, com b\u00f3ias de c\u00e2maras de ar de caminh\u00e3o e carrinhos de picol\u00e9s.<\/p>\n<p><center><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-4-300x167.jpg\" alt=\"\" title=\"baia do pontal 4\" width=\"300\" height=\"167\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7045\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-4-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/baia-do-pontal-4.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/center><\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca uma coisa que chamava aten\u00e7\u00e3o era o movimento de vai-e-vem dos rapazes e mo\u00e7as que n\u00e3o se conformavam em ficar parados por muito tempo na areia. E para completar o lazer local estavam l\u00e1: A Cabana da Sereia com a deliciosa moqueca de Dona Matilde e o Arrast\u00e3o para suprirmos com seus tira-gostos apetitosos, sem deixar faltar o caranguejo, que nessa \u00e9poca eram capturados nos manguezais da cidade.<\/p>\n<p>Apenas como registro hist\u00f3rico da Ba\u00eda do Pontal, citaremos os naufr\u00e1gios ou encalhes num per\u00edodo bem antes que nos propusemos a falar<\/p>\n<p>1.\tNavio Comandatuba \u2013 Navio a vapor encalhou em 1922, na Pedra do Rapa, que fica localizada da entrada da barra.<br \/>\n2.\tNavio \u00cdris \u2013 Navio a vapor encalhou em 1924, na coroa em frente ao Morro de Pernambuco.<br \/>\n3.\tNavio Itacar\u00e9 \u2013 Navio de passageiros que naufragou em 1939, na entrada da barra.<br \/>\n4.\tNavio Ludmar \u2013 Navio de carga que se chocou no recife (arrecifes) na entrada da barra. (Pesquisado no Google).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, tive o prazer de encontrar um amigo pontalense de inf\u00e2ncia, que paramos por alguns momentos ficamos contemplando a Ba\u00eda do Pontal. Lembramos dos idos anos de 50 e 60, quando esta ba\u00eda nos proporcionava uma agita\u00e7\u00e3o salutar que achamos dif\u00edcil um dia voltar ao que era. E para matar a saudade transcrevo aqui algumas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7041"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7041"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7041\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7052,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7041\/revisions\/7052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7041"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7041"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7041"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}