{"id":71481,"date":"2013-09-07T12:54:26","date_gmt":"2013-09-07T15:54:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=71481"},"modified":"2013-09-07T12:54:26","modified_gmt":"2013-09-07T15:54:26","slug":"independencia-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/09\/07\/independencia-do-brasil\/","title":{"rendered":"INDEPEND\u00caNCIA DO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p><strong>Escrito por Jo\u00e3o Ivo Girardi \u00a0<\/strong><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><b><i>Uma hist\u00f3ria que poucos conhecem&#8230;..<\/i><\/b><\/h1>\n<p>Nenhum estado brasileiro comemora a Independ\u00eancia do Brasil com tanto entusiasmo quanto a Bahia. As diferen\u00e7as come\u00e7am pelo calend\u00e1rio. O feriado de Sete de Setembro, marcado nas outras regi\u00f5es por desfiles militares e escolares aos quais o povo raramente comparece, \u00e9 ignorado pela maioria dos baianos. A verdadeira festa acontece no dia 2 de julho, data da expuls\u00e3o das tropas portuguesas de Salvador em 1823. E s\u00f3 perde em grandiosidade para o Carnaval. Os baianos t\u00eam motivos para celebrar. Foram eles os brasileiros que mais lutaram e sofreram pela Independ\u00eancia. A guerra contra os portugueses na Bahia durou um ano e cinco meses, mobilizou mais de 16.000 pessoas s\u00f3 do lado brasileiro e custou centenas de vidas. Foi tamb\u00e9m ali que o Brasil independente correu o mais s\u00e9rio risco de se fragmentar. Depois da expuls\u00e3o das tropas do general Jorge de Avilez o Rio de Janeiro, em fevereiro de 1822, metr\u00f3pole portuguesa decidiu concentrar em Salvador todos os seus esfor\u00e7os militares. O objetivo era dividir o Brasil. As regi\u00f5es Sul e Sudeste ficariam sob o controle do pr\u00edncipe regente D. Pedro. O Norte e o Nordeste permaneceriam portugueses. Mais do que isso, a metr\u00f3pole alimentava a esperan\u00e7a de que, uma vez dominada a Bahia, suas tropas poderiam eventualmente atacar o Rio de Janeiro e dali recuperar as demais prov\u00edncias. A coragem e a determina\u00e7\u00e3o dos baianos impediram que isso acoontecesse. A resist\u00eancia baiana decidiu a unidade nacional, (&#8230;) As tropas brasileiras eram comandadas pelo general franc\u00eas Pierre Labatut. Comandou as tropas brasileiras por dez meses, mas a nomea\u00e7\u00e3o de um oficial estrangeiro para um cargo t\u00e3o importante causou desconforto na Bahia. O general mal falava a l\u00edngua portugesa e insistia em alistar escravos nas tropas brasileiras, medida que os senhores de engenho temiam, por acreditar que, uma vez armados, os negros poderiam se voltar contra eles. Cercado por intrigas de todos os lados, Labatut acabaria preso e destitu\u00eddo do comando pelos pr\u00f3prios oficiais cinco semanas antes de terminar a guerra. A gl\u00f3ria de entrar em Salvador com as tropas brasileiras no dia 2 de julho caberia ao coronel Jos\u00e9 Joaquim de Lima e Silva. Era tio do jovem Lu\u00eds Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias e atual patrono do Ex\u00e9rcito brasileiro, que tamb\u00e9m participou dos combates na Bahia como tenente ajudante no Batalh\u00e3o do Imperador. Os primeiro soldados brasileiros entraram na cidade ainda pela manh\u00e3. Nem de longe lembravam um ex\u00e9rcito vitorioso. Eram homens descal\u00e7os e quase nus, mostrando a mis\u00e9ria dos andrajos a grandeza de seus sacrif\u00edcios. Foram recebidos com festa pelos moradores. E com festa ainda s\u00e3o lembrados todos os anos no dia 2 de julho. A Bahia decidiu o futuro do Brasil, na sua forma atual, mas a festa de Dois de Julho \u00e9 hoje praticamente desconhecida pelos brasileiros das outras regi\u00f5es. Ao contr\u00e1rio do