{"id":73436,"date":"2013-10-09T20:16:19","date_gmt":"2013-10-09T23:16:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=73436"},"modified":"2013-10-09T20:16:19","modified_gmt":"2013-10-09T23:16:19","slug":"demonstrar-amor-sempre-implorar-jamais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/10\/09\/demonstrar-amor-sempre-implorar-jamais\/","title":{"rendered":"Demonstrar amor, sempre! Implorar, jamais!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Rosana Braga<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/R2CPRESS_CART%C3%83O_ROSANA.jpg\" width=\"300\" height=\"179\" class=\"alignleft\" \/>Andei escrevendo alguns artigos defendendo as demonstra\u00e7\u00f5es de amor, a transpar\u00eancia dos desejos e insistindo em afirmar que forte \u00e9 aquele que assume o que est\u00e1 sentindo, ainda que isso seja feito atrav\u00e9s de l\u00e1grimas e sofrimento.<\/p>\n<p>Pois muito bem! Recebi dezenas de mensagens de pessoas contando sobre o quanto t\u00eam exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustra\u00e7\u00f5es seguidas de frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Observando tais hist\u00f3rias, notei que, como em tudo o que \u00e9 sutil e profundo ao mesmo tempo, h\u00e1 um t\u00eanue limite a ser observado nesta quest\u00e3o. Ou seja, \u00e9 preciso amadurecimento e autopercep\u00e7\u00e3o para notar a diferen\u00e7a entre \u2018demonstrar o que se sente\u2019 e \u2018mendigar o amor do outro\u2019 \u2013 coisa que nunca defendi e nem pretendo faz\u00ea-lo agora; tanto que, numa outra ocasi\u00e3o, escrevi \u201cO outro tem o direito de n\u00e3o gostar de voc\u00ea!\u201d.<\/p>\n<p>Tem muita gente confundindo \u2018ser sincero\u2019 com \u2018ser inconveniente\u2019; pessoas agindo sem dignidade em nome n\u00e3o de um amor, mas de uma obstina\u00e7\u00e3o infantil e neur\u00f3tica. Quando digo que precisamos come\u00e7ar a admitir mais o que sentimos, n\u00e3o estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento \u2018goela abaixo\u2019 do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.<\/p>\n<p> <!--more--><\/p>\n<p>Se o outro disse ou demonstrou que n\u00e3o quer, que n\u00e3o pode retribuir o amor que sentimos, o m\u00ednimo que podemos fazer \u00e9 respeit\u00e1-lo e \u2013 sobretudo \u2013 tentar manter nossa autoridade moral diante deste \u2018n\u00e3o\u2019. Acontece que a\u00ed est\u00e1 outro t\u00eanue limite: a diferen\u00e7a entre \u2018comportar-se de modo digno\u2019 e \u2018agir movido por um orgulho despeitado\u2019.<\/p>\n<p>De novo, \u00e9 preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua pr\u00f3pria dor faz parte de uma personalidade \u00edntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferen\u00e7a e superioridade quando o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1, na verdade, sangrando, s\u00e3o atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experi\u00eancias a serem vivenciadas; isto \u00e9, uma vida inteira! E quem de n\u00f3s nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Felizmente, pouqu\u00edssimos ou ningu\u00e9m se reconhecer\u00e1 t\u00e3o conveniente, t\u00e3o adequado e absolutamente oportuno na dan\u00e7a do amor; at\u00e9 porque, estaria sendo pedante, muito certamente.<\/p>\n<p>Sendo assim, mais do que levar t\u00e3o a s\u00e9rio o \u201cjamais\u201d que coloquei propositadamente no t\u00edtulo deste artigo, meu intuito \u00e9 que eu e voc\u00ea consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!<\/p>\n<p>Afinal, bom mesmo \u00e9 descobrir na pr\u00e1tica, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais aut\u00eanticos e inteiros no exerc\u00edcio de amar!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rosana Braga Andei escrevendo alguns artigos defendendo as demonstra\u00e7\u00f5es de amor, a transpar\u00eancia dos desejos e insistindo em afirmar que forte \u00e9 aquele que assume o que est\u00e1 sentindo, ainda que isso seja feito atrav\u00e9s de l\u00e1grimas e sofrimento. 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