Carnaval, e apesar de tamb\u00e9m reunir milhares de pessoas, raramente \u00e9 not\u00edcia nos jornais e emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o fora da pr\u00f3pria Bahia. Por\u00e9m, um visitante desavisado que chegar \u00e0 capital baiana nessa data perceber\u00e1 logo ao desembarcar uma nota dissonante: o aeroporto de Salvador, que at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s se chamava Dois de Julho, mudou de nome. Agora, chama-se Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, em homenagem ao pol\u00edtico baiano falecido em 1998. \u00c9 uma prova de que o coronel da atualidade ser\u00e1 sempre mais lembrado do que todas as lutas gloriosas do passado, (Do livro, 1822, de Laurentino Gomes. Ed. Nova Fronteira, 2010).<\/p>\n<p><b><i>Personagens famosos desta hist\u00f3ria:<\/i><\/b><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Francisco Sabino da Rocha Vieira: No dia 19 de fevereiro de 1823 centenas de oficias, soldados favor\u00e1veis a Independ\u00eancia se aquartelaram no forte de S\u00e3o Pedro. O general Madeira de Melo, comandante das tropas portuguesas apresentou-se ao local exigindo a rendi\u00e7\u00e3o dos revoltosos. Coube ao cirurgi\u00e3o do Regimento de Ca\u00e7adores, Francisco Sabino da Rocha Vieira, dar a resposta: N\u00e3o nos entregamos. Sabino era um mulato de olhos claros, m\u00e9dico e jornalista. Irritado com a resposta, Madeira e Melo mandou bombardear o quartel rebelde. Sem condi\u00e7\u00f5es de resistir o bombardeio portugu\u00eas, os brasileiros abandonaram o forte e fugiram de Salvador para organizar a resist\u00eancia do Rec\u00f4ncavo. Em poucos dias, as vilas e fazendas se transformaram em imensos campos de refugiados brasileiros. O restante da Bahia aderiu em peso \u00e0 Independ\u00eancia do Brasil formando um cintur\u00e3o de isolamento aos portugueses encastelados em Salvador. Em novembro de 1837, Sabino lideraria no mesmo forte de S\u00e3o Pedro, com apoio dos escravos, uma rebeli\u00e3o conhecida como Sabinada, na qual tentou em v\u00e3o fundar uma Rep\u00fablica Baianense.<\/p>\n<p><b><i>Joana Ang\u00e9lica de Jesus:<\/i><\/b> Madre superiora do convento da Lapa, morreu atravessada por golpes de baioneta o defender a clausura contra um grupo de soldados e marinheiros portugueses b\u00eabados que tentou invadi-la.<\/p>\n<p><b><i>Maria Quit\u00e9ria de Jesus:<\/i><\/b> Tinha trinta anos quando a Bahia come\u00e7ou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibi\u00e7\u00e3o de mulheres nos batalh\u00f5es volunt\u00e1rios, decidiu alistar-se \u00e0s escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiou-se de homem e incorporou-se \u00e0s fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros. Duas semanas depois foi descoberta pelo pai que tenou lev\u00e1-la de volta para casa. Os colegas do quartel, j\u00e1 impressionadas com a habilidade com que Maria Quit\u00e9ria manejava armas, imploraram para que ela ficasse. O oficial comandante concordou, mas imp\u00f4s uma condi\u00e7\u00e3o: em vez da farda masculina, ela usaria um saiote \u00e0 moda escocesa. Depois da guerra foi recebida no Rio de Janeiro pelo imperador D. Pedro I e condecorada com Ordem do Cruzeiro.<\/p>\n<p><b><i>Festa da Independ\u00eancia da Bahia: <\/i><\/b>A Festa da Independ\u00eancia da Bahia ou Desfile do Dois de Julho como \u00e9 chamado pelos soteropolitanos, \u00e9 uma festa comemorativa de car\u00e1ter c\u00edvico em consolida\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia do Brasil em terras baianas. O cortejo acontece todos os anos no dia 2 de julho na cidade de Salvador, Bahia, tendo seu in\u00edcio no Largo da Lapinha no Pavilh\u00e3o Dois de Julho ao lado da Par\u00f3quia da Lapinha, onde se encontra a imagem do caboclo, s\u00edmbolo da independ\u00eancia da Bahia. Com um grande desfile popular juntamente com as imagens do caboclo e da cabocla, reverenciando a for\u00e7a nativa sobre as tropas lusitanas derrotadas em 1823, percorre por v\u00e1rias ruas hist\u00f3ricas at\u00e9 o seu apogeu no largo do Campo Grande ou pra\u00e7a Dois de Julho. O retorno das imagens ocorre dia 5 do mesmo m\u00eas com outra grande fanfarra, geralmente \u00e0 noite e regido por grandes orquestras, estudantes, m\u00fasicos, institui\u00e7\u00f5es, charanga e batucadas.<\/p>\n<p><b><i>Bandeira do Estado da Bahia:<\/i><\/b><\/p>\n<p>A Bandeira da Bahia representa o s\u00edmbolo oficial do estado da Bahia. A bandeira foi criada pelo m\u00e9dico baiano Dr. Diocleciano Ramos que, em 25 de maio de 1889, em uma reuni\u00e3o do Partido Republicano, sugeriu este bras\u00e3o para representar a agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Quando a bandeira do estado da Bahia foi idealizada o pa\u00eds havia acabado de se tornar uma rep\u00fablica e fortes agita\u00e7\u00f5es estavam ocorrendo por conta da mudan\u00e7a do regime pol\u00edtico. Embora as cores azul, vermelha e branca j\u00e1 tenham figurado como s\u00edmbolo da Revolta dos Alfaiates, muitos dizem que a bandeira baiana teve inspira\u00e7\u00e3o na bandeira dos Estados Unidos e acrescida do tri\u00e2ngulo, s\u00edmbolo ma\u00e7\u00f4nico e que tamb\u00e9m se encontra na bandeira mineira. Em 11 de junho de 1960, atrav\u00e9s do decreto de lei n\u00ba 17628, o governador Juracy Magalh\u00e3es tornou obrigat\u00f3rio o uso da bandeira da Bahia para representar o estado.<\/p>\n<p><b><i>Aeroporto 2 de Julho<\/i><\/b><\/p>\n<p>O aeroporto foi fundado em 1925 e reconstru\u00eddo completamente em 1941 pela Panair do Brasil Seu nome era Santo Amaro do Ipitanga. Em 1955, o aeroporto mudou seu nome para 2 de Julho, a data da independ\u00eancia baiana e, em 1998, para o atual nome, Deputado Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es. No entanto, a maioria dos habitantes de Salvador continua a cham\u00e1-lo de 2 de Julho. A mudan\u00e7a pol\u00eamica do nome do aeroporto para Deputado Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es causou revolta em parte do povo baiano, especialmente naqueles contr\u00e1rios ao carlismo, pois esta era uma homenagem post-mortem ao filho deste. Dentre as manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 mudan\u00e7a de nome, h\u00e1 a presen\u00e7a da ala Aeroporto \u00e9 2 de Julho nas principais comemora\u00e7\u00f5es c\u00edvicas da cidade, como o desfile do 2 de Julho, o Grito dos Exclu\u00eddos no 7 de setembro e a Mudan\u00e7a do Garcia no carnaval<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Enviada por Jos\u00e9 Rezende Mendon\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por Jo\u00e3o Ivo Girardi \u00a0 Uma hist\u00f3ria que poucos conhecem&#8230;.. Nenhum estado brasileiro comemora a Independ\u00eancia do Brasil com tanto entusiasmo quanto a Bahia. As diferen\u00e7as come\u00e7am pelo calend\u00e1rio. O feriado de Sete de Setembro, marcado nas outras regi\u00f5es por desfiles militares e escolares aos quais o povo raramente comparece, \u00e9 ignorado pela maioria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[18],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71481"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71481"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71481\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71484,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71481\/revisions\/71484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}